Prejuízos fazem reserva
nos hotéis de Aloysio Faria

O que, outrora, já foi um rentável negócio para o Dr. Aloysio Faria hoje é um abrigo de problemas operacionais e perdas de receita. Trata-se do Transamérica Flats, divisão da rede hoteleira do ex-banqueiro. Os problemas começaram há alguns meses, quando Faria perdeu seu braço direito no negócio, o executivo Carlos Nascimento, seu ex-genro. Nascimento tinha acertado com um grupo de investidores internacionais uma parceria para a operação de um hotel no bairro de Cidade Jardim, em São Paulo, a partir da bandeira Transamérica. Com a sua saída da empresa, as negociações foram por água abaixo e o grupo perdeu o negócio para a americana Atlântica. O problema é que esta provavelmente não será a única perda. Outros três acordos com hotéis de São Paulo que também vinham sendo tocados por Carlos Nascimento estão por um fio. Resultado: Aloysio Faria já cogita a possibilidade de se desfazer de parte do negócio. A princípio, somente os hotéis Transamérica de São Paulo e de Comandatuba, carros-chefe da rede, têm o status de inegociáveis. Porém, no caso dos 14 flats da companhia, propostas serão bem-vindas. O temor do ex-banqueiro é que os prejuízos financeiros da rede de flats acabem contaminando a parte mais sadia da Transamérica. Faz todo o sentido. Para se ter uma idéia de como o negócio está estacionado, hoje o faturamento mensal dos 14 flats não passa de pífio R$ 1 milhão por mês, fruto das pouco animadoras taxas de ocupação. Convenhamos, por tudo que Aloysio Faria já fez, para não citar a venda do Real por mais de US$ 2 bilhões, é até constrangedor um valor deste porte.


Iberdrola ergue muralha contra forasteiros

Se depender exclusivamente do empenho com que a Iberdrola se entregou ao caso, o Banco do Brasil não fará licitação para vender sua parte na Guaraniana e na Celpe. O grupo espanhol está tentando convencer o presidente do BB, Eduardo Guimarães, a mudar o curso da história e desistir de procurar no mercado um comprador para as ações do banco nas duas empresas. A Iberdrola quer comprar as participações diretamente, sem intermediários. Com isso, impediria a entrada de um forasteiro e dormiria tranqüila como controlador absoluto em ambas as companhias. Os espanhóis vão ter que correr. A diretoria do BB já contatou alguns bancos para prospectar possíveis compradores. A Iberdrola acena com algo em torno dos US$ 200 milhões pelos 6,9% da Celpe e os 6,8% da Guaraniana pertencentes ao Banco do Brasil Investimentos. Mais ainda: em um movimento que não estava no script inicial, a Iberdrola quer também adquirir a participação de 1,4% da Brasilcap na Guaraniana. Porém, é muito provável que o grupo precise colocar fermento na proposta. O BB teria avaliado cada uma das participações em aproximadamente US$ 150 milhões. Isso porque, tanto no caso da Guaraniana como da Celpe, as ações do banco fazem parte integralmente do bloco de controle.


Imbel adota o “estilo Rexona” de parceria

Foi tamanha a densidade demográfica de candidatos que o Ministério da Defesa percebeu que, no melhor “estilo Rexona”, sempre cabe mais um na Imbel. Em vez de apenas um parceiro, três ou quatro grupos internacionais formarão um consórcio que se associará à fabricante de armamentos controlada pelo Exército. A British Aerospace, a italiana Alenia Marconi, a sueca Saab e ainda uma empresa ligada às Forças Armadas da Polônia são os mais fortes candidatos ao negócio. Inicialmente, a operação terá apenas a silhueta de uma parceria operacional. Porém, já foram mantidos entendimentos entre o Ministério da Defesa e os representantes destas empresas quanto a uma futura abertura do capital da Imbel. Este modelo poderá se tornar o pulo do gato da companhia. Além de receber tecnologia e recursos dos parceiros, a companhia terá acesso comercial às Forças Armadas da Inglaterra, Itália, Polônia e Suécia.

Relatório nº 1697
6/08/2001

Embaixador
Espécie de public relations da Vallourec/Manessmann, Joel Rennó será peça-chave do próximo projeto da empresa. O grupo estuda fabricar tubos de maior calibre para distribuidoras de gás e conta com o bom trânsito de Rennó no setor para conseguir um punhado de contratos.


Dois em um
Jorge Gerdau está prestes a fazer o que mais gosta e do jeito que mais gosta. Negocia a compra de duas siderúrgicas na Argentina na bacia das almas.


Aposentados do Brasil, coçai os bolsos. No acordo com o Fundo pode sobrar uma contribuição dos inativos.

Magoou
Deserções à vista na Siemens. O diretor de telecomunicações da empresa, Aluízio Byrro, ficou mais do que contrariado por não ter sido escolhido para a presidência da empresa. Está com um pé fora da companhia.


Na vitrine
A Petrobras privatizará parte do capital da sua subsidiária em telecomunicações. A operação se dará assim que a empresa concluir a instalação de cabos ópticos na malha de dutos da Petrobras.


A Compaq está tentando atravessar o caminho da Itautec-Philco e levar a Metron, fabricante de hardwares.


Curto-circuito
O caixa das geradoras da Eletrobrás sofrerá um baque de respeito. A Aneel não deverá permitir que as empresas entrem nas regras da liberalização da venda de energia a partir de 2003.


Revista Brasil Sempre

Revista Case Studies

Revista Insight Inteligência

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