| | Federalização
acende a luz no caminho da Celesc O
futuro da Celesc não pertence propriamente a Deus. Mas sim à operação que está
sendo arquitetada pelo governo catarinense para equacionar a cada vez mais asfixiante
situação financeira da empresa. O governador Espiridião Amin iniciou negociações
com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia para a federalização da Celesc.
Pelo esboço do acordo que está sendo traçado, inicialmente a agência deverá decretar
intervenção na distribuidora para que os problemas financeiros da estatal não
afetem a operação. Em seguida, a União assumiria o controle e seria feito um encontro
de contas com o governo do estado, que deve cerca de R$ 700 milhões à Celesc.
Não seria exagero dizer que a continuidade das operações da Celesc depende, em
grande parte, do sucesso desta operação. Com uma dívida superior a R$ 1 bilhão,
praticamente igual ao seu patrimônio, a companhia catarinense não tem caixa para
cobrir o passivo. Pior: até agora, todas as suas tentativas de vender ativos –
como sua participação na Casan e na Hidrelétrica de Dona Francisca – fracassaram.
Caberia à Eletrobrás assumir as ações que pertencem ao governo esta- dual. Sua
missão seria arrumar a companhia para a venda, possivelmente consolidando a divisão
da Celesc em uma holding e três subsidiárias, uma de geração, outra de distribuição
e uma outra de telecomunicações. Além disso, a Eletrobrás faria a venda das participações
da estatal nos projetos de construção das hidrelétricas de Cubatão, Machadinho
e Campos Novos. Também devem ser negociados os 23% da empresa catarinense na Hidrelétrica
de Dona Francisca. As ações que a Celesc tem na Casan, caso fracasse a segunda
tentativa de venda dessa participação, ficariam em carteira até que fosse vendida
a companhia de saneamento. A operação contaria com o apoio da Previ, dona de 12%
das ordinárias da distribuidora de energia elétrica. Esta operação é uma das últimas
tentativas do governo catarinense para equacionar a delicada si- tuação financeira
da Celesc. O passivo a longo prazo da empresa já superou os R$ 800 milhões. E
esta nem é a pior parte da história. Entre as dívidas mais urgentes, estão US$
61 milhões em Euro Commercial Papers que venceram em junho deste ano e até hoje
não foram resgatados. Para não falar dos quase R$ 300 milhões em dívidas indexadas
ao dólar.
RR
já sabia do Sudameris em outubro Não
deu outra. No dia 29 de outubro, quando a venda do Sudameris não passava de rumores,
o RR cravou firme e forte: o Itaú está perto de fechar a compra da instituição,
desde 1998 marcada por prejuízos e tentativas de capitalização mal-sucedidas.O
RR ressaltava que, apesar do interesse simultâneo de Bradesco e Unibanco, o Sudameris
parecia feito sob medida para o Itaú, que é uma instituição híbrida: uma espécie
de banco de atacado travestido de banco de varejo. Com a aquisição anterior da
carteira de asset do Loyds, o Sudameris, que também tem um asset tentador, passou
a protagonizar o sonho dos Setúbal de disparar na liderança da administração de
ativos. No meio do caminho, o Unibanco bem que tentou abortar as negociações,
propondo uma operação similar à realizada com a Caixa Geral de Descontos. Mas,
venceu a oferta cash feita pelos Setúbal. Em tempo: o anúncio da compra do Sudameris
foi feito com toda a pompa e circunstância para empalidecer os efeitos negativos
da crise argentina e da queda do dólar nos números do Itaú. Em que pese que no
dólar, mesmo com o mercado em baixa, os Setúbal ganharam dinheiro. Até como hedge
à queda da moeda, venderam expressivas posições nos últimos dias. Como boa parte
do seu carregamento se deu com o dólar bem abaixo dos R$ 2, o Itaú voltou a lucrar.
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A contabilidade da Construtora Lix da Cunha vai ganhar um reforço estrutural.
A empresa praticamente acertou com o governo federal a quitação de uma nova leva
de obras públicas, pagas com precatórios. Serão mais R$ 40 milhões em caixa. A
companhia deve fechar o ano com lucro de R$ 8 milhões.
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Relatório
nº 1794 27/12/2001 Sivam
de asas A substituição
dos caças da Força Aérea, um contrato de US$ 700 milhões, virou mesmo uma batalha
creditícia. O nº 1 da Embraer, Maurício Botelho, está tentando convencer a Dassault
a aumentar o pacote de financiamentos para a licitação.
The
wrong man A GTD tentou emplacar o nome do executivo João Silva
na presidência da Escelsa. A EDP vetou. Prefere buscar um nome no mercado e, sobretudo,
sem ligação com qualquer acionista.
A Shell negocia com a Exxon Mobil a operação conjunta de poços de petróleo na
Bacia de Santos.
Coalhada
Entalada pela forte redução
das margens de lucro no mercado de produtos lácteos, a Danone vai fazer uma reestruturação
na Paulista. Em pauta, a venda de unidades e uma redução no port- fólio de marcas.
Atalho
A Hutchinson encontrou um outro caminho para entrar no Brasil. Está tentando
comprar parte das ações da TIW nas celulares.
O Pão de Açúcar prepara o fechamento de algumas lojas do ABC, recém-comprado
à GP Investimentos.
Meia-volta
A Bombardier, que tinha
anunciado aos quatro cantos sua intenção de fincar os pés no mercado argentino,
desistiu de vez de abrir uma filial no país vizinho. Novos negócios dos canadenses
na América do Sul somente a partir do Brasil, onde a companhia controla a ADTranz.
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