| |
British
Telecom quer longa distância do Brasil Talvez
seja mais fácil juntar os Beattles novamente – pelo menos três deles – ou fechar
todos os pubs da Inglaterra do que a British Telecom levar adiante seus planos
para o Brasil. Abalado por uma grave crise financeira e administrativa, o grupo
está colocando no gancho sua estratégia para o mercado brasileiro. Para início
de conversa, os ingleses comunicaram à Anatel que estão fora dos leilões da Banda
C. É uma abrupta mudança de rumo. Ao romper a parceria mundial em telefonia celular
com a AT&T, a British Telecom sinalizou que entraria na disputa – os norte-americanos
eram contrários. Este, porém, não deve ser o maior recuo dos britânicos. A empresa
estuda negociar sua participação de 20% na argentina Impsat. Ainda que por vias
transversas, este é o seu grande negócio no Brasil. A empresa portenha, que atua
no provimento à internet e na transmissão de dados e voz, tem forte presença do
lado de cá da fronteira e concentra os maiores investimentos da British Telecom
no cone sul. Apesar da receita da Impsat ter crescido 50% neste ano, os ingleses
não estão dispostos a seguir alocando recursos na empresa – que precisa de novos
aportes para expandir sua rede na América Latina. Esta retração é conseqüência
direta do complicado momento que a British Telecom atravessa. No último trimestre,
o grupo engoliu a seco um prejuízo de mais de US$ 2,1 bilhões. Grande parte das
perdas veio da conta que os ingleses tiveram que pagar ao romper o acordo com
a AT&T – os encargos passaram de US$ 1,7 bilhão. Como problema pouco é bobagem,
a companhia ainda está passando por uma drástica mudança no management. O presidente
mundial, Peter Bonfield, deixará o cargo em janeiro. O diretor financeiro, Philip
Hampton, também vai tomar o caminho da rua – e bem mais cedo. Sua saída está prevista
ainda para este mês. Com tantas interferências, não é de se estranhar que as linhas
da British Telecom no Brasil emudeçam.
Todos os trilhos levam até a Ferropasaabrangeria todo o Mercosul.Ao
anunciar que a Vale do Rio Doce venderá sua participação na Ferroban, o presidente
da Ferropasa, Nélson de Sampaio Bastos, apenas empurrou a primeira peça do dominó.
A saída da Vale vai deflagrar uma ampla reestruturação societária das duas operadoras,
que dará origem à maior concessão ferroviária do país em extensão de malha. Dentro
da intrincada malha acionária das duas empresas, a mineradora é a única acionista
com vaga apenas no bloco de controle da Ferroban e não da Ferropasa. A venda das
suas ações abrirá espaço para que os demais investidores juntem as duas empresas
e ainda a Novoeste e a Ferronorte. Todas serão colocadas debaixo da Ferropasa.
Em seguida, ocorrerá um descruzamento societário para que as posições na holding
sejam iguais às das controladas. A partir do modelo que está sendo engendrado,
a Ferropasa vai aumentar sua participação na Ferroban de 37,5% para cerca de 90%.
Os sócios da Novoeste – Previ, Funcef, Constran (Olacyr de Moraes), BNDESPar e
Laif – devem transferir suas ações para a holding, que ficaria com aproximadamente
80% da companhia. Como há diferenças nas participações acionárias, será feito
um acerto proporcional às fatias individuais. Posteriormente, a Ferropasa passará
para a integração jurídica das três concessões, uma vez que, operacionalmente,
as empresas já estão interligadas. Esta etapa, no entanto, dependerá da aprovação
da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ainda está sendo criada.
A agência teria de rever os contratos de concessão. Como haveria ganhos de escala
para todas as empresas, são grandes as chances de que a operação não encontre
obstáculos.
O que a Endesa não faz para conseguir um sócio na Cerj? Os espanhóis estão dispostos
a comprar a participação de 36,5% da distribuidora na Coelce. A separação das
companhias facilitaria a negociação com fundos de pensão, maior empecilho para
a entrada de um novo acionista na Cerj.
| Relatório
nº 1769 20/11/2001 Slow
motion Aos
poucos, a Dassault vai se esgueirando na Embraer. A Previ sinalizou que aceita
abrir mão de mais uma fatia da sua participação em prol dos franceses. Mas cobra
um tributo: a Dassault não poderá avançar um milímetro na gestão da empresa.
Língua-de-trapos
A Bombardier tropeçou feio
na própria língua. Chegou ao Brasil esbanjando planos e, agora, está adiando a
construção de uma fábrica de carros de metrô. Até a produção da ADTranz, sua controlada,
deve ser reduzida.
Os sócios do Ideiasnet estão se articulando junto ao BNDES. Querem um financiamento
para comprar a parte do empresário Erling Lorentzen.
Cara
ou coroa Ao
mesmo tempo em que anuncia a abertura de agências no Japão, o presidente do BB,
Eduardo Guimarães, prepara o fechamento de representações na Europa.
Feriadão
A Marriott está tentando passar
adiante um de seus hotéis na Bahia para a espanhola Barcelló. O negócio deve ser
financiado pelo BBV.
Deve ser a enésima tentativa da Enron de vender a Elektro. O grupo vai pedir à
Aneel a cisão da área de concessão da empresa. Quem sabe aparece algum candidato
para levar um pedaço? Tela
quente A Itsa,
operadora de TV a cabo do interior de São Paulo, estaria à procura de um sócio.
No ano passado, a empresa enfrentou alguns problemas financeiros.
|
|