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Venda
da Gasmig para a Petrobras se desmancha no ar
Se o caixa do estado ainda
estivesse transbordando, vá lá! Mas o governo mineiro está deixando escapar entre
os dedos uma bela chance de arrecadação: a venda da Gasmig. A negociação de 25%
do capital para a Petrobras, espécie de última bóia de salvação para o negócio,
está cada vez mais difícil. A estatal só fechará o acordo se receber garantias
formais do governo mineiro de que terá assento no Conselho de Administração, direito
de nomear parte da diretoria e, sobretudo, um acordo de acionistas. Neste último
ponto, a companhia não arreda um pé. Quer que fique claro em contrato que decisões
como aprovação de investimentos, aumento de capital, venda de ações, cisão, fusão
ou emissão de títulos no mercado só serão tomadas com a sua anuência. A Petrobras
ainda solicita que sejam ofertados no mercado outros 24% da Gasmig. Conhecendo
o case Cemig e a vocação do governador Itamar Franco para lidar com os sócios
das empresas estatais, não é difícil imaginar o quanto complicado será um acordo.
Diante da falta de candidatos privados, o governo mineiro ficou em córner. Ou
aceita as condições da Petrobras ou, então, administra sozinho a Gasmig sem ter
condições de injetar dinheiro na empresa. O pior é que o estado não pode desprezar
qualquer parceria neste momento. Há pressa em um acerto para agilizar o projeto
de construção de dois gasodutos, ligando Minas Gerais ao Bolívia-Brasil e a Brasília,
uma empreitada que alavancaria os negócios da Gasmig. Para isto, no entanto, o
governo mineiro terá que estender o tapete vermelho para a Petrobras passar com
as suas exigências.
Anaconda
engole Premiatta a secoBastou
olhar para seus pátios, entupidos de veículos, e as montadoras foram arrebatadas
por uma súbita generosidade. Depois da GM, que está oferecendo financiamento sem
juros, agora é o presidente da Volkswagen no país, Herbert Demmel, que está debruçado
sobre um pacote de créditos, que passaria pelo Banco Volkswagen. A medida se estenderia
também à venda de caminhões. Não vai ser justo agora, que conseguiu desbancar
a DaimlerChrysler, toda-poderosa do mercado de veículos pesados, que a companhia
vai dar chance ao inimigo.
Vão-se
os quartéis e ficam os dedosEntre
fazer coro à resistência de setores do alto-comando e a necessidade de socorrer
o caixa, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Baptista, ficou com a
segunda hipótese. Na quinta-feira passada, em uma reunião com oficiais, Baptista
comunicou oficialmente a decisão de promover uma grande desmobilização dos ativos
imobiliários da Força Aérea. Para amainar as reações contrárias, o brigadeiro
garantiu que não serão negociadas unidades estratégicas. Inicialmente, serão colocados
à venda terrenos no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Nordeste, onde hoje funcionam
quartéis e outros tipos de instalação. Posteriormente, a medida deverá ser estendida
para outras regiões. A Aeronáutica está fazendo uma avaliação de terrenos no Centro-Oeste
e no Sul. Esta será mais uma tentativa da Força Aérea de driblar a crise financeira.
Recentemente, foram alugados centros espaciais para o lançamento de foguetes.
| Relatório
nº 1757 31/10/2001 Garantia
Power O
"G", todo mundo sabe, é de Garantia. O "P", no entanto, ainda acaba representando
Power. Além da GP, a AmBev também vai entrar firme em energia. A empresa está
criando uma unidade para atuar como trading e investir em co-geração.
Vai ser difícil a Nortel ver
a cor do dinheiro nos créditos contra a BCP. A operadora está oferecendo suas
ações como pagamento.
Ao
deus-dará A
acefalia da ANP criou uma situação surreal. O interino Júlio Colombi, que pode
ficar dois meses ou dois dias no cargo, está dando os últimos retoques na regulamentação
da importação de combustíveis, hoje a mais importante decisão da Agência.
Partilha
No próximo dia 12, o Conselho
de Administração da Petrobras decidirá um dos mais delicados pontos do acordo
com a Repsol: o quinhão dos espanhóis na gestão da Refinaria Alberto Pasqualini.
A Cargill prepara a venda de
algumas unidades da Solorrico. É mais uma tentativa de se livrar da safra de prejuízos
da empresa, que deve passar dos R$ 40 milhões neste ano.
Mapa da
mina Antônio
Ermírio está mesmo enxergando alumínio pintado de ouro. Além da ampliação industrial,
a CBA analisa a compra de um calhamaço de alvarás de lavra e pesquisa de bauxita
em Minas Gerais.
A Ferroban planeja se juntar
à ALL/Delara, através de um acordo operacional.



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