| | Pré-pago
tinge de rubro os números da Telefónica de España
Telefone celular quando pega
é a invenção do século, quando não... Que o diga a Telefónica de España. O que
era para ser um dos maiores trunfos da empresa no país está se revelando o grande
algoz das suas finanças: os planos pré-pagos. Comercialmente, o serviço, verdade
seja dita, é um sucesso, mas, na sagrada hora do fechamento de balanço, trata-se
de um desalento só. O caso mais emblemático é o da Tele Sudeste Celular. Hoje,
mais de 65% dos aparelhos vendidos pela companhia – cerca de 1,8 milhão – operam
no sistema de pagamento pré-pago. Só que sua participação na receita total da
operadora não consegue alcançar nem os 30%. Seja em portu- guês, em castelano
ou em dialeto basco, isso significa prejuízo. A média dos clientes deste tipo
de plano chega a ficar até três meses com um cartão de R$ 25. E olhe lá! O grande
problema é que, neste período, o usuário basicamente só recebe chamadas, isto
é, dois terços da capacidade opera- cional da Tele Sudeste são obstruídos por
serviços sem qualquer valor agregado. Resultado: muy sutilmente, a Telefónica
está se blindando contra este tipo de cliente. Aos poucos, os preços dos aparelhos
pré-pagos devem ser majorados. Simultaneamente, a empresa fará promoções, reduzindo
o custo de modelos que funcionam no pós-pago. Como desgraça pouca é bobagem, ao
mesmo tempo os espanhóis ainda estão enfrentando um dos maiores índices de inadimplência
desde que chegaram ao Brasil há três anos. E isto afeta justamente os planos pós-pagos,
a maior fonte de rentabilidade do grupo em celulares. Possivelmente, a Tele Sudeste
vai aumentar em, pelo menos, 10% a sua provisão no balanço deste ano. A situação
é ainda mais premente por conta da fusão da Telefónica com a Portugal Telecom
em telefonia celular. Há um acordo entre as duas companhias ibéricas para que
seus respectivos negócios sejam arrumados antes da associação.
ANTT
faz novo desenho da ferrovia A
Agência Nacional de Transportes Terrestres vai passar como um expresso sobre as
concessões das empresas ferroviárias. O primeiro ato da entidade, que vem ao mundo
no próximo ano, será uma completa revisão nos contratos do setor, sobretudo com
a fusão de companhias. O futuro diretor-geral da ANTT, José Alexandre de Resende,
está esboçando um plano que, pelo menos em tese, facilitará a recuperação de margens
com ganhos de escala e ainda abrirá espaço para um investimento maior na ampliação
da frota. É ver para crer. BNDES, BID, Japan Bank for International Cooperation
e International Finance Corporation cria- riam um fundo para financiamento dos
grupos que deverão ser formados. A ALL deverá controlar o transporte na Região
Sul com ligação até Mato Grosso do Sul a partir de uma fusão com a Ferrovia Paraná.
Um outro grupo, liderado por Previ, Funcef e Itamarati, juntará em uma mesma companhia
Ferronorte, Ferroban e Novoeste, passando a dominar a região que vai de São Paulo
até o Pará, incluindo o Centro-Oeste. O Nordeste, parte do Sudeste e do Centro-Oeste
ficarão nas mãos do consórcio que tem à frente CSN e Vale do Rio Doce. As mexidas
da ANTT abririam ainda a guarda para que a mineradora juntasse a operação da Estrada
de Ferro Carajás com a Norte-Sul, se a Vale arrematar esse trecho no leilão que
somente deverá ocorrer em 2003. Tanto o Ministério dos Transportes quanto os próprios
investidores do setor comungam da tese de que este redesenho operacional é, neste
momento, a única solução viá- vel para conter os prejuízos que vêm sendo acumulados
por boa parte das ferrovias.
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Não tem sido das mais proveitosas a peregrinação de Wolfang Sauer, ex-presidente
da Volkswagen no Brasil, em busca de parceiros para a RWE no país. O grupo não
fechou ainda qualquer acordo na área de gás e energia elétrica. Tentará recuperar
o tempo perdido na expansão do Bolívia-Brasil.
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Relatório
nº 1795 28/12/2001 Fuga
em massa A Tigre
estaria negociando a Santorelli, sua subsidiária na Argentina. O difícil é encontrar
comprador. Quem
também quer pular fora é a Fiat. Depois de trazer para o Brasil sua fábrica de
caminhões, a Iveco, prepara a transferência de uma linha de montagens de veículos
leves.
Luciano Santos deverá sair direto da Aneel para uma secretaria do Ministério
de Minas e Energia.
Chope
aguado Novos
entreveros à vista entre a AmBev e seus minoritários. Depois da conturbada incorporação
da Antarctica Nordeste, a empresa está preparando uma recompra das suas ações.
O problema é que, nos cálculos feitos pela AmBev, o preço da oferta ficaria em
torno do valor patrimonial, sem qualquer ágio para adoçar a boca dos acionistas.
Se não sair o leilão de venda da Sanepar, a Vivendi só continuará como
sócia se tiver influência na gestão da companhia.
Tripartite
Aerus, Previ e Serpros estão
acertando a compra das ações da BB-DTVM na Kepler Weber, mesmo antes de qualquer
acerto para ficar com a participação do BB-I na companhia.
A americana American Commercial Lines International está com um pé na Rongás,
de Rondônia.
| Em
razão dos festejos de fim de ano, o RR voltará a circular apenas na quarta-feira,
dia 2 de janeiro. Um feliz 2002! |
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