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Intelig
dá um nó nos cabos submarinos da Telefónica
Recomenda-se ao presidente
da Anatel, Renato Guerreiro, tirar as medidas para a confecção de uma toga. A
agência se parece cada vez mais com um tribunal. A mais nova batalha jurídica
do setor envolve a Intelig e a Telefónica. A empresa-espelho entrou com um recurso
junto à Anatel tentando impedir que a Emergia, subsidiária do grupo espanhol que
constrói e opera cabos submarinos, inicie suas atividades ainda neste ano, como
está previsto. O argumento da Intelig é que a lei não permite que uma empresa
concessionária, como a Telefónica, possa operar outro serviço de telefonia antes
de atingir as metas de universalização estipuladas pela Anatel no contrato de
concessão. E mesmo com o cumprimento de todas as normas, a autorização somente
poderia ser dada a partir de primeiro de janeiro de 2002. A Intelig quer evitar
também que a Emergia utilize algum subterfúgio para entrar em operação, como,
por exemplo, a parceria que acaba de ser feita com a LinkSat, que administra uma
constelação de satélites. A Telefónica tem mesmo com o quê se preocupar. A Intelig
já teria conseguido angariar a simpatia de vários conselheiros da Anatel à sua
causa. Se o recurso for mesmo acatado, os espanhóis vão precisar refazer o seu
calendário e adiar o nascimento da Emergia. O problema é que a empresa vai ter
que se explicar com a Telemar, que deverá ser o seu primeiro cliente. A operadora
de telefonia fixa está contratando a Emergia para utilizar seus cabos na transmissão
de dados e voz. E não vai querer esperar. Como caminha para cumprir o acordo de
universalização, a Telemar deverá obter licença da Anatel para operar ligações
de longa distância nacional e internacional a partir do próximo ano. Quanto mais
cedo iniciar os testes melhor. Ainda neste ano, a empresa teria que providenciar
a interconexão da sua rede com os cabos da Emergia. Se isso não for possível,
a Telemar será obrigada a procurar outro parceiro. Ou seja: se a Anatel acatar
o pedido da Intelig, a Telefónica vai sofrer um sério prejuízo, pois perderá logo
o primeiro grande contrato que está sendo fechado pela subsidiária. E os espanhóis
estão apostando suas fichas na Emergia – só para o primeiro ano esperam um faturamento
na casa dos US$ 800 milhões.
Franco-atirador
Após
um longo inverno, o tema “aquisição” voltou à mesa de Frank Witek, presidente
do Carrefour no Brasil. O grupo quer ampliar sua atuação no Sul do país. Entre
os alvos já cogitados, destaca-se a Angeloni, maior rede de supermercados de Santa
Catarina, com faturamento anual na casa dos R$ 400 milhões. O Carrefour teria
planos de transformar uma parte das lojas da empresa em discount stores, setor
no qual opera através da bandeira Dia%. Os estabelecimentos maiores tornariam-se
hipermercados.
Barba,
cabelo...
Agora
que conseguiram a mão, as companhias aéreas vão tentar pegar o braço inteiro.
Após a liberação das passagens, os empresários do setor estão reivindicando a
suspensão da cobrança da tarifa suplementar. A alegação é de que o pedágio elevou
em 50% a taxa de pousos e decolagens em aeroportos brasileiros. No limite, as
empresas estão dispostas até a entrar na Justiça para evitar o pagamento. A tarifa
é uma espécie de CPMF do setor aéreo – criada como provisória em 1999, foi ficando,
ficando, ficando...
Via
expressa
É
bem provável que o secretário da área terrestre do Ministério dos Transportes,
Luiz Henrique Baldez, ceda aos apelos das concessionárias de ferrovias. Baldez
já admite estabelecer uma carência de seis anos para o pagamento das concessões,
mas com uma condição: o preço acertado nos leilões não deverá ser alterado. Porém,
é bom as empresas não festejarem antes da hora. As companhias que não tiverem
cumprido as metas de investimento terão sua carência avaliada caso a caso.
A Embraer está comemorando
a compra da gaúcha Aeromot, fabricante de sistemas aéreos, pela israelense Elbit.
A empresa tem grandes chances de pegar carona nos projetos da multinacional na
América do Sul. Embraer e Elbit são parceiras na modernização dos caças F-5 da
Aeronáutica. Agora, conversam sobre a possibilidade de entrarem juntas em licitações
fora do Brasil.
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Relatório
nº 1705 16/08/2001 Passa
a régua Integrante
da lista de empresas que negociam a compra da Kaiser, a Molson já falou em cifras
com a Coca-Cola: algo como US$ 600 milhões. Se ocorrer, é uma daquelas operações
com toda pinta de parar no Cade, uma vez que os canadenses já controlam a Bavária.
O
som da lira Manda-chuva
da Fiat em toda a América Latina, Gianni Coda planeja um pacote de financiamentos
fuoriclasse do Banco Fiat para aumentar ainda mais as vendas no país. Coda
não quer deixar a peteca cair, sobretudo agora que está cada vez mais cotado para
assumir um cargo na matriz.
O
Unibanco tem olhado com muita atenção os resultados do Banrisul, ainda que Olívio
Dutra insista em negar a privatização do banco.
Apêndice
A proposta da
Bell South pela Tele Centro-Oeste subiu dois degraus. Os norte-americanos querem
levar não só a parte da Splice, controladora da empresa, como também a do Banque
Paribas e da Previ, donos de 12% das ordinárias.
Mais uma ou duas mordiscadas,
a General Mills fecha a compra de um tradicional fabricante de pães de queijo
em São Paulo.
Herança
genética Tal
pai, tal filho... Assim como o BNDES, a BNDESPar vai intensificar sua contribuição
à geração de energia. Está criando um fundo de investimento para entrar na construção
de termelétricas e hidrelétricas de médio porte.



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