Cartão de visita
Uma das primeiras atribuições de Eleazar de Carvalho na presidência do BNDES será transformar a BNDESPar em uma unidade de negócios do banco, que vai administrar as participações da instituição.



Abílio Diniz estaria de olho nas Casas Rio Branco, rede de supermercados paulista.




Sugadouro
O alto custo para manutenção da dívida em dólar vai comer quase 40% dos lucros da Eletrobrás neste ano – seu resultado deve passar dos R$ 4 bilhões. Só as despesas financeiras chegariam a R$ 1,3 bilhão.



Caindo na real

Aos poucos, a Qualcomm vai descobrindo o real tamanho dos problemas na Vésper. Além de cobrir o alto endividamento da empresa, os norte-americanos serão obrigados a fazer um aporte de capital para aumentar a rede da operadora. Sem isso, dificilmente a Vésper será um negócio rentável.


A Anatel se parece cada vez mais com um pronto-socorro. Renato Guerreiro prepara um pacote de flexibilização das metas das empresas-espelhinho. Algumas já ameaçam devolver a concessão.


Avant-première
A Latasa vai antecipar de 2003 para o próximo ano o início da operação da fábrica de Brasília. Tudo graças a um acordo com a Coca-Cola e a AmBev.

Enron começa a escrever
seu obituário no Brasil

A saga da Enron no Brasil está chegando ao fim. Se, nos Estados Unidos, ainda há a expectativa de que a empresa saia do processo de falência, no caso do mercado brasileiro seu futuro – ou melhor, a ausência dele – já está traçado. O grupo vai encerrar suas atividades no país tão logo venda todas as suas subsidiárias. Nem mesmo a estratégia de atuar apenas como trading será mantida. Para se ter uma idéia, o desmanche já começou. A Enron está fechando seu escritório no Brasil. Na semana passada, quase todos os funcionários da área administrativa foram demitidos. Para completar, o executivo Orlando González, que acumula o comando da Enron em toda a América do Sul e a presidência da paulista Elektro, entregou o cargo. Sua saída, que deve ocorrer no início de 2002, cria mais um problema para o grupo. Era González quem vinha conduzindo as negociações para a venda das subsidiárias da Enron no Brasil – Elektro, Gaspart, termelétricas de Cuiabá e Eletrobolt, gasodutos Transredes, TGS e Bolívia-Brasil, CEG e CEG Rio. A empresa agora vai ter que se virar para preencher o que hoje deve ser o cargo menos cobiçado no setor energético do Brasil. Quem vai se interessar pela presidência de um grupo que está fechando as portas? Também não será muito fácil deslocar alguém da matriz. Apesar da missão ser temporária – até a venda de todos os ativos no país, não há executivos disponíveis neste momento. O número de diretores foi reduzido drasticamente e quem ficou está envolvido até a medula nas negociações com credores. Por isso, ganha corpo dentro do grupo a proposta de não indicar ninguém para o cargo e entregar a tarefa de vender as empresas a um banco. Independentemente de quem assuma as negociações, a intenção da Enron é de que todas as suas empresas no país sejam vendidas, no máximo, até junho de 2002. Nem que para isto tenha que reduzir sensivelmente o preço pedido. É o que deve ocorrer no caso da Elektro. A Enron já aceita ofertas bem abaixo dos R$ 2 bilhões inicialmente estipulados. Pelos entendimentos já mantidos com alguns interessados, os norte-americanos conseguirão, no máximo, R$ 1 bilhão pela distribuidora, menos do que pagaram no leilão. E já devem se dar por satisfeitos. A boa notícia no caso da Elektro é que a Aneel já sinalizou que não vai se opor à troca de comando na companhia. O que a agência menos quer é que a Enron acabe lhe devolvendo a concessão da empresa. Além da Elektro, outra subsidiária que a Enron terá dificuldade para vender é a Gaspart. A única candidata à compra é a Petrobras, acionista da empresa, mas a oferta não é das melhores. Se serve de alento, pelo menos as demais negociações prometem ser menos complicadas. O freio da Petrobras nas conversas para levar a parte da Enron na CEG e na CEG Rio não chega a ser um bicho-de-sete-cabeças. A Gas Natural já avisou que compra as ações se a estatal desfizer o negócio. No caso das termelétricas, a Enron está esperando que a El Paso oficialize uma proposta. Além disso, já haveria três candidatos à aquisição dos gasodutos. Melhor para a Enron. Quanto mais rápido for o seu desmonte no país menores serão os prejuízos amargados pela matriz.


Revista Brasil Sempre

Revista Case Studies

Revista Insight Inteligência

Relatório nº 1787
14/12/2001

Mapa da mina
Antônio Ermírio de Moraes está mesmo vivendo um tórrido caso de amor com o setor de mineração. Além do já anunciado investimento de R$ 1 bilhão na CBA, vai aportar mais de R$ 500 milhões na Votorantim Mineração e Metalurgia.


A ver navios
O diretor da Petrobras, Antônio Luiz de Menezes, solicitou à Aneel uma definição sobre a regulamentação do repasse do preço do gás para o valor das tarifas de energia. Por conta deste imbróglio, a estatal ainda não recebeu um tostão pela venda de gás para termelétricas.


O governo mineiro está preparando a transferência da participação da Cemig na Gasmig para o Tesouro estadual. É o primeiro passo para a privatização da empresa de gás.


Aviso prévio
A AES, dona da Cesp Tietê, não aceita conversar sobre a prorrogação do cronograma para liberação dos preços da energia elétrica contratada antes do mercado atacadista. Se o governo adotar a medida, o grupo promete levar a questão para a Justiça.


Fim da linha
Ao fim do acordo com a ADTranz, em 2002, a Cobrasma venderá, por partes, sua fábrica de Hortolândia, São Paulo.


Em cima do laço, a sueca Saab está tentando um novo crédito de bancos europeus para vencer a batalha pela substituição dos caças da Força Aérea.

 

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