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Fiat
engata uma quinta marcha na área de energia
Romeu e Julieta, Abelardo e
Heloísa, Marília e Dirceu que nos perdoem, mas idílio mesmo é o da família Agnelli
com o Brasil. Ao mesmo tempo em que saboreia o fato de a Fiat ter assumido a liderança
no setor automobilístico, a mais tradicional dinastia empresarial da Itália está
prestes a anunciar um grande pacote de investimentos no país. Curiosamente, no
setor de energia elétrica. O Grupo Fiat e a EDF entrarão juntos na construção
de geradoras, tanto térmicas quanto hidrelétricas, e na aquisição de distribuidoras.
A investida se dará através da Edison, uma subsidiária da também italiana Montedison
– que acaba de ser adquirida pelos dois conglomerados europeus. Além da empresa,
o consórcio deverá contar ainda com a presença da Light, controlada pela EDF,
e de bancos italianos parceiros da Fiat. As primeiras geradoras serão provavelmente
construídas no Rio de Janeiro, área de concessão da Light, e em estados próximos.
Minas Gerais, quartel-general dos italianos no Brasil, também receberá esta leva
inicial de investimentos. Neste caso, entra em cena o principal interesse da Fiat
no projeto. A montadora vai comprar parte da energia produzida junto com a EDF,
reduzindo sua dependência com relação às geradoras. Fiat e EDF tinham planos de
participar do leilão da Copel, mas a demora nas negociações para a compra da Montedison
atrapalhou. Os italianos, contudo, ainda não pularam fora do negócio. A EDF planeja
entrar sozinha na disputa. Vencedora na privatização, venderia parte das ações
para a Edison, conseqüentemente colocando a Fiat no controle da Copel. Na teoria,
trata-se do casamento perfeito. A EDF diluiria seu exposure na América
Latina e ainda teria um parceiro para rachar os investimentos. Já a Fiat, que
ainda engatinha em energia no Brasil – está construindo uma geradora em Minas
Gerais em parceria com a Petrobras – teria um sócio com indiscutível expertise
no assunto. Ressalte-se que, pelo menos inicialmente, os italianos deverão atuar
apenas como investidores.
Ferropasa
cria a sua própria ALLPelo
menos no caso da Ferropasa, em logística nada se cria; tudo se copia. Os acionistas
da empresa – entre eles, Funcef, Itamarati (Olacyr de Moraes), Laif e Chase –
nem tentaram reinventar a roda. Vão seguir as pegadas da ALL e criar uma grande
companhia nos mesmos moldes da concorrente. A operação de logística das três concessionárias
controladas pela Ferropasa – Ferronorte, Novoeste e Ferroban – será fundida. O
projeto não ficará restrito aos sócios da ferrovia. Empresas de logística ligadas
a outros modais de transporte, como o marítimo e o rodoviário, também serão bem-vindas.
Já existem até entendimentos para que, em um segundo momento, o capital da nova
companhia seja aberto no Novo Mercado da Bovespa. Inicialmente, a nova companhia
vai atuar nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, ligando os trilhos da Novoeste,
no Mato Grosso do Sul, e da Ferroban, em São Paulo, a rodovias nos outros estados
dessas regiões. Em seguida, haveria a interligação das regiões Centro-Oeste e
Norte do país, indo até Santarém, no Pará. O foco inicial será o transporte de
alumínio, soja, açúcar, álcool e derivados de petróleo. Antes, porém, a Ferropasa
precisará aguardar o desfecho das negociações com o Ministério dos Transportes
para redução do valor e ampliação do prazo de pagamento das concessões. O BNDES
deverá liberar ainda uma linha de financiamento específica para recuperação e
modernização da infra-estrutura da malha ferroviária, bastante sucateada.
Jorge
Paulo Lemann está procurando um sócio para o Lojas Americanas.com, o portal de
vendas da rede varejista. Inicialmente, o ex-banqueiro articulou sua fusão com
o Submarino, outro dos seus negócios internéticos. Porém, o T.H. Lee Putnam Internet
Partners teria brecado o projeto ainda no nascedouro. Acionista do Submarino,
o fundo de investimento não aceitou se tornar sócio também dos prejuízos do Lojas
Americanas.com. |
Relatório
nº 1700 9/08/2001 Dália
não negocia “Esclarecemos
que a Cosuel, proprietária da marca Dália, não negociou nem negocia a compra e
venda da denominada Divisão de Laticínios, dos seus pontos de distribuição
nem da produção de leite dos seus associados, sendo inverídica a notícia acerca
destas negociações envolvendo a Cosuel, a Sancor e demais empresas argentinas”.
Entremuros
A compra da Embratel foi assunto
de uma recente reunião de diretoria da AES. O grupo já teria mantido contato com
um banco que detém o mandato de venda.
Sem
fronteiras Sem
fronteiras O presidente do Wal Mart no país, Vicente Trio, recebeu autorização
da matriz para expandir a rede de descontos Todo Dia fora de São Paulo.
O
secretário-executivo do Ministério da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, se antecipará
ao “cai-não-cai” de José Gregori. Está prestes a deixar o cargo.
Dinheiro
na mão Não será
por falta de sócio que o governo deixará de construir a Hidrelétrica de Belo Monte.
A Hydro Quebec quer levar 20% da usina.
O governo capixaba jogou a
toalha. Está tentando empurrar a venda da Cesan, distribuidora de água do estado,
para o BNDES. Boca
do caixa A ADM
está apertando o cerco à concordatária Olvepar para receber US$ 20 milhões em
dívidas. Os créditos estão em nome da Farmland, comprada pela ADM.



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