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Agência
de Aviação corre
o risco de só decolar em 2002
Assim
como tem pai que é cego, tem governo que não enxerga sua própria inércia.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem prazo de decolagem previsto
para o primeiro trimestre de 2001. Da boca para fora, para variar, o
governo mantém o cronograma. Só que ninguém mais acredita. Nem o principal
condutor do projeto, o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente,
que praticamente jogou a toalha com relação aos prazos inicialmente
estabelecidos. Nos últimos dias, tratou de avisar a FHC que dificilmente
a nova entidade entrará em vigor antes de junho. Parente teria confidenciado
que existem até dúvidas se isto acontecerá ainda em 2001. A razão de
tanta postergação está nas dificuldades de se fechar uma base parlamentar
de apoio à proposta. Hoje, o governo não tem a mais tênue evidência
de que conseguirá a aprovação do projeto. Mas este até que é um empecilho
removível. Conversa daqui, articula dali, e é possível obter a adesão
da maioria dos deputados. O problema é que existe uma outra pedra no
meio do caminho: os ritos da Câmara. Dificilmente, o projeto entrará
em tramitação antes de março. Posteriormente, terá de ser criada uma
comissão especial. O documento ainda passará por outras três comissões.
Cada um dos relatores tem 40 sessões para apreciar a papelada e emitir
o seu parecer. Lá se vão, pelo menos, de três a quatro meses. Logo depois,
seria aberto o período de recebimento de emen-das. Fechada esta etapa,
o projeto seria votado em cinco sessões. Fim de papo? Nada disso. Depois,
a via crucis é repetida no Senado. A idéia do governo era chegar ao
fim deste ano com pelo menos meio caminho parlamentar andado. Com isso,
salvo algum acidente de percurso, o projeto poderia ser perfeitamente
votado em março ou abril. Porém, a dificuldade para obter apoio dos
congressistas, aliada às inúmeras - e na maioria das vezes - inférteis
conversas entre governo e empresários para definir o modelo da Agência,
jogou este prazo por água abaixo. E o pior é que a demora vem servindo
como combustível para os grupos contrários à criação da Anac. Hoje existem
duas correntes se digladiando. As companhias nacionais querem a desregulamentação
do setor com o chamado céu fechado, ou seja, sem abertura para o capital
estrangeiro. Já o alto-comando da Aeronáutica defende com unhas e dentes
que tudo fique quase como dantes no quartel de Abrantes: o DAC permaneceria
como responsável principal pelo setor, mas com algumas mudanças, como,
por exemplo, a licitação das linhas aéreas com prazo de concessão determinado.
Dá-lhe,
porco!
O
Palmeiras está tentando encontrar uma nova cara-metade, mesmo com
a perspectiva de prorrogação da parceria com a Parmalat por mais alguns
meses. Como o acordo de co-gestão com a suíça ISL, que já estava engatilhado,
foi para escanteio, teria agora iniciado conversações com a mexicana
CIE.
Além disso, estaria batendo uma bola com fundos de investimento americanos
e até um argentino: o Exxel. Só para garantir. Afinal, os mexicanos
já estiveram prestes a vestir a camisa de outros clubes brasileiros
e, na hora H, desistiram do negócio.
Segundo
round
Agora
vem a segunda parte da história. Antônio Maciel, presidente da Ford,
terá que caprichar na lábia para conseguir a extensão do pacote de
benefícios fiscais concedido aos fornecedores que se instalarão próximos
à fábrica da montadora na Bahia. Muitos dependem do empurrão tributário
para abrir uma indústria na região.
O governador César
Borges já deu mostras de que deve aceitar o pleito - até para não
causar qualquer risco de atraso no cronograma da fábrica - mas dificilmente
abrirá o cofre da forma como a Ford gostaria.
Fuso
horário
A Goldman, Sachs
tem planos de postergar um pouquinho mais a venda da parte de Dona
Lily no Ponto Frio. O banco, mandatário do negócio, teria sugerido
que a empresária esperasse pela divulgação do balanço da empresa
neste ano.
Existe a expectativa de que o resultado possa inflar ainda mais
os lances pela empresa. O Ponto Frio deve fechar o ano com um lucro
até cinco vezes maior do que os R$ 10 milhões do ano passado. Para
completar, é provável que o faturamento fique na casa dos R$ 2,2
bilhões, 50% superior ao de 1999.


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Relatório
nº 1548
-29/12/2000
Sede
ao pote
Joint venture
é pouco. A Telmex quer mais. Além da empresa que está formando com a
Southwestern Bell, que englobará as participações de ambas na América
Latina, os mexicanos pretendem entrar diretamente no capital da ATL.
A Duke Energy esteve dando
uma olhada nos números da Coelce. Nem precisa caprichar na proposta.
A Endesa está louca para se desfazer da empresa.
Caindo
na real
Depois da bonança...
Após comprar uma batelada de provedores, a americana PSINet estaria
estudando a fusão de algumas das empresas para tentar reduzir os prejuízos
da operação.
SC
notícias
A privatização da
Celesc é um interminável vai-e-vem. O governador Espiridião Amin teria
voltado a falar em venda de 20% da empresa.
Ainda em Santa
Catarina: o BC trabalha para encontrar uma maneira de limar parte do
passivo fiscal do Besc. Uma das soluções seria sua assunção pelo governo
catarinense.
Nos
últimos dias, a Sistel gastou mundos e fundos na compra de ações da
antiga Telerj.
Reencarnação
Meio desaparecido
das últimas privatizações, o Centrus pretende dar o ar da sua graça
nos leilões da Banda C. Porém, com participações que não passem de 5%.
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