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Eletronuclear
lança uma bomba H na gestão do Nucleos Não
chega a ser propriamente uma bomba nuclear, mas, no que diz respeito ao management,
o Nucleos está no meio de um forte vazamento de radiotividade. O presidente da
Eletronuclear, Flávio Decat, afastou o nº 1 do do fundo de pensão, José Maria
Tebaldi, substituído por Ronaldo Buffa. Alguns diretores também devem seguir o
mesmo caminho. E a intervenção da Eletronuclear não pára por aí. Decat solicitou
ao novo presidente a realização de uma auditoria completa em todos os investimentos
feitos pelo Nucleos nos últimos anos. A operação pente-fino na gestão de José
Maria Tebaldi tem um alvo: os investimentos do Nucleos na construção de shopping
centers. Em, pelo menos, três projetos no setor, o fundo de pensão estaria
amargando prejuízos. Particularmente em um deles, no Paraná, o mico teria transformado
em pó o investimento de aproximadamente R$ 8 milhões na compra de cotas do fundo
que opera o shopping. As perdas do Nucleos com o empreendimento já chegariam ao
equivalente a 700% do valor aportado inicialmente. Buffa terá a missão de identificar
possíveis tropeços financeiros em outros negócios antes que as perdas com a carteira
imobiliária acabem se espalhando pelos demais investimentos da fundação. Para
completar, Flávio Decat suspendeu as negociações – que estavam bem adiantadas
– para a fusão do Nucleos com o Eletros, entidade de previdência complementar
dos funcionários da Eletrobrás. A operação vinha sendo costurada por Tebaldi.
O assunto até poderá ser retomado, mas só após a auditoria. No entanto, é bem
possível que, concluída a varredura contábil, Decat apóie a associação. O equilíbrio
atuarial do Nucleos depende da associação com o fundo da Eletrobrás, que tem um
caixa muito mais robusto.
A Intelig também viveu um dia de terror em 11 de setembro, data dos ataques
terroristas a Nova York e Washington. Em uma promoção institucional, a empresa
franqueou por três minutos as chamadas para os Estados Unidos. Só que, por uma
falha operacional, o sistema não interrompeu as ligações no terceiro minuto, como
estava previsto inicialmente. Resultado: foram registrados diversos telefonemas
com duração superior a uma hora, e todos sem cobrança de tarifa. A Intelig ainda
vasculha seus escombros para contabilizar os prejuízos.
Esquadrilha
da isenção fiscal pousa em Brasília
Pedro
Malan e a equipe econômica provavelmente vão torcer o nariz. Everardo Maciel,
idem. Mas, como quem não chora não mama, as empresas aéreas vão partir do verbo
para a ação na tentativa de reduzir a carga tributária do setor. No encontro que
reuniu, na última segunda-feira, em São Paulo, os presidentes da Varig, Ozires
Silva, da TAM, Daniel Mandelli, e da Vasp, Wagner Canhedo, além do diretor da
Transbrasil, Pedro Mattos, foi rascunhado um documento que será entregue ao presidente
Fernando Henrique. Hoje, os impostos representam 36% dos custos operacionais das
companhias aéreas nacionais. Na Europa, este índice não passa de 16%. Nos Estados
Unidos, é ainda mais baixo: 8%. Os empresários querem que este índice caia para
algo em torno de 15% a 20%. Como conseguir esta mágica tributária? O documento
tem suas propostas. As empresas vão pleitear a redução do ICMS sobre o combustível
para a aviação. Hoje, a alíquota varia de estado para estado. No Rio de Janeiro,
é de 20%; em São Paulo, chega a 25%. As companhias querem uma equiparação do índice
em todo o Brasil e a sua fixação em não mais do que 10%. Os empresários sabem
melhor do que ninguém que esta é particularmente uma luta inglória. Primeiro,
porque depende de uma mudança que afetaria todos os estados. Além disso, esta
é uma reivindicação antiga do setor, que nunca obteve sucesso. Em outro front,
tentarão também reduzir os impostos que incidem sobre a compra de aeronaves. As
empresas vão bater ainda na tecla dos encargos trabalhistas, responsáveis por
mais de 40% dos tributos do setor. |
Relatório
nº 1735 28/09/2001 Felino
manso Sempre
um osso duro de roer, desta vez Everardo Maciel capitulou. Está jogando a toalha
na tentativa de convencer o Congresso a estender a todos os bens importados os
impostos que incidirão sobre a compra de combustíveis no exterior.
A
poeira de Nova York está chegando à IBM no Brasil. Corte de pessoal e suspensão
de investimentos estão na ordem do dia.
Mano
de piedra Orlando
Gonzáles, nº 1 da Enron no Brasil, mandou um jab de direita na Câmara de
Gestão da Crise Energética: se não for mantido o preço de R$ 684 o MW/h, não sai
um megawatt sequer da Eletrobolt, usina inaugurada nesta semana pelo grupo.
Mutação
A Aneel passará por uma mudança
de identidade. A atenção a assuntos como defesa do consumidor dará lugar a questões
como o estímulo a investimentos em geração. Tanto que os reajustes tarifários
serão bem mais generosos.
A Arbed pretende comprar pequenas
laminadoras – no estilo da Itaunense, arrendada há cerca de dois anos – para elevar
a produção da Belgo-Mineira.
Serenata
de amor Apesar
da família Meyerfreund não fazer outra coisa na vida a não ser negar a venda da
Garoto, a Parmalat está debruçada sobre os números da empresa capixaba. Mercobeer
De olho no Mercosul, a Schincariol
está negociando parcerias com cervejarias no Uruguai e Argentina.



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