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CEF
vê crédito evaporar junto com o leilão da Embasa
Em outros tempos, quando Antônio
Carlos Magalhães andava com a chave do Planalto no bolso, talvez bastasse uma
ligeira intervenção do senador para matar o assunto na raiz. Hoje, porém, a pendência
creditícia entre o governo baiano e a Caixa Econômica Federal está ganhando proporções
nunca dantes imaginadas. Tudo começou quando a CEF emprestou ao governo baiano
R$ 450 milhões, recursos que foram utilizados para compor o Fundo de Previdência
dos Servidores Públicos Estaduais (Funprev). Como garantia ao financiamento, o
estado comprometeu parte da receita que seria obtida com a venda da Embasa. Foi
aí que o sarapatel desandou. Como já percebeu que a privatização da empresa não
vai sair tão cedo, a Caixa resolveu cobrar o financiamento. O governo baiano,
no entanto, já sinalizou que vai adotar a tática do “devo, não nego e pago quando
puder”. A alegação é de que a quitação da dívida estava ligada à negociação da
Embasa. No seu entendimento, sem a privatização, a dívida deve ser renegociada.
Não é o que entende a direção da Caixa Econômica. Para ela, um fato não está ligado
ao outro e o governo baiano deverá receber um prazo de, no máximo, três meses
para saldar o compromisso. Ao que tudo indica, o governador César Borges vai tentar
jogar com o tempo. A tática seria empurrar a questão para o próximo governo. Dentro
desta linha de raciocínio, o que o comando da Caixa Econômica mais teme é que
o governo baiano não só mantenha a decisão de não privatizar a Embasa como ainda
anule o edital da operação. Esta medida poderia abrir uma brecha jurídica para
o governo zerar o processo de venda e alegar que, sem a operação, não tem recursos
para pagar a dívida. Outra justificativa forte é que o dinheiro não pode ser resgatado
da Funprev. Diante desta possibilidade, já existem no Ministério do Desenvolvimento
e no BNDES os primeiros movimentos do que poderá vir a se transformar em uma operação
"panos quentes". Para impulsionar a venda da Embasa, a agência de fomento se comprometeria
a financiar o novo controlador na compra de equipamentos e na expansão da rede
da empresa. Com a negociação, estariam garantidos os recursos para o pagamento
do empréstimo à Caixa Econômica.
Magneti
Marelli sofre lanternagemA
Fiat pisou no freio, dobrou na primeira à direita e mudou completamente o traçado
que havia programado para a Magnetti Marelli Cofap, sua empresa de autopeças.
A troca de rumo começou na Itália. Temerosa de que a queda dos seus resultados
pudesse depreciar o valor da subsidiária, a matriz decidiu suspender a venda da
Magneti Marelli internacional. Resultado: com esta abrupta freada, foram também
interrompidas as conversações para a transferência em separado da subsidiária
brasileira – Thyssen Krupp e a norte-americana Textron demonstraram interesse
no negócio. O problema é que, enquanto não retomar a operação, a Fiat deve fechar
as torneiras de investimentos na empresa. Com perdas de faturamento na Europa
e decidida a sair do setor de autopeças, o grupo não vai aportar novos investimentos
na Cofap. Mais ainda: já há estudos de cortes na operação brasileira. A medida
faria parte de uma ampla reestruturação, uma espécie de faxina na casa já com
vistas a uma nova rodada de negociações para vender a companhia. Os resultados
da operação de autopeças no Brasil nunca chegaram a causar empolgação na Fiat,
que fez um grande investimento ao comprar a Cofap. A empresa acumula um prejuízo
de mais de R$ 5 milhões no ano. Outra companhia do grupo, a Mahle Cofap, tem melhor
sorte: um lucro de R$ 15 milhões, uma cifra, porém, aquém das expectativas dos
italianos.
Se não conseguir vender o pacote completo, a Pirelli vai partir
para uma venda fatiada das suas unidades de produção de fios e cabos de energia
elétrica. A companhia ficará somente com a fabricação de equipamentos para telecomunicações,
operação que tem se mostrado bem mais rentável.
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Relatório
nº 1774 27/11/2001 Asas
abertas A Perdigão
está de olho na participação da Parmalat na Batávia, mais precisamente nas unidades
de carnes.
A Reuters teria procurado Júlio Bozano interessada em uma associação com o
Investshop na área de conteúdo.
Ré-maior
A Bell Canada está desafinando
o coro da Telecom Americas no Brasil. Seus sócios, Telmex e SBC, querem aumentar
a participação na ATL. Já os canadenses estão fugindo do investimento como o diabo
da cruz.
Buzinaço
A Global Telecom (Telefónica
e Portugal Telecom) procurou a Prefeitura de Londrina interessada na Sercomtel
Celular. Diante da escassez de concorrentes, os ibéricos teriam feito mil e uma
exigências para comprar a empresa.
A espanhola Hidrocantábrico suspendeu qualquer investida no Brasil. Decisão
da EDF e da EDP, que estão assumindo o controle da empresa.
Jogo
de cena As aparências
enganam. O fechamento da Metrophone não vai significar o fim das operações da
norte-americana Mcom Wireless no país. O grupo deverá entrar no mercado de celulares
por meio de redes fechadas.
A Previ estuda vender parte de suas ações na Eletrobrás.
O diretor-superintendente da Selmi, Aladino Selmi, procurou o RR para esclarecer
que não há negociação para venda da empresa.
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