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Nokia
dá um tempo no seu caso de amor com o Brasil
O affair entre a Nokia
e o Brasil não é mais o mesmo. O grupo está suspendendo boa parte dos seus investimentos
previstos para o país. A produção de aparelhos com a tecnologia GSM na planta
adquirida da Gradiente em Manaus deverá ser adiada. A construção de uma fábrica
em São Paulo de equipamentos de estações radiobase e centrais de comutação também
foi cancelada. A Nokia vai apenas importar os equipamentos necessários para atender
à demanda. Por enquanto, o único projeto de pé é a duplicação da planta de Manaus,
um investimento de US$ 100 milhões. Trata-se de um cenário bem diferente de alguns
meses atrás, quando a Nokia parecia perdidamente apaixonada pelo Brasil e anunciou
uma leva de projetos. Só que, na época, as duas torres do World Trade Center ainda
existiam, o Talibã era só uma distante turma de xiitas e Osama Bin Laden não passava
de uma foto na lista de procurados do FBI. Agora, não há mesmo como manter os
planos diante da queda de investimentos em telefonia no país. Até segunda ordem,
a fábrica de Manaus continuará produzindo aparelhos para a Gradiente e para a
própria Nokia com a tecnologia TDMA e CDMA, compatível com as bandas A e B. Os
finlandeses não querem se arriscar a investir na tecnologia GSM sem saber de fato
se haverá consumidor no país. Realmente, o quadro é desalentador. A Anatel não
consegue privatizar as licenças de telefonia celular ainda pendentes e, para completar,
não existe qualquer previsão de quando ocorrerão os leilões da terceira geração.
Quando estas incógnitas saírem de cena, a Nokia espera iniciar a venda de equipamentos
GSM. Para isto, o grupo financiaria o negócio, assumindo parte do risco das operadoras.
Já há, por exemplo, negociações nestes moldes com a Telemar e a Telecom Italia
Mobile.
Imbel
faz de nova empresa sua maior muniçãoPara
dar jeito mesmo na situação financeira da Imbel, talvez só chamando o Exército
da Salvação. Ou então um Malan. Quem não tem Pedro, caça mesmo é com Armando Malan,
primo do ministro da Fazenda e presidente da Imbel. Leva a sua assinatura a mais
nova tentativa de impulsionar a fabricante de armamentos do Exército. A fórmula
mágica da vez consiste na criação de uma nova empresa, que ficaria embaixo da
Imbel e assumiria toda a linha de montagem da finada Engesa. A intenção é trazer
um sócio para esta new company. Dois fortes candidatos são a British Aerospace
e a Schahim, que já são seus parceiros em uma joint venture, a South American.
Como convém a qualquer boa reestruturação financeira de uma empresa, o clássico
auxílio do BNDES também faz parte do projeto. A Imbel recorreria a financiamentos
para montar a linha de produção dos equipamentos da Engesa. Não custa tentar.
Pelo menos na teoria, parece ser um bom negócio para a companhia. A Engesa deixou
vários clientes órfãos e já na partida esta nova empresa da Imbel teria vários
contratos para manutenção dos equipamentos.
Banco
do Maranhão também sobe no ibope
Difícil
saber o que sobe mais: se o ibope de Roseana Sarney ou o do Banco do Estado do
Maranhão (BEM). Ainda que longe dos holofotes, a privatização do BEM, prevista
para o início do próximo ano, já atraiu três pesos-pesados. Bradesco, Itaú e ABN
Amro estão acampando na contabilidade do banco. Em termos de ativos, a instituição
maranhense faz pouca diferença para o trio. Quem ainda tem um pouco a ganhar é
o ABN, que chegaria aos R$ 29 bilhões em ativos e se distanciaria ainda mais do
BankBoston. Porém, quando se fala em ampliação da rede de atendimento no Nordeste
aí é que reside o grande ativo do BEM. O banco tem 76 agências e uma vasta capilaridade
no interior do estado. O Bradesco mantém 23 pontos de atendimento no Maranhão
e chegaria perto das 100 unidades, tornando-se a maior rede local. Para o Itaú
e o ABN, no entanto, o impulso seria ainda maior: ambos têm apenas quatro agências
no estado.
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Relatório
nº 1772 23/11/2001 Poliglotas
Nem no adeus, os sócios da
Vésper falam a mesma língua. A Qualcomm aceita ficar com os 10% da Bell Canada
na empresa. Só não admite que os canadenses saiam assim lépidos e fagueiros. Quer
que o grupo assuma, ao menos, uma parte minoritária da dívida da operadora.
Costas
largas Com o
caixa mais do que reforçado pela megafusão da Arbed, sua controladora, com Aceralia
e Usinor, a Belgo-Mineira prepara a compra das arrendadas Mendes Jr. Siderurgia
e da Itaunense
Ao que parece, a Hutchinson blefou quando disse à Anatel estar fora das
próximas licitações de celulares. Por que o grupo estaria, então, articulando
um consórcio com a Cowan?
No
atacado A Moulinex
mudou a estratégia com relação à filial brasileira. Só deverá negociá-la em separado
caso não consiga encontrar um comprador mundial até março, prazo dado pela justiça
francesa.
Mão
aberta O novo
ministro dos Transportes, Alderico Jefferson, mal chegou e já vai abrir o caixa.
Está prestes a liberar parte dos US$ 400 milhões para a construção da linha do
metrô do Rio que vai do Largo da Carioca até São Gonçalo.
O governo paulista venderá de forma pulverizada 21% da Sabesp.
Procura um adviser para a operação. Highway
A Busscar está para anunciar
uma joint venture com um dos maiores fabricantes de carrocerias de ônibus dos
Estados Unidos.
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