Moy Park escolhe os pratos
prediletos do seu banquete

A revoada de indústrias internacionais de aves e congelados sobre o Brasil está prestes a ganhar uma nova espécie. A Moy Park, maior empresa do setor na Irlanda do Norte e uma das principais da Europa, prepara seu pouso no país. A parte mais visível da sua investida é um acordo operacional com a Predileto – antiga Pena Branca – para a produção e exportação de aves, que está praticamente fechado. Porém, a Moy Park quer mesmo é mordiscar uma parte do capital da Predileto. O grupo estaria disposto a comprar o controle da divisão de aves da companhia, mas é provável que, em um eventual negócio, tenha de se contentar com uma fatia minoritária. Em uma primeira fase, a empresa irlandesa investiria até R$ 40 milhões na compra de uma participação na operação de aves, que inclui três abatedouros. A Moy Park, no entanto, não tem a menor intenção de ficar limitada a esta investida. Algumas indústrias de médio porte – uma delas seria o frigorífico mineiro Pif-Paf – já estão na alça de mira do grupo. Todos estas tacadas se limitam à criação e abate do frango. Mas, em outra página do cardápio, os irlandeses pretendem também produzir alimentos congelados, sobretudo à base de aves. Esta é uma de suas principais fontes de receita na Europa. O voraz apetite da Moy Park pode ser explicado pelo porte de seu controlador, o grupo norte-americano Osi Foods. O conglomerado tem negócios em quase toda a América Latina, Europa e em vários países da Ásia. No Brasil, controla a Braslo Produtos de Carne e a Brapelco Comércio e Transportes. A Moy Park, no entanto, ainda não tem qualquer negócio por estas bandas. Sua intenção é utilizar o país como um centro exportador para toda a América Latina, mercado que, da Europa, os irlandeses têm dificuldades em acessar. Com mais de US$ 300 milhões em faturamento, a empresa tem intensificado a estratégia de comprar ativos fora da Irlanda do Norte. Nos últimos anos, por exemplo, fez várias aquisições na França. Agora, tudo indica, chegou a vez do Brasil.


TBG quer transportar dinheiro no gasoduto

Até outro dia irredutível, a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) se curvou diante das necessidades. A empresa está revendo a sua política de criar obstáculos à entrada de concorrentes no gasoduto. Tudo indica, a companhia percebeu que, para levar adiante seus planos de expansão do gasoduto, precisará de recursos e, sobretudo, de parceiros. A TBG deverá antecipar a apresentação de um estudo técnico baseado nas propostas de associação feitas pela TotalFinaElf, Shell, British Gas, El Paso, Pan American Energy, Petrobras, Repsol, Guardian do Brasil Vidros Planos e Nadir Figueiredo. O objetivo é que até o fim de janeiro de 2002 os contratos estejam assinados e que, no máximo, em dois anos as obras sejam concluídas. Além de representar um reforço de caixa, a decisão tem o seu lado pacificador, afinal serviria para enterrar qualquer resquício de desavença entre a TGB e a ANP em relação ao uso do gasoduto. Na mesma medida, a Gaspetro, que detém 51% do capital da TBG, pretende diversificar seus investimentos na ampliação de gasodutos no Brasil. Parte do que seria aplicado no Bolívia-Brasil será destinado a outros negócios. A ampliação do portfólio seria necessária para garantir as novas investidas da Petrobras em produção termelétrica a gás sem necessidade de negociar a compra do combustível com concorrentes. Em outra linha, a Gaspetro vai assegurar no gás a parceria estratégica que foi acertada com a RepsolYPF na exploração, produção, refino, distribuição e revenda de combustíveis. O acordo seria estendido para a geração elétrica, usando o gás vindo da Bolívia e da Argentina.


Está caindo por terra uma das últimas esperanças da Prefeitura de Londrina para privatizar a Sercomtel. A Telecom Italia, que era a mais forte candidata ao negócio, comunicou sua desistência. Os italianos vão entrar na cidade através da Banda D, ainda em fase de implantação.


Revista Case StudiesRevista Insight Inteligência

Relatório nº 1767
16/11/2001

Adeus anunciado
Nas últimas semanas, em uma conferência com investidores europeus, a National Grid voltou a falar na venda da sua participação na Intelig no primeiro semestre de 2002.


Quadrilátero
O novo presidente da Texaco Brasil, Bruce Allan Comrie, terá seus poderes limitados à distribuição e à revenda de combustíveis. A área de exploração ficará debaixo de outra empresa do grupo ChevronTexaco.



A rede norte-americana de livrarias Barnes & Nobles sondou a Saraiva para uma associação.



Ao deus-dará

O governador Espiridião Amin está empurrando para o próximo ano a venda dos 19,3% da Casan pertencentes à Celesc. Houve uma debandada de candidatos em função do adiamento da votação da lei do saneamento.


Trinca flamenca
As espanholas Cobra, Elecnor e Isolux vão entrar juntas na disputa pela linha de transmissão que vai ligar Campos Novos, em Santa Catarina, à Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul.


A próxima rodada de licitações da ANP marcará a estréia da Indonesia Petroleum no Brasil.



$$$...

Esperto e marketeiro que é danado, esse Itaú. Chega de ser o “banco do câmbio”, né?



O diretor-geral da Emegê Produtos Alimentícios, Aloísio Quintanilha, procurou o RR para esclarecer que não há qualquer negociação de venda da empresa.



Revista Brasil Sempre

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