Ferroban faz baldeação na
“Estação Primeira do BNDES”

Av. Chile, 100, Centro do Rio. Ou, mais precisamente, “Estação BNDES”. Esta promete ser uma das mais importantes paradas da história recente da Ferroban. A empresa está conseguindo junto ao banco um financiamento de 70% do total de R$ 327 milhões em investimentos previstos até o fim de 2003. Até aí, seria apenas mais um empréstimo do BNDES, não fosse por um detalhe. Os acionistas da malha ferroviária – Funcef, Olacyr de Moraes e uma tropa de bancos e fundos de investimento – decidiram não colocar mais um tostão no negócio nos próximos três anos. O último aporte será exatamente os 30% dos R$ 327 milhões que não serão cobertos pelo BNDES. Ou seja: se não fossem os recursos do banco, os investimentos programados na empresa fatalmente iriam para o espaço. Entende-se a impaciência dos acionistas. Desde que arremataram a concessão, só engoliram prejuízo. De 1999 até o fim deste ano, as perdas devem bater na casa dos R$ 220 milhões. Além de puxar o freio nos aportes de capital, os acionistas da Ferroban decidiram fazer uma série de mudanças. O presidente da companhia, João Gouveia Neto, deverá deixar o outro cargo que acumula, a diretoria de operações. A idéia é substituí-lo por um executivo egresso da área de logística, capaz de reduzir a capacidade ociosa de transporte, hoje em torno das três milhões de toneladas. A Ferroban vai também apostar na integração de modais de transporte e está fechando acordos com as operadoras de logística Martins, Transportadora Americana e Costa Porto para o transporte de grãos de Goiás até o Porto de Santos. No quesito operacional, até que a Ferroban não vai mal das pernas. Tem batido sucessivos recordes de transporte. Em maio, foram carregadas 964 mil toneladas, superior à marca de 960 mil toneladas de outubro do ano passado. O aumento de 30% de tonelada útil entre janeiro e junho vai fazer com que a receita da companhia neste ano passe dos R$ 150 milhões, contra R$ 114,7 milhões em 2000. O problema é a parte financeira. Os investimentos feitos pelos sócios ainda não deram o resultado esperado e a empresa segue padecendo dos prejuízos pré-privatização.


Telmex funda um “Novo México” na Algar

A realidade do empresário Luiz Alberto Garcia, dono do Grupo Algar, não corresponde aos fatos. Quanto maior seu esforço para afirmar que continuará investindo em telecomunicações, mais a Algar Telecom emagrece. Após negociar parte da ATL e suas ações na Tess para a Telecom Americas, a empresa estaria envolvida em uma nova operação: a venda da CTBC, concessionária do triângulo mineiro, e da Engeredes, que atua na transmissão de dados e voz. Do outro lado do balcão, encontra-se a Telmex, sócia da Telecom Americas. Os mexicanos querem o controle, porém, a Algar estaria disposta a vender apenas uma parcela minoritária, algo entre 20% e 30%. Seria uma forma de capitalizar o negócio e não se desfazer completamente das duas companhias, o que esvaziaria ainda mais a divisão de telecomunicações. Aos poucos, a Telmex está criando um estado particular, uma espécie de "Novo México", dentro da Algar. Já entrou na ATL e na Tess. Com a CTBC, teria um considerável colar em telefonia celular. Ao juntar as três operadoras debaixo do seu sombrero, a Telmex estaria nos três principais estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A essa estrutura se somaria um trunfo, exatamente a Engeredes. Com a empresa de transmissão de dados, os mexicanos poderiam criar uma grande operação para clientes corporativos, exatamente um dos seus principais negócios na América Latina.


Nos últimos dias, a milhagem do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, George Ermakoff, teve um upgrade considerável, graças às suas idas a Brasília. Ele vem tentando convencer vários deputados a retirar a proposta de licitação das linhas aéreas do projeto que cria a Agência Nacional de Aviação Civil – em tramitação na Câmara. As empresas do setor querem que o critério atual, o da concessão das rotas, continue em vigor.

Relatório nº 1695
2/08/2001

Disque-demissão
Justo no momento em que trava uma renhida batalha tarifária com a Embratel, a Intelig dá novo sinal de dificuldades financeiras. A empresa fechou o call center que mantinha no Rio de Janeiro. O atendimento aos clientes de todo o país será centralizado em Uberlândia.


Gugunet
Além do seu interesse na Rede TV!, velho sonho de consumo, o empresário/apresentador Gugu Liberato está negociando a compra de uma TV a cabo do interior paulista.


O UOL pretende aumentar sua participação no Carsale, o portal de venda de automóveis controlado por Pacífico Paoli, ex-presidente da Fiat.


Fora do gancho
Nos últimos dias, cresceram as chances da matriz da Alcatel incluir a subsidiária brasileira no pacote de 7,5 mil demissões que fará em todo o mundo.


Vazamento
O quebra-cabeça de parcerias que a Petrobras está montando na área de gás vai perder uma de suas peças. O governo capixaba está adiando sine die a criação de uma distribuidora em associação com a estatal.


A holandesa Ahold, controladora do Bompreço, estacionou seu carrinho de compras na porta de uma grande rede de supermercados de Santa Catarina.


Retirantes
Fugindo da crise na terra natal, as argentinas Ormas Sacic e Necso Intercanales Cubiertas entrarão juntas na construção de linhas de metrô no Brasil.


Revista Brasil Sempre

Revista Case Studies

Revista Insight Inteligência

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