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Trégua
na Escelsa serve de prefácio para a saída da GTD
Os sócios da Escelsa decidiram
assinar um cessar-fogo. A EDP e os fundos de pensão reunidos sob o brasão da GTD
estão acertando alguns pontos que, enfim, deverão levar ao desfecho da reestruturação
acionária da empresa. Para começar, definiram que a diretoria da distribuidora
será trocada por etapas. As mudanças começam pelo topo: o presidente Francisco
Gomide. Na próxima semana, haverá uma nova reunião entre a EDP e a GTD para escolher
um substituto, obrigatoriamente um nome de consenso dos fundos e dos portugueses.
Posteriormente, virá a troca do diretor financeiro, Sérgio Pires, que tem colecionado
uma dúzia de rusgas com Gomide. Finalmente, chegará a vez do diretor de distribuição,
Antônio Diniz. Pelos entendimentos iniciais, há a promessa de que a nova diretoria
será toda profissionalizada, sem vínculos com nenhum dos sócios, e terá autonomia
de gestão. A atuação dos controladores ficará restrita ao Conselho de Administração,
que também será alterado e compartilhado entre os portugueses e os fundos de pensão.
É sempre bom ressaltar que não é a primeira vez que os acionistas da empresa ensaiam
uma trégua. Porém, há indícios de que, desta vez, a história terá um outro desfecho.
Fundos e EDP prometem respeitar o acordo de acionistas assinado em 1995, principal
foco de batalha entre os sócios. O tratado não será questionado até julho do próximo
ano, prazo estipulado desde o início como a sua data de validade. As substituições
na gestão servirão exatamente como uma ante-sala para o último capítulo da história:
a negociação de um novo acordo de acionistas e o redesenho societário da companhia,
com a saída da GTD. Os fundos admitem ceder no seu pleito de continuar controlando
a operação da distribuidora. Mas, para isto, a EDP precisará cumprir a promessa
de não esperar pelo fim do acordo para fazer uma oferta de compra das suas participações.
O preço das ações dos fundos será calculado a partir da avaliação que está sendo
feita pelo Dresdner e pelo Bank of America. Além disso, caso a negociação ultrapasse
julho de 2002, as ações da GTD serão enquadradas como integrantes do bloco de
controle. Nesta hipótese, seria assinado um acordo de acionistas de curto prazo
apenas para validar a participação dos fundos
O
Carrefour também entrou na renhida briga pelo controle da rede sergipana de supermercados
G. Barbosa. Vai precisar superar Pão de Açúcar e Ahold/Bompreço, que já estão
há mais tempo no páreo. As negociações, no entanto, foram suspensas em razão das
mortes, em um curto período, do empresário e fundador do grupo, Gentil Barbosa,
do seu filho e do seu neto.
Intelig
sofre com baixa taxa de anticorposOs
problemas de saúde da Intelig estão se alastrando. E contagiam justamente uma
área que, até agora, parecia imune às debilidades da empresa. O vice-presidente
de marketing, Jacques Wladimirski, está sendo defenestrado do cargo. Sua saída
é emblemática. Foi ele quem idealizou toda a estratégia da empresa para enfrentar
a Embratel. Justiça seja feita, a tática até se mostrou bem-sucedida, pena que
não por muito tempo. Nos últimos meses, os acionistas da Intelig já vinham dando
mostras de descontentamento com os baixos resultados financeiros, sobretudo se
comparados aos investimentos aportados nas campanhas de marketing. E as moléstias
financeiras da Intelig tendem a se agravar. A France Telecom e a National Grid
anunciaram o cancelamento de novos investimentos na empresa. Se juntam à Sprint,
que há muito adotou a medida. Aliás, a decisão sincronizada, quase ensaiada, da
France Telecom e da National Grid pode ser interpretada como uma aproximação dos
dois grupos, na verdade uma aliança repleta de interesses. Ambos estariam conversando
sobre uma saída em conjunto da Intelig, o que valorizaria ainda mais suas ações.
Esta hipótese interessa muito mais aos franceses, que têm somente 25% das ações
e, teoricamente, encontrariam dificuldades de vender apenas uma parcela minoritária.
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Relatório
nº 1748 18/10/2001 Calo
pisado Calo
pisado A harmoniosa relação entre Pedro Parente e Rodolpho Tourinho azedou. Em
recentes declarações de Parente, o ex-ministro se sentiu, ao menos em parte, responsabilizado
pela crise da energia. Como contra-ataque, Tourinho deverá publicar antigas cartas
enviadas a Parente que tratavam do problema de energia.
A
British Gas prepara uma oferta pelos 4% da CPFL na Comgás. Com isso, a participação
dos ingleses chegaria a 77% das ações ordinárias.
Ou
um ou outro Depois da frustrada tentativa de Dona
Lily Safra, agora é o executivo Simon Alouan quem estaria estudando vender suas
ações no Ponto Frio.
Caça
às bruxas O
novo diretor financeiro da Funcef, Mario Cezar Serpa, está passando um pente-fino
na carteira de renda variável da fundação.
Mutirão
Renato Guerreiro dará uma forcinha
para que a Vésper seja vendida. A Anatel deverá aprovar a cisão da concessão da
empresa, uma forma de atrair candidatos.
• Geraldo
Alckmin decidiu que o leilão da Cesp Paraná ficará para o seu sucessor.
A
quatro mãos A
política de parcerias do grupo Pem Setal teve mais um capítulo. A Fels Setal,
subsidiária do grupo, fechou um acordo com a Delba, no valor de US$ 90 milhões,
em torno da construção de navios para a exploração de petróleo.



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