GP quer alistar Previ na
batalha contra a Coteminas

Se depender da vontade da GP Investimentos, o contencioso com a Coteminas vai ganhar um novo personagem. O grupo de Jorge Paulo Lemann está tentando conseguir a adesão da Previ à causa que move contra o empresário e senador José de Alencar, controlador da companhia. O argumento para convencer a fundação está na ponta da língua da GP: o fundo de pensão do Banco do Brasil, acionista da tecelagem mineira, também seria lesado com a incorporação da Toália pela empresa. Outra justificativa é que os empréstimos no total de R$ 180 milhões feitos pela Coteminas à Toália também são prejudiciais aos interesses dos sócios da empresa. Se conseguir levar a Previ para o front, a GP cria dois problemas para José de Alencar. Primeiro, trata-se de um reforço de peso – tanto do ponto de vista institucional quanto político – na sua cruzada jurídica, que já conta com os fundos de pensão Valia e Sistel. Além disso, a presença da Previ só aumentaria os eventuais pedidos de indenização. Até agora, pelo menos publicamente, a Previ não tomou qualquer partido na batalha jurídica entre a GP e a Coteminas. Porém, não é de hoje que a fundação está disposta a se desfazer da sua participação na empresa, em razão desta sucessão de conflitos societários. Além disso, a Previ terá que reduzir sua exposure em renda variável para enquadrar sua carteira de investimentos.


O “Itaú de bolso” dos Ermírio de Moraes

Nem cimento, nem papel e celulose e tampouco alumínio. O Banco Votorantim tem tudo para fechar o ano como o mais lucrativo dos negócios dos Ermírio de Moraes. A rentabilidade sobre patrimônio da instituição deve bater nos 23%. Para ser ter uma idéia, a Votoratim Celulose e Papel (VCP), que vem recebendo pesados investimentos, terá um ganho na casa dos R$ 400 milhões – uma rentabilidade de cerca de 15%. A Companhia Brasileira de Alumínio caminha para um retorno perto dos 16%. A Indústrias Votorantim, que engloba cinco das usinas de cimento do conglomerado, deve ficar um pouco acima do resultado do ano passado: 10% de rentabilidade. Guardadas as devidas proporções, nos últimos meses, o Banco Votorantim tornou-se uma espécie de versão pocket do Itaú. Boa parte de seus resultados se deve a uma posição mais audaz em dólar – fora alguns expressivos ganhos obtidos no mercado de juros. Em pouco mais de um ano e meio, o patrimônio da instituição mais do que duplicou – de R$ 350 milhões em março de 2000 para R$ 750 milhões. Seu lucro neste ano deve ser entre 60% e 70% maior do que em 2000. Para efeito de comparação, o retorno do Votorantim supera, por exemplo, a rentabilidade anualizada do Unibanco (16%) e marca um empate técnico com o Bradesco (22%).



Usiminas encontra o seu porto seguro

Pensou Usiminas, pensou aço, claro. Só que, dentro de pouco tempo, talvez seja possível relacionar de imediato o nome da empresa também a portos. A companhia vai investir pesado na operação de terminais de contêineres através do seu braço no setor, a Terminal Marítimo Privativo de Cubatão (TMPC) – que pertence à Cosipa, sua controlada. A empresa fechou uma parceria com a Rio Cubatão Logística Portuária. Através da associação, a TMPC vai expandir sua área de atuação para o Sul do país. Em paralelo, negocia uma joint venture com a Construtora Andraus, que está assumindo a operação do Porto de Itajaí, em Santa Catarina. Esta promete ser a grande tacada da Usiminas neste mercado. Será através desta nova empresa que a TMPC vai entrar na disputa pelas concessões de outros terminais na região. O objetivo da companhia é controlar a maior parte da carga transportada por contêineres de São Paulo até a Argentina. Para a dobradinha Usiminas/Cosipa, a sinergia salta aos olhos. As duas siderúrgicas poderão exportar aço para diversos mercados internacionais a custos bem mais generosos.


Relatório nº 1777
30/11/2001

Transfeganistão
Segue o clima de terra-arrasada nas finanças da Transbrasil. A empresa está tentando um empréstimo para pagar parte dos salários atrasados.


A El Paso apresentou uma oferta pela Eletrobolt, térmica controlada pela Enron, no Rio de Janeiro.



Chá das cinco

O HSBC teria feito uma sondagem para a compra do Banco Mercantil do Brasil. O BMB é controlado pela família mineira Araújo, dona também da seguradora Minas Brasil.


Classificados
Quem estiver interessado em uma distribuidora de energia no Nordeste, favor tratar com a Iberdrola. Os espanhóis pretendem vender a Cosern, do Rio Grande do Norte. A idéia é aumentar a exposure na área de geração.


Os cortes do Sonae na sua rede de supermercados no Brasil estão chegando ao Rio Grande do sul.


Garganta abaixo
A Thames Water está sendo obrigada a engolir a seco seus projetos para o Brasil. Na falta de leilões das empresas estaduais, a alemã RWE, controladora da companhia, decidiu partir para a compra de pequenas concessões municipais. Inicialmente, os alvos são Minas Gerais e São Paulo.



Bola fora
Diante dos recentes prejuízos da emissora – que resultaram até na revisão de contratos de transmissão – o fundo norte-americano Hicks, Muse saiu em busca de um sócio brasileiro para a PSN.



Revista Insight Inteligência
Revista Case Studies
Revista Brasil Sempre

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