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Vale
redige o prefácio da sua saga internacional
Está na agulha uma pronta resposta
aos que insistem em acusar a Vale do Rio Doce de provincianismo. No que tem tudo
para ser o début em uma pesada investida internacional (a usina no Barhein
foi só o tira-gosto), a CVRD está negociando a aquisição da chilena Compañia Minera
Disputada de Las Condes, uma das maiores mineradoras de cobre da América Latina.
Para se ter uma idéia, a empresa, controlada pela Exxon, é uma Caraíba dos Andes
no que diz respeito à produção: 200 mil toneladas/ano. Além disso, tem importantes
reservas. Com o perdão do trocadilho, a Disputada está fazendo jus ao nome, ou
mais do que isso: poderia atender pela alcunha de "La Perseguida". Além da Vale,
a também chilena Codelco entrou no páreo para levar a companhia. Aliás, existe
até a possibilidade de uma triangulação com a própria Codelco, que tem interesse
em se associar à exploração da jazida de cobre da Vale em Cristalino, no Pará.
A eventual compra da Disputada é mais um passo da grande operação que a CVRD pretende
montar na área de cobre. Hoje, a empresa é um pequeno ponto no setor, milhares
de anos-luz distante da sua posição no minério de ferro. Porém, o céu é o limite
para a Vale em cobre. A companhia tem a quarta maior reserva do metal no mundo,
com as jazidas de Sossego, Cristalino e Salobo – para onde, inclusive, tem um
projeto de construção de um smelter, que aguarda uma solução tecnológica
para a metalurgia dos minérios de baixo teor. A Vale mantém importantes parcerias
– com a Phelps Dodge (Sossego) e a Anglo American (Salobo). Isso para não falar
que repousa na mesa dos fundos de pensão controladores da Paranapanema uma proposta
de aproximadamente US$ 330 milhões pela Caraíba.
Banco
do Brasil vive em clima de diásporaA
diretoria do Banco do Brasil está rachada. A razão é a decisão de transformar
a BB DTVM em uma asset management, uma das primeiras mudanças anunciadas por Eduardo
Guimarães ao assumir a presidência do banco. A reunião do Conselho de Administração
do BB marcada para a última sexta-feira, que analisaria e, conseqüentemente, aprovaria
ou não a alteração, foi adiada em cima da hora. Tudo porque uma facção da diretoria
do banco é contrária à metamorfose administrativa na BB DTVM. Na verdade, o que
está em jogo é o poder na entidade. Uma parte do primeiro escalão do banco não
aceita que Eduardo Nakao, escolhido para comandar a instituição, tenha poderes
absolutos, o que, ao menos em tese, significa entrar de sola na histórica influência
dos diretores do BB na gestão da distribuidora de valores. O clima ficou ainda
mais azedo após as informações que circularam na última semana na cúpula do banco
dando conta de que Nakao já convidou Francisco Amadeu para a diretoria de investimentos
da BB DTVM. Amadeo comandou a mesa de open market do BC durante 20 anos e é extremamente
ligado a Nakao. A escolha é mais uma demonstração de que dificilmente algum dos
atuais diretores e gerentes da distribuidora será mantido, o que só acirrou ainda
mais os ânimos no lado dos descontentes. O próximo round deverá ser a reunião
do Conselho Administrativo, que só Deus sabe quando ocorrerá.
Eletrobrás
cria seu secos e molhados energéticoA
Eletrobrás já sabe o quê fazer com o reforço de caixa que teve nos últimos meses.
Vai criar, ao mesmo tempo, uma trading e um fundo de investimento. O bazar
energético da estatal venderá no mercado atacadista a commodity que será
adquirida em termelétricas e hidrelétricas por meio de contratos futuros de compra.
O objetivo é aproveitar a diferença cobrada no mercado e investi-la na aquisição
de ações e debêntures conversíveis em ações de novos projetos de geração. Mas
com duas condições: a estatal comprará, no máximo, 30% do capital e não terá qualquer
ingerência nem na operação nem na gestão dessas unidades. E o tal fundo de investimento?
Será justamente através dele que a Eletrobrás adquirirá as participações minoritárias
nessas geradoras a gás. |
Relatório
nº 1704 15/08/2001 Saudades
A TAM está sentindo falta de
um substituto à altura para uma das principais tarefas do saudoso Rolim Amaro:
a interlocução com o governo. Até agora, Daniel Mandelli ainda não demonstrou
o mesmo gosto pelo esporte.
É muito provável que a Monteiro
Aranha não fique para contar história na Peugeot. O grupo negocia os 3% que ainda
mantém na montadora no país.
Água
e sabão A faxina
que o BC fez no Besc começa a dar resultado. O lucro do banco no primeiro semestre
deve passar dos R$ 15 milhões. Parece pouco, mas, em 2000, no mesmo período, o
prejuízo foi superior a R$ 60 milhões.
Hierarquia
Quem mandou se tornar sócio
da Saint Gobain? Os empresários Rinaldo Grecco e Lázaro Paulino não resistiram
à pressão dos franceses e já negociam as quatro lojas restantes da Telhanorte
ainda não adquiridas pela multinacional.
A alemã Steag limitou o território
da Petrobras no gasoduto Araraquara-Brasília. Já acertou com a Shell e a PLE que
a estatal não terá mais do que 25%.
Cerca
Lourenço Foi
só o governo cearense dizer que comprará um lote de carros para o Metrô de Fortaleza
para a MPE – Montagem de Projetos Especiais – acampar na porta de Tasso Jereissati.
Ponte
aérea Até agora
restrito a São Paulo, o grupo hoteleiro Howard Johnson negocia uma aquisição no
Rio de Janeiro.



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