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Textron
estaciona no controle da Federal Mogul Se
nos Estados Unidos, o futuro da Federal Mogul, peso-pesado do setor de autopeças
que pediu concordata nesta semana, é uma incógnita, no Brasil já existe um destino
para a empresa. A também norte-americana Textron está negociando a compra da companhia
no país, em uma operação em torno dos US$ 100 milhões. Com a aquisição, o grupo,
que por estas bandas já controla a Plascar, herdaria duas fábricas e uma significativa
leva de contratos com montadoras, como, por exemplo, a Fiat - a Federal Mogul
chegou a montar uma fábrica em Araras para atender aos italianos. Na verdade,
este negócio seria apenas a ponta do iceberg de um acordo muito maior. Já haveria
entendimentos nos Estados Unidos para a Textron assumir a Federal Mogul, uma fusão
que criaria um gigante da área de autopeças, com faturamento anual na casa dos
US$ 17 bilhões. Para a Federal Mogul, a venda vai contribuir, ainda que modestamente,
para abater o alto endividamento do grupo, perto dos US$ 9 bilhões. Além disso,
ajudará a tirar um peso das costas. A companhia investiu quase US$ 200 milhões
na compra da Sabó, há cerca de dois anos, mas, até agora, os resultados no Brasil
teriam ficado abaixo do esperado. No caso da Textron, a aquisição mostra que o
grupo tem estômago para digerir as perdas da Plascar, comprada no ano passado,
e, ao mesmo tempo, investir ainda mais no mercado brasileiro.
Light cobra um tributo extra da EDF A
reestruturação societária que deixou a EDF sozinha no controle da Light vai sair
mais caro do que a encomenda para os franceses. O grupo já fez as contas e chegou
à conclusão de que precisará gastar muito mais do que os US$ 860 milhões inicialmente
previstos para cobrir boa parte das dívidas da distribuidora. A EDF está separando
um lote de US$ 2 bilhões para tentar travar os recorrentes prejuízos da distribuidora.
O dinheiro entrará no caixa da Light na gaveta da geração de energia elétrica.
Nem um cent desse aporte será aplicado em novas investidas em distribuição. A
direção da EDF na França decidiu que a empresa está fora dos leilões da paranaense
Copel e da goiana Celg, duas investidas que estavam em seus planos. Inicialmente,
os recursos se destinarão à construção de termelétricas no Rio de Janeiro e hidrelétricas
em São Paulo e no Centro-Oeste do país. A maior parte da energia produzida nestas
usinas será vendida de duas formas: por intermédio da comercializadora da EDF
no mercado atacadista e através de contratos bilaterais que serão firmados pela
Light com consumidores industriais, inclusive fora da sua área de concessão. Nos
planos do grupo francês em geração, entra ainda o leilão da Cesp Paraná, em um
consórcio com uma construtora e o controlador de uma das distribuidoras de São
Paulo. Só que nem todos os investimentos serão feitos através da Light. A concessionária
só poderá chegar a 30% de geração própria da energia que distribuir. O restante
dos projetos terá a rubrica da própria EDF.
Infraero
não nasceu para ser pagaMais
uma vez, a Infraero deixou aflorar seu lado franciscano na hora de cobrar as companhias
aéreas. Após ensaiar uma briga jurídica com a Transbrasil, a entidade recuou e
já sinaliza a abertura de uma nova rodada de negociações com a empresa, que lhe
deve cerca de R$ 90 milhões. Só fez uma pequena e - dentro das circunstâncias
- muito justa exigência: quer que a Transbrasil retire o pedido de liminar contra
a decisão da própria Infraero, que proibiu a empresa de pousar e decolar em aeroportos
brasileiros. Feito isso, o caminho estará aberto para o escalonamento dos débitos
da companhia. É possível que o acordo se dê nos mesmos moldes dos que foram feitos
com a Varig e a Vasp, que, diga-se de passagem, estão cumprindo o acerto com a
Infraero. Ou seja: a Transbrasil terá prazos maiores para quitar a dívida, desde
que, no entanto, passe, daqui para a frente, a pagar as próximas taxas em dia.
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Relatório
nº 1739 4/10/2001 Petromex
A Pemex negocia duas portas
de entrada no Brasil: conversa com a Petrobras para ingressar no capital de suas
refinarias no Nordeste e em São Paulo e prepara-se para disputar a licitação de
blocos nas Bacias de Santos e Campos.
Além
das perdas financeiras, a Intelig corre o risco de ficar também sem seu presidente:
Fernando Terni estaria sendo assediado pela Bell Canada.
Segunda
via Correndo
por fora, o diretor da CVM, Marcelo Trindade, entrou na disputa pela sucessão
na entidade. A favorita é Norma Parente, também diretora da CVM. Para José Luís
Osório, o atual presidente, estão reservadas missões especiais nestes últimos
15 meses de governo FHC.
Voltou
a circular forte nos melhores corredores da Telemar o nome de David Zylbersztajn.
Bem, não é a primeira vez.
Cerco
total A Telecom
Americas vai, aos poucos, tomando posse da Tess. Além de negociar a compra do
restante das ações da sueca Telia, conversa também com a Eriline, dona de 11%
da operadora.
Romaria
A goiana Centroleite tem batido
na porta de grandes indústrias de laticínios - uma delas foi a Itambé. Assunto:
parceria ou fusão.
De
uma só vez, a norte-americana PRS está ampliando a sua participação na Termorio
e negociando a construção de outra térmica no eixo Rio-São Paulo.



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