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Vésper
joga a sorte nos dados dos seus clientes Imaginem
a Petrobras deixando o refino de petróleo para atuar apenas na distribuição de
combustíveis; ou a Vale abrindo mão da mineração para operar somente em logística.
Pois então, guardadas as devidas proporções, é exatamente o que a Vésper corre
o risco de fazer. Os acionistas da companhia – Bell Canadá, Qualcomm e Velocom
– estudam colocar o pé no freio em telefonia fixa e se concentrar na transmissão
de dados. Ressalte-se que, por enquanto, esta é uma das muitas alternativas que
estão sendo analisadas pelas multinacionais para estancar os prejuízos da empresa.
Porém, a idéia vem ganhando força, graças, sobretudo, à pressão da Bell Canadá,
maior acionista individual. Há tempos, os canadenses tentam, em vão, vender sua
participação. A mudança seria uma tentativa derradeira de ficar no negócio. A
Vésper praticamente rasgaria a sua identidade de empresa-espelho da Telemar e
da Telefónica em São Paulo, operação para a qual veio ao mundo. Manteria apenas
as linhas já comercializadas nos 17 estados em que atua e cumpriria também a meta
de atender a mais 85 municípios até o fim do ano. Fora isso, simplesmente interromperia
a venda de novas linhas e colocaria suas fichas, que já não são muitas, em transmissão
de voz e dados. A mudança provocaria um rebuliço no setor. No limite, a Anatel
precisaria até mesmo realizar um novo leilão da concessão da área espelho da Telemar
e da Telefónica em São Paulo. Por isso, o tema vem sendo tratado dentro da Vésper
com doses oceânicas de cautela, até porque dependeria da aprovação da Agência.
Mas, como nos últimos tempos a entidade tem demonstrado a generosidade de uma
Madre Teresa de Calcutá nos pleitos das operadoras, os acionistas da empresa se
sentem mais do que encorajados a pensar no assunto. Desde 1996, Qualcomm, Velocom
e Bell Canadá já colocaram mais de US$ 1,6 bilhão no negócio e, ainda assim, tropeçam
nos prejuízos. Com a concentração na transmissão de dados, a empresa se voltaria
para uma atividade bem mais lucrativa. Já foi de olho nesta possibilidade que
os acionistas da companhia contrataram recentemente o executivo Rance Hesketh.
Ex-OptiGlobe, Convexx e Netstream, leia-se AT&T, Hesketh cuidará da área de serviços
corporativos, no qual a transmissão de dados é uma das vedetes.
José Mário Abdo, diretor-geral
da Aneel, está suando para definir o substituto de Mitsumori Sodeyama na presidência
da Administradora do Mercado Atacadista de Energia. Em coro, as distribuidoras
privadas de energia disseram a Abdo que não aceitam a imposição de um nome e querem
opinar na escolha. Na verdade, trata-se de uma tentativa de indicar um executivo
egresso das próprias empresas, fato que não conta com a concordância de Abdo.
Trio
do concreto mergulha em águas mais calmasCowan,
Carioca/Developer e Queiroz Galvão vão segurar a onda. O trio, que chegou a ensaiar
vôos mais altos nos leilões das grandes empresas estaduais de saneamento, mudou
de tática e, agora, vai disputar uma espécie de segunda divisão do setor: a privatização
de concessões municipais, sobretudo no Rio de Janeiro. O primeiro alvo já foi
escolhido. O grupo vai entrar nos leilões das redes de São João de Meriti e Nilópolis,
na Baixada Fluminense, que deverão ocorrer tão logo seja aprovada a lei de concessão
do setor. Levando as duas empresas, o triunvirato pularia de 1,4 milhão para cerca
de dois milhões de habitantes atendidos no Estado do Rio de Janeiro e se tornaria
uma espécie de Cedae do B. Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
As três empreiteiras perceberam que, se tentarem nadar braçada a braçada, com
as grandes multinacionais do setor, o risco de sofrer de cãibras na reta de chegada
é grande. O grupo chegou a estudar sua participação no leilão da Embasa, mas o
estudo de viabilidade do projeto os demoveu. Além do alto ágio esperado – afinal,
é a primeira grande privatização no setor – a empresa baiana exigirá do futuro
controlador pesados investimentos em infra-estrutura. |
Relatório
nº 1701 10/08/2001 Pelas
beiradas Enquanto
não consegue comprar a Quilmes, a AmBev vai matando a sede de gole em gole. A
empresa fez uma proposta pelos 25% dos argentinos no grupo Salus, dono da cerveja
uruguaia Patrícia. A AmBev já tem 75% da companhia.
Se
depender da vontade de Luiz Fernando Furlan, o embaixador Paulo Tarso Flecha de
Lima integrará o Conselho de Administração da Sadia.
Canto
do cisne A extinção
do BNDESExim terá um ar de despedida para Renato Sicupira. Há tempos que o nº
1 da instituição vive às turras com Francisco Gros, o que deverá dificultar seu
aproveitamento em outro cargo.
Ressurreição
Ainda não dá para quebrar uma
garrafa de Comte Audoin de Dampierre no casco de um navio. Mas, graças a contratos
recém-fechados com petroleiras internacionais, a carteira de pedidos da Seo Setal,
o antigo Verolme, já passa dos US$ 200 milhões.
Casa
de câmbio O
ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, vai convocar um seleto time de empreiteiras
para trocar parte dos precatórios dados como garantia na construção de obras públicas
por dinheiro vivo.
A Itochu está negociando a
venda da sua participação na Tele Sudeste Celular para a Telefónica.
Cerol
na mão A Chesf
vai construir a linha de transmissão que ligará Presidente Dutra, no Maranhão,
a Teresina. São mais 350 km de contribuição para evitar o apagão.



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