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Pirelli
reescreve a biografia da Telecom Italia no Brasil
A história da Telecom Italia
no mercado brasileiro vai sofrer um copy desk. As mudanças – que já levam a assinatura
da Pirelli, novo controlador da companhia – apontam para um nítido enfoque em
telefonia celular. Para começar, será criada uma empresa de participações para
abrigar as bandas arrematadas pela operadora em todo o país. Esta new company
terá o capital aberto em Bolsa, com BDRs emitidos em Roma. Já estão reservados,
pelo menos, US$ 300 milhões para um aporte nas celulares, incluindo o projeto
de implantação das bandas D e E nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, além
do Rio Grande do Sul, e a expansão das bandas A e B no restante do país. Antes
disso, porém, deverá ocorrer o fechamento branco das companhias que atuam na Banda
A – Tele Celular Sul e Tele Nordeste Celular – com a recompra de quase todas as
ações em mercado. As investidas da Telecom Italia incluem ainda a compra da Sercomtel
Celular, de Londrina – o grupo seria obrigado a abrir mão da Banda D na cidade.
No entanto, a grande tacada dos italianos fica um pouco mais acima no mapa: ali
pelos lados do Pantanal. A Telecom estaria por trás das movimentações da Splice,
controladora da Tele Centro-Oeste (TCO), para comprar a parte da TIW nas celulares.
A TIW já demonstrou interesse em se desfazer de suas posições em Minas Gerais
e no Norte do país, que seriam adquiridas pela Tele Centro-Oeste. Neste momento,
então, a Telecom Italia sairia das brumas e anunciaria a compra da TCO. Com isso,
o céu seria o limite. O grupo colocaria os pés na Banda A no Centro-Oeste, Tocantins,
Rondônia e Minas Gerais, além da Banda B na Região Norte, e ficaria praticamente
em igualdade de condições com a joint venture da Telefónica/ Portugal Telecom.
Só que com um importante senão: os ibéricos estão nos grandes mercados do país,
São Paulo e Rio. Para compensar esta significativa diferença, a Telecom Italia
pretende adotar o GSM nas suas bandas e com tecnologia adequada à terceira geração
que deverá ser leiloada pela Anatel a partir do próximo ano.
Contaminação A
Philco segue despejando prejuízos no resultado da Itautec. Entre despesas operacionais
e o custo da manutenção da dívida, as perdas da empresa neste ano devem passar
dos R$ 250 milhões. Com isso, apesar do aumento da receita com a venda de computadores,
a Itautec-Philco caminha para fechar o ano com um prejuízo superior a R$ 20 milhões.
Para evitar uma situação ainda mais complicada, os Setúbal já avaliam algumas
medidas para reduzir os custos operacionais da Philco, entre elas o indefectível
corte de pessoal.
Diáspora A
inamistosidade deve ser a tônica da assembléia de acionistas do portal Ideiasnet,
convocada para a próxima terça-feira com o objetivo de aprovar o enésimo aumento
de capital da empresa. Os sócios da companhia estão se articulando para solicitar
à BNDESPar que amplie sua participação no negócio. Só que este coro deverá ter
um desfalque importante: o empresário Erling Lorentzen, que está mais preocupado
em encontrar um comprador para suas ações do que passar o chapéu na porta do BNDES.
Os
imigrantes Enquanto
os afegãos fogem para o Paquistão, as empresas argentinas escapam do bombardeio
do peso migrando para o Brasil. Agora é a Techint quem se prepara para concentrar
seus negócios no lado de cá da fronteira, onde já controla a Confab. As maiores
investidas do grupo se darão no setor de transporte. Os argentinos já se articulam
para disputar a licitação de construção e operação da linha 5 do Metrô de São
Paulo. Pelo menos um parceiro para o consórcio já está praticamente definido:
a alemã Dyckerhoff & Widmann.
Enquanto os afegãos fogem
para o Paquistão, as empresas argentinas escapam do bombardeio do peso migrando
para o Brasil. Agora é a Techint quem se prepara para concentrar seus negócios
no lado de cá da fronteira, onde já controla a Confab. As maiores investidas do
grupo se darão no setor de transporte. Os argentinos já se articulam para disputar
a licitação de construção e operação da linha 5 do Metrô de São Paulo. Pelo menos
um parceiro para o consórcio já está praticamente definido: a alemã Dyckerhoff
& Widmann.
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Relatório
nº 1740 5/10/2001 Pano
para manga A
norte-americana Springs torce discretamente para que o contencioso entre José
de Alencar e Jorge Paulo Lemann esquente ainda mais. O grupo, que acaba de fechar
uma parceria com a Coteminas, está louco para comprar a parte do ex-banqueiro
na Toália, uma joint venture com a empresa mineira.
Carta-branca
A BNDESPar deixou o caminho
livre para que Iberdrola e Repsol acertem com a Petrobras a nova diretoria da
CEG. Confirmada mesmo só a permanência do presidente Andrés Membrillo Bonilla.
A
AES avisou à Cemig que a farra acabou. A estatal também terá de colocar dinheiro
na Infovias, transmissora de dados controlada pelas duas empresas.
Borocoxô
Até parece que
Osama Bin Laden jogou um avião contra a nova fábrica da Ford, na Bahia. Além do
cancelamento da cerimônia de inauguração, o misto de presidente e garoto-propaganda
da empresa, Antônio Maciel, está revendo para baixo as projeções de produção para
2002.
Assim, não vai ficar ninguém
para contar história na Americel. Após comprar as ações da Previ, Funcef e Sistel,
a Bell Canada planeja uma recompra de ações em Bolsa.
La barca
A Terminal
de Contêineres de Barcelona, um dos maiores operadores portuários da Europa, vai
atracar no Sul do país. O grupo articula um consórcio com a Willport para arrematar
o Porto de Itajaí, em Santa Catarina.



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