Parmalat volta no tempo para
separar o prejuízo do leite

A Parmalat decidiu viajar no tempo e voltar às origens. Em crise de identidade no Brasil, onde tem acumulado perdas nos últimos três anos, a empresa vai resgatar sua antiga vocação: ser uma indústria de laticínios. O grupo negociará grande parte do seu portfólio de produtos, que inclui chocolate, biscoitos, atomatados e outros acepipes. Deverão ser colocadas à venda a Etti, indústria de atomatados, e a Neugebauer, fabricante de chocolates. A empresa pretende fechar fábricas em Itamonte, em Minas Gerais, Campos, no Rio de Janeiro, Morada Nova, no Ceará, Natal, no Rio Grande do Norte, e Ouro Preto D´Oeste, em Rondônia. Dos centros de distribuição, ficariam os de Curitiba, Jundiaí (SP) e Recife. As mudanças incluiriam ainda a cisão da Batávia em duas empresas: uma cuidaria da produção de lácteos e a outra de carnes. A Parmalat permaneceria na companhia de laticínios e venderia a de congelados. Esta operação ainda depende de uma negociação com a Central de Laticínios do Paraná (CCLPL) e a catarinense Agromilk, donas, respectivamente, de 45,5% e 3,5% da Batávia. A tática de diversificar a operação deu certo por muito tempo, mas seu prazo de validade parece ter acabado. Os prejuízos registrados pela Parmalat desde 1998 seriam decorrentes, em grande parte, desta variedade de produtos. Ricardo Gonçalves, ex-Nestlé, está assumindo o comando do grupo com uma carta-branca em uma das mãos e um prazo na outra. Recebeu poderes para reestruturar o grupo de cima abaixo. Porém teria 14 meses para tirar a Parmalat do vermelho. Se não tiver êxito, corre o risco de receber bilhete azul. Se conseguir, tem tudo para ser o presidente da ainda em gestação Parmalat América do Sul, que reuniria os negócios do grupo italiano em todos os países do continente.


Bolso do colete
Ângelo Calmon de Sá estaria se preparando para contestar o BC caso a instituição decida mesmo leiloar os títulos cambiais do Econômico. Jurisprudência para isto já existe. O Mercantil de Pernambuco conseguiu uma liminar para impedir a operação. Mas a medida só seria adotada caso fracassassem as negociações com o BC. Calmon de Sá defende que o banco recompre os títulos pelo valor que o Econômico pagou para adquiri-los.


Câmbio elétrico
A alta das cotações do dólar no semestre provocou um curto na Eletrosul. A empresa está refazendo seu orçamento para 2002 – vários equipamentos utilizados pela companhia são importados. Além disso, a Eletrosul estaria tentando aumentar sua participação no pacote de investimentos da Eletrobrás para o ano que vem. Inicialmente, a empresa terá direito a cerca de R$ 130 milhões, a menor parcela entre as integrantes da holding.



Transtelefônica

É tortuosa e esburacada a estrada que leva a Telecom Italia à recompra de ações de suas subsidiárias. Na Tele Nordeste Celular, o grupo estaria enfrentando a resistência de um significativo bloco de minoritários, dono de aproximadamente 10% do free float da companhia. Na Tele Celular Sul, o problema é quase o mesmo. Em sondagens iniciais, os italianos também teriam se deparado com o baixo interesse dos acionistas da empresa.


Esclarecimento aos leitores do RR

A Kvaerner do Brasil Ltda., representante e subsidiária do Grupo Kvaerner no Brasil, esclarece aos seus consumidores, parceiros, investidores e leitores do Relatório Reservado, que não são verdadeiras as informações contidas na matéria publicada no RR de nº 1.758, tendo inclusive, seu presidente e CEO mundial, Bjorn E. Klepsvik, recebido carta firmada pelo Diretor da Petrobras José Coutinho Barbosa, em que fica claro que “ao contrário do que foi publicado no Brasil, a Petrobras não está adotando medida alguma para desviar nenhuma de suas encomendas feitas com a subsidiária da Kvaerner no Brasil para qualquer outro fornecedor, assim como não tem intenção de mandar equipe técnica alguma, nem proceder à investigação de qualquer natureza na Kvaerner na Noruega”. Kvaerner do Brasil Ltda.

Relatório nº 1763
9/11/2001

Labareda
Se alguém achou que essa história do Carrefour vender combustíveis era fogo de palha errou feio. O grupo está fechando um acordo com seus fornecedores mundiais para importar derivados de petróleo a partir de 2002.


A Unilever está queimando tudo que é caloria. Quem chegar com uma oferta caprichada leva uma das fábricas da Refinações de Milho Brasil (RMB).


Preliminares Sebastião do Rego Barros vai se encontrar no início da próxima semana com os ministros Pedro Parente e José Jorge para definir os substitutos de Giovanni Toniatti e Luiz Horta Nogueira na diretoria da ANP.

Em tempo: a British Gas insiste em ter David Zylberzstajn em seus quadros.


Casadinha
De uma só vez, a GP vai tentar colocar nos trilhos seus dois trens-fantasmas na área de entretenimento. O grupo deverá oferecer aos pretendentes a sócios do Hopi Hari uma participação no Playcenter. Se colar, colou...


Se até a próxima semana não aparecer um candidato firme, o governo goiano adia o leilão da Celg, marcado para o dia 22.


Ficha dupla
A norueguesa Den Norske desembarcou no mercado brasileiro apostando simultaneamente em duas frentes. De um lado, vai entrar na exploração e produção de petróleo na Bacia de Santos. De outro, vai investir no refino do produto em São Paulo, através de uma parceria com a Petrobras.



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Revista Insight Inteligência
Revista Brasil Sempre

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