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Texaco
sofre cirurgia plástica e ganha as feições da Chevron
Nas últimas semanas, após um
longo silêncio, finalmente o presidente da Texaco no Brasil, J. Carey McHugh,
foi comunicado como será o futuro da empresa no país, agora que sua compra mundial
pela Chevron está sacramentada. E as notícias para o status quo corporativo, em
Vera Cruz, não são nada alvissareiras. Para começar, o próprio McHugh está ameaçado
no cargo. Um grupo de executivos da Chevron virá ao Brasil para avaliar a operação
da Texaco, visita que será decisiva para a sua permanência ou não no posto. Se
depender do sentimento de 10 entre 10 alto-dirigentes da empresa, McHugh, está
fora. O excesso de poderes conferido pela matriz da Texaco teria agora um efeito
bumerangue. À sua imagem e semelhança, crescem também as chances de debandada
na diretoria. A cirurgia plástica também atingirá a estrutura organizacional.
Já está decidido que todas as operações em exploração e produção de petróleo e
gás, distribuição e revenda de combustíveis, além da produção de lubrificantes
serão reunidas na holding ChevronTexaco. Em um primeiro momento, a atuação
da Texaco na distribuição de combustíveis será mantida, mas a empresa pode ir
se preparando para um respeitável enxugamento. Por enquanto, só escaparão os postos
do Sul e Sudeste. Esta medida evidencia que a Chevron vai colocar a venda de combustíveis
em segundo plano. O grupo se concentrará em atividades de maior valor agregado,
sobretudo em negócios com margens bem mais generosas. No upstream, por
exemplo, os sete blocos em que a Texaco tem participação – três em parceria com
a Petrobras – e mais as quatro áreas exploradas pela Chevron colocarão a nova
empresa entre as três maiores do setor no país. A companhia deverá indicar, em
breve, o nome do executivo que comandará esta operação no lugar de Antônio Pinho,
também em rota de saída da Texaco. O novo comandante terá a missão de azeitar
a estratégia do grupo para as próximas rodadas da ANP. Os norte-americanos querem
arrematar mais blocos nas bacias de Santos e Campos, em parceria com a Petrobras.
Embraer
ainda tem perdas soterradasOs
estilhaços do World Trade Center e do Pentágono resvalaram na Embraer. A empresa
corre sério risco de perder um contrato de US$ 800 milhões justamente em razão
dos atentados terroristas nos Estados Unidos. Pode até soar como paranóia, mas
o fato é que, em reuniões realizadas na semana passada, o alto-comando da Aeronáutica
e o Ministério da Defesa decidiram antecipar a compra dos caças que substituirão
o Mirage, inicialmente prevista apenas para o início de 2002. Esta postura é um
bombardeio nas pretensões da Embraer de ganhar o contrato. Explica-se. A empresa
e seus sócios franceses ainda estavam à cata de financiamento para a venda do
Mirage 2000 BR, uma versão franco-brasileira do modelo produzido pela Dassault.
O governo, no entanto, parece que não vai mais esperar. Com isso, quem ficou com
a faca, o queijo e o contrato na mão foi a norte-americana Lockheed/Martin. Isso
porque a empresa já apresentou garantias firmes de financiamento para a comercialização
do seu F-16. O modelo, inclusive, foi testado por militares e teria sido aprovado
tecnicamente. Está certo que a carteira de pedidos da Embraer, em torno dos US$
11 bilhões, suporta bem uma eventual perda como esta, mas a empresa e, sobretudo,
seus sócios, vinham apostando muitas fichas neste contrato. A fábrica de Gavião
Peixoto já havia sido preparada para a montagem do Mirage 2000 BR. Além disso,
a Dassault vislumbrava no acordo a abertura de portas para a venda de outros modelos
para o Ministério da Defesa.
Já
dá até para programar uma exposição no Metropolitan de Seul, tal o número de negativas
que a Samsung vem colecionando no Brasil. A empresa já tentou obter privilégios
fiscais de três estados – Pernambuco, Bahia e Ceará – para a construção de uma
refinaria, mas, até agora, só ouviu “não”. |
Relatório
nº 1730 21/09/2001 Bandeira
branca Os
diretores da Siemens, Aluizio Byrro e Adilson Primo, acenderam o cachimbo da paz.
Primo assumirá a presidência da companhia e Byrro será uma espécie de super- diretor
de telecomunicações.
O
mandato de venda da Embratel chegou à Europa. Pelo menos duas grandes empresas
de telefonia já estiveram conversando com o JP Morgan/Chase.
Idílio cambial
Com base no
seu carregamento em dólar, o Banco Itaú já projeta um lucro na casa de R$ 3 bilhões
no ano. E, para isso, o câmbio nem precisa disparar. Basta que tudo fique mais
ou menos como está.
Vento
contra O racionamento
piorou ainda mais a vida da Springer. Tradicional fabricante de aparelhos de ar-condicionado,
a empresa caminha para fechar o ano com um prejuízo superior a R$ 10 milhões.
Se
depender da americana Amsted, uma de suas controladoras, a Maxion vai fazer uma
oferta para comprar a CCC, fabricante nacional de vagões.
Luz verde
A termelétrica de Sepetiba
está prestes a receber mais um sócio. A Panamerican Energy, leia-se British Petroleum/Amoco,
estuda seu ingresso na geradora.
Cabo
eleitoral A
Mirant reza todos os dias para que Eduardo Azeredo volte ao governo mineiro. Pré-candidato
tucano, Azeredo teria prometido aos americanos que, se ganhar a eleição, o grupo
tem presença garantida no controle da distribuidora.



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