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Telia
faz suas últimas chamadas no celular da Tess
Parafraseando Nélson Rodrigues,
a saída da Telia do capital da Tess estava escrita há 1.500 anos. Ou, mais precisamente,
há pouco mais de um ano e meio – desde fevereiro de 2000, quando o grupo sueco
vendeu parte da empresa para a Telecom Americas. Confirmando os indícios de que
a operação era apenas o ensaio para um bye-bye Brazil, a Telia está negociando
o controle da Tess. O comprador não poderia ser outro se não a própria Telecom
Americas. O acordo envolve a totalidade das ações ordinárias pertencentes à companhia
sueca e a duas de suas subsidiárias – Telia AB e Telia Overseas – uma parcela
que não havia sido incluída na primeira negociação. O valor deve passar de US$
1,5 bilhão. Mais do que a própria Telecom Americas, quem deve sair lucrando para
valer desta história é a Bell South. Explica-se. A exemplo do que ocorreu no ano
passado, quando comprou metade das ações da Tess adquiridas pela Telecom Americas,
o grupo também ficaria com parte do controle da empresa. Com isso, a Bell South,
que já é controladora da BCP, a Banda B na capital, consolidaria sua posição também
no interior do estado. Nos últimos meses, a Telia vem estudando com muito mais
afinco a sua saída definitiva da Tess. Aliás, tudo leva a crer que já foi pensando
nisso que os suecos venderam parte do capital da empresa para a Telecom Americas.
Para a empresa, está cada vez mais complicada a tarefa de brigar com a Portugal
Telecom, controladora da Telesp Celular. Agora mesmo os portugueses anunciaram
um aporte de quase US$ 1 bilhão na operadora. A Telia perdeu fôlego no longo período
de sociedade com a Algar, quando teve que injetar a maior parte dos recursos na
Tess. A própria Telecom Americas até poderia suprir esta carência financeira,
mas, desde o início, a empresa deixou bem claro que não entrou na operadora para
ser minoritária e jamais escondeu seus planos de, mais à frente, comprar o controle
da Tess. Agora, tudo indica que chegou a hora de cumprir a promessa.
Supermercados
temem perder ICMS aditivadoO
Carrefour e a Ahold estão em estado de alerta. A razão é a fagulha lançada pelo
governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcellos, que poderá incinerar boa parte
dos ganhos das redes de supermercados que costumam atuar como dublês de postos
de combustíveis. A Secretaria de Fazenda do Estado baixou uma medida que obriga
as redes supermercadistas que abrirem postos a separar jurídica e tributariamente
uma empresa da outra. O ICMS incidirá separadamente com alíquotas diferenciadas,
acabando de vez com os benefícios fiscais. Neste caso, Carrefour e Ahold são os
maiores prejudicados. O grupo francês é quem mais abusa dessa dupla identidade
comercial. Já a Ahold, através do Bompreço, tem boa parte dos seus postos no Nordeste
e planeja abrir outros estabelecimentos na Região. Porém, o medo dos franceses
e dos holandeses não é o caso isolado de Pernambuco, que representa apenas uma
parte do faturamento de cada grupo na distribuição de combustíveis. Mas sim a
grande possibilidade de que a medida se estenda a outros estados. Os governos
do Rio de Janeiro e São Paulo teriam prometido às grandes empresas de distribuição
resolver a questão, o que, traduzindo, pode representar uma repetição do que feito
em Pernambuco. Confirmada esta postura, o Carrefour será obrigado a rever – e,
no limite, até mesmo sepultar – as pretensões de dobrar a sua rede de postos,
chegando a 60 em um ano. No caso da Ahold, o estrago seria proporcionalmente menor,
já que o grupo ainda engatinha nesta atividade no Brasil.
O
governo paulista está se cercando de tudo que é lado para evitar contratempos
jurídicos na associação entre a Empresa Paulista de Transmissão Elétrica e a Companhia
de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. Haveria alguns minoritários insatisfeitos
com a relação de troca de ações entre as duas empresas. Por isso, um batalhão
de advogados está de sobreaviso para a assembléia de acionistas das duas companhias,
marcada para o fim deste mês. |
Relatório
nº 1729 20/09/2001 Cabo
de guerra A
Telefónica está fazendo de tudo para extraditar a NTT DoCoMo da Tele Sudeste.
Os japoneses, no entanto, seguem dizendo que dali não saem, dali ninguém os tira.
Voz
isolada O ministro
do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, anda sonhando com placas de aço e bobinas a
quente. Amaral enxerga uma exportação de US$ 6 bilhões, isso, é claro, se o governo
ajudar.
São de 99,9% as chances da
Setal Neo se tornar sócia de campos maduros explorados pela Petrobras.
Passatempo
Mesmo soterrado no assunto
Jader Barbalho, o PMDB ainda encontra tempo para outras questões. É grande o movimento
no partido para evitar a indicação de Alexandre Resende, filho do ex-ministro
Eliseu Resende, à presidência da Agência Nacional dos Transportes.
On the
rocks Já
que os leilões de saneamento entupiram, a Vivendi vai atacar em outras áreas também
de altíssima liquidez. A Seagram, fabricante mundial de bebidas e subsidiária
do grupo francês, decidiu construir uma fábrica em Pernambuco.
A Latasa acelerou os planos
de produzir latas de aço. A operação passaria pela fábrica da companhia em Recife.
Bola ou
búrica A Tele
Centro Oeste conheceu o lado ruim de ter a Previ como sócia. A resistência do
fundo de pensão teria sido decisiva para a empresa revisar a oferta pública de
recompra de ações.



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