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Portugal
Telecom paga caro pela cura do complexo de inferioridade
Se dependesse apenas da sua
vontade, é bem provável que a Portugal Telecom não estivesse tão empenhada em
aportar até US$ 1 bilhão na Telesp Celular. Porém, a operação é mais do que um
mero aumento de capital. É a cura para o complexo de inferioridade que os portugueses
estão sofrendo na joint venture com a Telefónica. No acordo entre as duas companhias,
existe uma cláusula determinando que, no próximo ano, cada um terá que responder
por exatos 50% dos ativos da nova empresa. É aí que mora o problema. Hoje, a Portugal
Telecom entra com apenas 40% da festa. Parceiros, parceiros, negócios à parte.
Embora os dois sócios, até agora, vivam em um clima de harmonia, os portugueses
não querem dar qualquer brecha para que a Telefónica tenha maior ingerência na
gestão da empresa, sobretudo na partilha dos cargos. Justifica-se tamanha cautela.
Desde que anunciou a fusão no Brasil, a Portugal Telecom já precisou desmentir
várias vezes que estava sendo engolida pelos espanhóis. Embora tenha tempo para
equilibrar a balança societária ao longo de 2002, o grupo quer definir logo esta
questão. Ficar para atrás seria dar mais corda a este tipo de especulação. Pois
é justamente para remediar este desequilíbrio que o grupo vai colocar a mão no
bolso. A conta, ressalte-se, é das mais salgadas. Com o aumento de capital, a
Portugal Telecom pretende elevar sua presença na Telesp Celular Participações
de 41% para mais de 60%. Só que existe um risco para o grupo europeu. Como a Portugal
Telecom já sinalizou que o preço da subscrição ficará próximo ao valor da ação
em mercado, espera-se uma significativa adesão à chamada. Com isso, os portugueses
não conseguiriam aumentar seu quinhão no capital da operadora. O remédio seria,
mais adiante, fazer uma recompra de ações da empresa paulista. Sairia um pouco
mais caro, é verdade, mas, para a Portugal Telecom, ficar em igualdade de condições
em ativos com a Telefónica não tem preço. Aliás, tem sim.
Atritos
saem de férias em Sauípe Em
se tratando de Sauípe, é sempre bom ficar com um pé atrás. Afinal, não será a
primeira tentativa de trégua entre os sócios do projeto. Porém, Previ, Superclubs,
Marriot e Accor esperam ter dado férias eternas para as desavenças societárias.
Os quatro estão fechando um acordo que deverá selar a conturbada saída do fundo
de pensão da administração do complexo. Finalmente, a trinca de grupos hoteleiros
aceitou a principal condição que a Previ impôs para deixar a gestão de Sauípe:
nenhum dos três poderá assumir a tarefa. A fundação quer evitar que uma das empresas
acabe ganhando espaço exagerado no comando da operação. Nos próximos dias, a Previ
vai ainda indicar seu novo representante no complexo, em lugar de Dorival Regini,
que deixou o cargo no último fim de semana. Outros importantes detalhes também
foram definidos. A Marriott vai devolver um dos dois hotéis que administra em
Sauípe. Pretende ficar somente com a unidade que opera sob a bandeira Rennaissance.
A decisão de venda veio da matriz, nos Estados Unidos, em função dos prejuízos
que o grupo tem colecionado em suas operações hoteleiras. A Previ também se comprometeu
a construir mais 27 hotéis, dentro do projeto de transformar Sauípe na Cancún
brasileira. Só que, desta vez, o equívoco não vai cair duas vezes no mesmo lugar.
A entidade será apenas investidora, sem qualquer ingerência na operação do complexo.
Para injetar capital no negócio, o fundo vai, finalmente, reduzir sua participação
de 92% na Sauípe S/A, vendendo blocos de ações para fundos de private equity internacionais.
Uma das mais notórias eminências pardas da República enxerga como farinha
do mesmo saco a suposta – e bastante vazada – intenção do empresário Olavo Monteiro
de Carvalho em adquirir o jornal Gazeta Mercantil e a também suposta autoria,
pelo mesmo Olavo, de um dossiê contra Nelson Tanure, que circulou recentemente
por toda a imprensa.
| Relatório
nº 1762 8/11/2001 Quatro
rodas A apreensão
estacionou na porta da Ford no Brasil. Existem informações de que o novo presidente
mundial da montadora, Wiliam Clay Ford Jr., deverá promover demissões em vários
países para reduzir as sucessivas perdas do grupo.
Acordo operacional é apenas
eufemismo. A DaimlerChrysler está mesmo é tentando vender a fábrica de Juiz de
Fora para a Hyundai.
A Toyota avalia um pacote de financiamentos para ampliar sua rede revendedora.
A tarefa ficaria a cargo de Luiz Carlos Andrade, que recentemente trocou o comando
do Banco Toyota pela superintendência de vendas.
Mesmo com a redução da jornada, o inevitável se aproxima. A Volkswagen estuda
cortes de pessoal na sua fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.
Saída pela...
Antes que se enlameie com o
caso Lemgruber, José Pio Borges fez acordo com o Bank of America e deixa a instituição
– entregue ao FBI e à Polícia Federal – até o próximo dia 30.
Existe algum curto-circuito inconfessável no processo de contratação de energia
adicional feita pela CBEE. A lista dos vencedores, prometida para anteontem, foi
recolhida em cima do laço. Briga
de foice 99%
do mercado sabem. Bem na cara da CVM, o Credit Suisse First Boston estaria puxando
as ações da Telemar. Motivo: evitar um córner por não ter papel para honrar negócios
já fechados. Na outra ponta, estariam Merrill Lynch e UBS.
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