Show do milhão
Sílvio Santos olha para a tela de um computador e só enxerga lucros. Diante da crescente venda do equipamento, através da parceria com a Microsoft, o empresário estuda um vigoroso pacote, que engloba financiamentos de bancos e acordos com lojas de varejo, para engordar ainda mais a operação.



A International Paper vai passar um mata-borrão em seus investimentos no Brasil, sobretudo na sua operação na Região Norte.




Cadeira ejetável
Sprint e France Telecom estão fazendo força pela saída do presidente da Intelig, Fernando Terni. A dupla européia vislumbra a possibilidade de colocar no cargo um executivo da sua cepa para limitar os poderes da National Grid na empresa.



Futurolândia

A Globo decidiu congelar por tempo indeterminado o seu projeto de construir um parque temático. Vai esperar melhores dias, com taxas de juros mais civilizadas.



Afonso Henriques Santos terá vida curta na Secretaria de Energia do Ministério de Minas e Energia. Vai deixar o cargo no primeiro trimestre de 2002.


Farol de milha
Surgiu uma luz no fim do túnel para a construção do segundo trecho da Ferrovia Norte-Sul. A italiana Fenite sinalizou ao governo federal que financia parte da obra.


Revolução na Petrobras
dá mais gás a subsidiárias

Não há o que contrapor: o mais superlativo case de sucesso de gestão empresarial do país é a Petrobras. Não somente pela sua face ostensiva – liberação das amarras para expansão de market share através de aquisições, resultados operacionais e financeiros vitaminados, rentabilidade ascendente, transformação da companhia em uma power corporate stricto sensu no melhor estilo public company etc. etc... – mas também pela verdadeira revolução invisível que Henri Philippe Reichstul vem promovendo na estatal. O mais novo capítulo desta metamorfose é uma ampla reforma operacional e administrativa nas subsidiárias, com a nítida intenção de descentralizar o management das empresas. A Gaspetro, por exemplo, vai cuidar da comercialização do gás, tornando-se praticamente trader da commodity. Este novo modelo dará autonomia quase total para a empresa comprar e vender gás no mercado internacional. Nessa rearrumação, a Gaspetro deverá pular fora do capital da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e da Gás Transboliviano (GTB). A companhia funcionará como fornecedora do gás que vai abastecer as termelétricas da estatal, que serão agrupadas na Petrobras Energia. Aliás, este é um capítulo quase à parte. A Petrobras Energia ainda está em gestação, mas já chegará ao mundo com planos ambiciosos. A intenção de Reichstul é, em cinco anos, fazer da nova subsidiária um dos três maiores grupos de geração de energia de capital nacional. A idéia é tornar toda a Petrobras auto-suficiente a partir da produção da sua controlada. Os projetos são proporcionais ao tamanho da empresa. A Petrobras Energia vai aglutinar todas as participações da holding em termelétricas, distribuidoras de gás e comercialização de energia. Porém, talvez nenhuma outra subsidiária seja tão atingida pela reestruturação quanto a Transpetro. A empresa assumirá todos os dutos da Petrobras, incluindo os de transporte de derivados de petróleo e de gás. A única exceção será o Gasoduto Bolívia-Brasil. Em um primeiro momento, a administração permanecerá com a Gaspetro, em função da intrincada negociação com os sócios da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) – Shell, Enron, Transredes e BBPP. Posteriormente, no entanto, também passará para a Transpetro. A Petrobas tem ainda planos de vender uma parcela minoritária do capital da companhia. Os recursos seriam utilizados para a construção de novos dutos e reforma da malha atual. Porém, a transformação nevrálgica está reservada para o comando da Transpetro. Henri Philippe Reichstul pretende indicar um novo presidente para o lugar de Mauro Campos. A idéia é escolher um executivo sem ligações umbilicais com qualquer partido ou grupo político, dentro da estratégia de aumentar a independência administrativa da empresa. Campos é muito ligado ao PMDB, do qual tentou angariar apoio para assumir a direção de Gás e Energia da Petrobras. Para o seu lugar, Reichstul deverá optar por uma solução caseira. O nome mais cotado é o de Djalma de Souza Rodrigues, atualmente na Gaspetro. A escolha conta, inclusive, com a simpatia do ministro José Jorge.


 

Revista Brasil Sempre
Revista Case Studies
Revista Insight Inteligência

 

 

 





Relatório nº 1771
22/11/2001

Fenemê
O presidente da Fiat no Brasil, Gianni Coda, está debruçado sobre o projeto de construção de mais uma fábrica de caminhões, possivelmente em Minas Gerais. A investida é um tiro certeiro na DaimlerChrysler, que tem visto sua participação no mercado de veículos pesados cair nos últimos meses.


Photoshop
O ex-presidente da Xerox, Carlos Salles, atualmente à frente da consultoria Tormes, está diversificando seus negócios. Acaba de comprar a empresa de design e produções gráfica e virtual Manifesto Visual.


O leilão da Copel deve sair no dia 18 de dezembro. Se vai vender, são outros quinhentos...


Linha cruzada
A vida não anda lá muito generosa para a Intelbrás quando o assunto é a Argentina. A empresa deverá reduzir ainda mais sua produção no país para escapar dos prejuízos.


Capitania
Pernambuco e Ceará vão virar um estado só. Pelo menos assim pretende a filipina International Container Terminal Services. Dono do terminal de contêineres do Porto de Suape, o grupo quer adquirir também a concessão de Pecém, no Ceará, e juntar as duas operações.


A Secretaria de Pre- vidência Complementar deverá aprovar a fusão dos fundos de pen- são da Eletronu- clear – Nucleos – e da Eletrobrás – Eletros.


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