| |
CCPL
chora suas dívidas sobre o leite derramado
O que já foi uma das maiores
produtoras de leite e derivados do país é hoje uma empresa quase desidratada.
As cooperativas/ sócias da CCPL não sabem mais o que fazer para estancar a sangria
financeira da empresa. A última cartada foi recorrer ao bom e velho BNDES. Nada
mais natural, uma vez que o banco já financiou as concorrentes Nestlé, Paulista,
Vigor e Itambé. Porém, desta vez a história foi diferente. O BNDES negou financiamento,
com base em um diagnóstico fulminante do atual momento da empresa: problemas operacionais
que reduziram as margens a patamares insustentáveis, bacia leiteira em declínio,
desunião entre as cooperativas, alto endividamento, maquinário obsoleto, portfólio
de produtos limitado, capital de giro insuficiente e pouquíssima escala, características
que tornariam o crédito para lá de duvidoso. Resultado: algumas cooperativas defendem
a venda imediata da CCPL, nem que seja na bacia, ou melhor, no pires das almas.
A única exigência é que o comprador as mantenha como fornecedoras de leite da
empresa após o negócio. Ocorre que até para ser vendida o caminho da CCPL é todo
tortuoso. Devido aos desentendimentos entre as cooperativas, a empresa ainda não
conseguiu criar uma S/A, modelo fundamental para a entrada de um novo sócio. O
caminho, então, poderá ser uma venda na base do conta-gotas. A companhia está
tentando, por exemplo, passar à frente a sua fábrica em Juiz de Fora. As cooperativas
chegaram a estudar um aumento de capital na CCPL, mas ficaram só na intenção.
Todas estão descapitalizadas para uma empreitada dessas, sem condições de pagar
a dívida da empresa e ainda investir na ampliação e modernização de sua produção,
que estagnou nos 200 mil litros diários. Na década de 80, nos tempos de vacas
gordas, a companhia chegou a vender um milhão de litros/dia e era líder no mercado
do Rio de Janeiro. A situação fica mais delicada porque, com raras exceções, todas
as grandes cooperativas estão se juntando com grupos internacionais de alto calibre.
A Paulista foi vendida para a Danone, a Vigor flerta com empresas estrangeiras
e a Itambé está preparando a venda de 49% do seu capital.
O
passivo da PSINet será sua herançaPior
do que a mal-sucedida passagem da PSINet no Brasil só mesmo a sua situação post
morten. A concordata solicitada pela matriz, nos Estados Unidos, deixou um rastro
de dívidas e impasses no mercado brasileiro. Ainda não há qualquer sinalização
de como serão pagos os débitos, que passariam dos R$ 50 milhões. O resultado é
que ex-funcionários dos 11 provedores do grupo no país já estariam se articulando
para entrar na Justiça. A PSINet deve, não nega, mas diz que só pagará quando
avaliar todos os seus ativos no Brasil, o que está sendo feito pela direção nos
Estados Unidos. A companhia ainda está contabilizando se, com a desmobilização,
ainda conseguirá cobrir parte dos US$ 70 milhões em investimentos que afundaram
no mercado brasileiro. Pelas contas iniciais da PSINet, o patrimônio da operação
brasileira é maior do que o passivo. Só que patrimônio não é necessariamente igual
a dinheiro na mão. O grupo está enfrentando dificuldades para vender suas operações
no país e pagar todos os débitos. Há várias negociações em andamento, mas os candidatos,
cientes das dificuldades do outro lado do balcão, estariam apresentando propostas
baixas, que não agradam a direção da PSINet. Uma alternativa em estudo é utilizar
os recursos provenientes da venda de provedores na Argentina e no Uruguai para
cobrir as dívidas. Outro problema é o cumprimento dos contratos de provimento
com cerca de 13 mil sites. Grandes clientes corporativos conseguiram migrar para
outras companhias, mas um numeroso grupo de empresas ainda aguarda uma definição.
A
norte-americana Bemis Company já começa a dar sinais de impaciência diante da
demasiada demora da Dixie-Toga dizer se aceita ou não negociar parte das suas
ações. Tanto que já estaria conversando com outros dois fabricantes de embalagens,
localizados em São Paulo. |
Relatório
nº 1732 25/09/2001 Bill
Abravanel Refeito
dos recentes sustos, Silvio Santos está perto de se tornar sócio de Bill Gates.
A parceria entre o SBT e a Microsoft para a venda de computadores a preços populares
caminha para a criação de uma empresa, fifty to fifty. O investimento passaria
dos R$ 100 milhões. Alta
liquidez O empresário
Sérgio Andrade prepara a venda das ações da Andrade Gutierrez na Sanepar. O maior
candidato à compra é a Vivendi, também acionista da empresa paranaense.
O
Banco Central está fazendo uma tour de force para tentar cortar ainda mais
gorduras no passivo do Besc e aumentar seu preço no leilão.
Ponte da
amizade Euclides
Scalco, presidente de Itaipu Binacional e principal conselheiro de FHC no setor
energético, tem uma nova missão pela frente: negociar a toque de caixa um acordo
com o governo paraguaio e estabelecer um teto em dólar para o preço da energia
produzida pela usina.
O presidente do BNDES, Francisco
Gros, está sofrendo um grande risco de defecção nos seus quadros.
Em ruínas
Os atentados
terroristas nos Estados Unidos transformaram em fumaça a emissão de ADRs da Sabesp.
A operação foi adiada sine die.
Arriba!
A AmBev negocia um acordo operacional
com a Fomento Economico Mexicano (Femsa) para distribuição de bebidas no país.



|
|