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Intelig
e Embratel sangram na guerra da longa distância
A batalha travada entre Embratel
e Intelig parece o eterno conflito nos Bálcãs. Todo mundo perde. A Embratel vem
sofrendo com os recentes prejuízos, as multas da Receita e a pretensão da MCI
WorldCom de negociá-la. Agora, é a vez da Intelig colocar suas perdas na ponta
do lápis. Os eternos problemas financeiros estão provocando mais uma crise na
empresa. As complicações vão desde queda de executivos, passam por um entrevero
com um velho parceiro e chegam ao já antigo – porém cada vez mais firme – propósito
dos sócios de deixar a companhia. Na última semana, o diretor de atendimento da
Intelig, Edmundo Balthazar, deixou o cargo. Deve ser seguido por alguns colaboradores
mais próximos. Quem também estaria sofrendo uma forte pressão pelo ainda cambaleante
desempenho da empresa é o vice-presidente de marketing e vendas, Michael Osredker.
Simultaneamente, o que era para ser um remédio acabou se tornando mais uma moléstia.
A decisão de fechar o call center de Uberlândia, uma das medidas adotadas para
reduzir os custos, está rendendo à Intelig uma crise diplomática. A ACS, empresa
de atendimento do grupo Algar, não engoliu lá muito bem o rompimento do contrato
e estaria estudando até mesmo entrar na Justiça. Esta nova leva de enxaquecas
só alimenta ainda mais o desejo dos acionistas da Intelig de abandonar o navio.
Sprint e France Telecom teriam, recentemente, retomado conversações para negociar
sua parte – cada um tem 25%. O mais emblemático, no entanto, é que a National
Grid, que sempre se mostrou mais compradora da parte dos seus sócios do que um
retirante, também estuda um bye-bye Intelig. O board do grupo inglês já decidiu
que, daqui para a frente, os principais investimentos no Brasil se concentrarão
em linhas de transmissão – aliás, inicialmente, foi para isto que o grupo atravessou
o Atlântico. E adivinhem de onde viria parte dos recursos para os projetos em
transmissão? Ganhou uma chamada internacional quem respondeu que o dinheiro sairia
da venda da Intelig.
A Perez Companc está entrando no mercado brasileiro de distribuição e revenda
de combustíveis, através da bandeira Pecom. Os primeiros postos serão abertos
no Sul do país, mas a estratégia é expandir a rede, em um segundo momento, para
o Sudeste, começando pelo eixo Rio-São Paulo. Os argentinos pretendem ainda comprar
pequenas distribuidoras nessas regiões.
Vidropólio
Parece que a
Saint Gobain só quer deixar os cacos para a concorrência. O grupo, dono da antiga
Vidraria Santa Marina, voltou a pensar em aquisições. Os franceses estão debruçados
sobre os números de três empresas de médio porte. Porém, o que mais atiça seu
apetite é mesmo a Nadir Figueiredo, terceira maior do setor, atrás apenas do próprio
grupo francês e da Cisper. Neste caso, o problema seria passar pelo Cade sem deixar
estilhaços no chão. Juntas Nadir Figueiredo e Saint Gobain teriam mais de 60%
do mercado e um faturamento superior a R$ 850 milhões.
Os
fugitivos Não
chega a ser um processo de naturalização como o do empresário argentino Francisco
Macri, que vai transferir a sede do Macri para o Brasil. Mas fica perto. O Sanyn,
maior estaleiro privado da Argentina, pretende concentrar a maior parte dos seus
negócios por estas bandas. Executivos da empresa estão no Brasil e pretendem voltar
com uma parceria fechada – ou até um acordo societário. Na alça de mira, estaria
o Estaleiro Mauá, de Omar Resende Perez. A intenção do Sanyn é, aos poucos, transferir
sua produção para o Brasil e fugir do cataclisma econômico na terra natal.
Romaria
A
sede da Anatel não fica em Belém, mas tem servido de avenida para uma espécie
de Círio de Nazaré em sua versão telefônica. A procissão tem sido promovida por
várias empresas-espelhinho, o rebotalho da concessão de telefonia no país. As
companhias estão tentando convencer Renato Guerreiro a flexibilizar as metas estipuladas
nos contratos de privatização, sobretudo com relação a terminais instalados. Pelo
menos duas empresas paulistas deixaram claro que não têm recursos para cumprir
as determinações no prazo e correm o risco até de devolver a concessão. |
Relatório
nº 1722 11/09/2001 Lar,
doce lar A Casa&Construção,
rede de material de construção de Aloysio Faria, segue despertando a cobiça alheia.
Agora, é a francesa Leroy Merlin que está interessada na empresa. E
por falar em Aloysio Faria, o investidor norte-americano Greg Ryan, do grupo Atlântica,
pretende arrematar os flats com bandeira Transamérica, pertencentes ao ex-banqueiro..
Uma oferta da Lacta, leia-se
Philip Morris, já chegou às mãos dos Meyerfreund, controladores da Garoto.
Palha de
aço Encerra-se
nesta semana o prazo dado por Sérgio Cragnotti para apresentar uma nova oferta
de fechamento de capital da Bombril. Pelo sim, pelo não, já há na Previ uma movimentação
para processar o empresário.
Mandato
tampão Se até
a saída de David Zylbersztajn da ANP, FHC não tiver escolhido um substituto, Eloi
Fernández y Fernández, diretor da agência, assumirá o cargo interinamente. Sob
as bênçãos do PSDB carioca.
O caminho está aberto para
a Itautec-Philco comprar a Metron. Por conta da fusão com a HP, a Compaq retirou
sua proposta pela empresa brasileira.
Menina
dos olhos O
Itaú já está inscrito para o leilão do Paraiban, mas é na privatização do BEG
que o banco dos Setúbal deve entrar com mais gás. Enquanto a instituição paraibana
tem apenas sete agências, o banco goiano passa de 186 estabelecimentos.



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