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Textron
abre o porta-malas da Plascar e só encontra prejuízo
A Textron sonhou com um Aston
Martin DB7 e acordou com um Chevette 85. A compra da Plascar, que parecia o passaporte
perfeito para o mercado brasileiro de autopeças, tem se revelado um fardo para
o grupo norte-americano. Nos últimos dois anos, a empresa teve prejuízos de mais
de R$ 100 milhões e perdeu participação no setor. Como se não bastassem estas
tortuosas trilhas, a Textron bateu de frente com um novo problema. A estratégia
traçada para tirar a Plascar do vermelho está seriamente ameaçada. Tudo por conta
da briga jurídica que vem sendo travada entre a companhia e seus minoritários.
Os norte-americanos planejavam fazer uma oferta pública pelas ações da empresa.
Seria muito mais do que um fechamento de capital. A Textron pretende comprar outros
fabricantes de autopeças – a Mogul já está na mira – e juntar tudo em uma única
companhia, para aumentar o seu porte no país. Para isto, no entanto, a reaquisição
dos títulos da Plascar é fundamental. Deixar para consolidar todas as empresas
antes e recomprar as ações depois é promessa de muito barulho por tudo. Só que,
agora, diante da batalha com os minoritários – que conseguiram na Justiça direito
a voto enquanto a empresa não pagar os dividendos dos últimos três anos – não
é hora de anunciar oferta pública nem para a compra de um farol. Se realmente
a Textron não conseguir levar adiante seu projeto, o futuro da Plascar promete
novos solavancos financeiros. É bem verdade que os norte-americanos já conseguiram
reduzir as perdas operacionais, que, em 2000, foram de quase R$ 50 milhões. Só
que a receita e o resultado final da empresa continuam em marcha lenta. Com a
aquisição de uma outra companhia, a Textron ganharia escala e participação em
mercado e talvez tivesse uma operação no país muito mais compatível com o seu
porte mundial. O grupo fatura mais de US$ 10 bilhões, com negócios que vão de
autopeças à fabricação de helicópteros, sistemas de defesa e um braço de asset
management.
AES
dirige Embratel por controle remotoA
MCI, ao que tudo indica, está disposta até mesmo a pagar para vender a Embratel.
Foi por causa de um acordo com a AES que o grupo norte-americano decidiu colocar
a operadora de longa distância no leilão da Banda C – através da Palau, subsidiária
da empresa. Este detalhe explica a súbita e estranha aparição da companhia na
disputa. A AES condicionou a manutenção das conversas para comprar a Embratel
à entrada da companhia no leilão. O grupo tem planos de juntar debaixo do mesmo
teto linhas de transmissão, telefonia móvel e serviços de longa distância. Rede
de transmissão, ela já tem – a Eletronet. Se a Embratel vencer o leilão da Banda
C, a AES leva o resto de uma só tacada caso venha a comprar a operadora. Para
a MCI, também não é um mau negócio. O preço pago pela concessão da Banda C poderá
ser embutido no valor de venda da Embratel. A estratégia da AES é ainda maior.
A Embratel aguarda licença da Anatel para operar, a partir de janeiro do próximo
ano, nas ligações locais. Como a concessão da Banda C terá abrangência nacional
e tecnologia compatível com outras modalidades de telecomunicações, a AES passaria
a prestar todos os serviços de voz, além da transmissão de dados e imagem. Ou
seja: dominaria o mercado de telecomunicações de ponta a ponta, sem intermediários.
A empresa poderia ainda juntar os cabos ópticos da Embratel com a malha de transmissão
da Eletronet. Melhor do que isso, só dois disso. Pois então, que tal se a AES
também levar a concessão das linhas de transmissão de São Paulo, leilão para o
qual já está se preparando?
A decisão dos funcionários
da Transbrasil pela greve é apenas a faceta mais visível da grave crise da empresa.
O buraco (no caixa) é muito mais embaixo. O aumento da taxa de ocupação para 70%
no último mês pouco representou em termos financeiros. Ao anunciar o feito, a
Transbrasil esqueceu-se de dizer que a maior parte destes vôos se deu com descontos
de até 49% nas tarifas. Com isso, em algumas rotas, a freqüência não pagou o subsídio. |
Relatório
nº 1703 14/08/2001 Papel-moeda
Novos entreveros na Aracruz.
Os Safra voltaram a questionar os estudos para aquisições. Querem que os recursos
em caixa se transformem em dividendos, o que não conta com o beneplácito do empresário
Erling Lorentzen e da Anglo American.
A francesa Hachette-Fillipachi
negocia a compra de uma grande editora no país.
Elo
perdido As “tubaínas”
do ar seguem incomodando muita gente. Justo no momento em que o governo anuncia
a alforria das tarifas aéreas, o presidente da Fly, Sérgio Burger, negocia a compra
de mais duas aeronaves no exterior. Isso representa novas rotas a preços promocionais.
Mercogás
Vem aí a versão
gasosa – gasosa não, muito concreta – do Mercosul. British Gas e Enron negociam
a interligação de gasodutos argentinos e brasileiros. O negócio inclui ainda a
Transportadora Gas del Sur, a Cruz del Sur e um gasoduto que será construído no
Brasil.
Está cada vez mais difícil
para a trading Intermesa resistir ao assédio da alemã Ferrostaal. Mais
um ou dois jantares à luz de vela e o casório sai.
Wanted
A UTE, estatal
uruguaia de energia elétrica, procura parceiros para construir térmicas no Sul
do país.
Ponta
do lápis Olívio
Dutra, pensou, pensou, fez as contas e mudou de idéia. Já estuda a venda, de forma
pulverizada, de parte da Corsan, a companhia de água do estado.



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