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Sanepar
é a esperança de liquidez nos cofres do Paraná
Quem não tem o leilão da Copel
arrecada com a Sanepar. O governador do Paraná, Jaime Lerner, decidiu ressuscitar
a privatização da companhia estadual de saneamento. Caso não consiga vender a
Copel pelo menos até março de 2002, Lerner vai anunciar o leilão da Sanepar e,
desta forma, tentar compensar os recursos que o estado amealharia com a empresa
de energia. Pelo jeito, o governo não está lá muito otimista de que vai conseguir
privatizar a Copel. Uma prova disso é que já está elaborando o modelo de venda
da Sanepar. O processo deverá ser entregue ao BNDES, que terá a função de conduzir
o trabalho de avaliação econômico-financeiro e definir o cronograma. Caberá ao
banco realizar um road show na Europa – o roteiro incluirá Inglaterra, França
e Alemanha. Pelo menos, o leilão da Sanepar terá uma vantagem em relação ao da
Copel: o governo vai receber da Caixa Econômica Federal um adiantamento do valor
a ser arrecadado, recursos que iriam para o fundo de previdência do estado. O
governo paranaense já está empenhado em resolver o que pode se transformar em
um potencial empecilho para a privatização: a presença da Vivendi no capital da
Sanepar, que pode afugentar outros candidatos. Para isto, está sendo negociado
um acordo que dará ao vencedor do leilão uma opção de compra dos 40% dos franceses.
É bom ressaltar que a Vivendi não será obrigada a vender sua participação. Terá
apenas que oferecer primeiro suas ações ao novo controlador caso queira deixar
a empresa. A intenção do governo do Paraná é lançar uma isca para os candidatos
ao leilão da Sanepar. Com este modelo, os investidores terão a garantia de que,
se quiserem, poderão ficar com o naco pertencente à Vivendi, impedindo que, no
caso da saída dos franceses, as ações parem nas mãos de terceiros. Além disso,
há uma outra vantagem. Os franceses permanecerão sem direito a interferir na gestão
da companhia. Mas é claro que todos estes cuidados serão desnecessários se a própria
Vivendi participar e ganhar o leilão. Aliás, a empresa teria sinalizado ao governo
paranaense que tem interesse na operação. Tanto que já costura um acordo com a
Andrade Gutierrez, também acionista da Sanepar, para a nova investida.
Uma
pedra no caminho do “Big Bunge” Ainda
que indiretamente, o projeto da Bunge de consolidar todos os seus ativos no país
– o chamado “Big Bunge” – tem um forte candidato a ser seu inimigo nº 1: a BNDESPar.
Assim como já ocorreu na fusão da Manah com a Serrana, quando foi peça-chave para
que a multinacional redesenhasse toda a operação, a instituição deverá mais uma
vez atrasar os planos do grupo. A BNDESPar está prestes a engrossar o coro dos
minoritários da Bunge Fertilizantes, que, na segunda-feira passada, entraram com
um documento na CVM contestando a reestruturação acionária da empresa. Acionista
de peso – tem cerca de 20% de todos os papéis da companhia negociados em Bolsa
– a instituição também não estaria concordando com as regras estipuladas para
a incorporação da empresa pela Serrana. O item mais questionado é o preço para
retirada dos acionistas determinado pela Bunge: R$ 20,74. Pelas contas dos minoritários
– e aí inclua-se também a BNDESPar – este valor deveria ser corrigido para, pelo
menos, R$ 52. Outro ponto estaria causando a insatisfação da BNDESPar. A operação
ocorrerá justamente no momento em que a Bunge Fertilizantes promete uma boa colheita
de dividendos para seus acionistas. O resultado da empresa neste exercício poderá
chegar à casa dos R$ 100 milhões, o que daria um ganho de aproximadamente R$ 4
por ação. Só que, com a incorporação da empresa pela Serrana, este lucro acabará
diluído entre as duas empresas. Daí, a tentativa dos acionistas de aumentar o
valor de retirada para compensar eventuais perdas. Com a palavra, a CVM.
Detentora de 81%
da Americel, a Telecom Americas quer ficar absoluta no controle da empresa. Já
tem pronta uma oferta para adquirir os cerca de 19% do capital da operadora ainda
pertencentes a acionistas minoritários.
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Relatório
nº 1782 7/12/2001 Copo
cheio O Pactual,
adviser da Itambé, já recebeu cinco propostas de compra de 49% do capital da companhia.
No páreo, canadenses, holandeses e americanos.
De bico
A Nike mandou para escanteio
o projeto de construir uma fábrica no Brasil. Antes de tamanho investimento, vai
esperar para ver com quantos arranhões a CBF, sua principal parceira no país,
sairá da CPI do Senado.
A Água Mineral Prata, pertencente ao ex-banqueiro Aloysio Faria, estaria
na alça de mira da Minalba.
Em
cima da hora Ainda
que tardiamente, o BBVA resolveu acordar para os leilões da banca estadual. Está
analisando os números dos bancos do Maranhão (BEM) e do Ceará (BEC), que devem
ser privatizados no início de 2002.
Vazamento
A falência da Enron pegou o
governo baiano no contrapé. O estado estava negociando com os norte-americanos
um aumento de capital na Bahiagás, que, agora, dificilmente sairá do papel.
Os Ermírio de Moraes vão apostar mais uma pilha de fichas na siderurgia. Um novo
pacote de investimentos para ampliar a Barra Mansa está saindo do forno.
Na
vitrine A Celesc
está colocando à venda sua participação na Hidrelétrica Dona Francisca.
A
Nestlé procurou
o RR para esclarecer que não está negociando a compra da Piraquê.
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