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Camargo
Corrêa leva apagão
da "VB quase sem C"
O
C da VBC está de partida. Depois de gastar hectolitros de saliva, os
sócios do grupo teriam finalmente chegado a um acordo sobre o modelo
da operação que resultará na saída da Camargo Corrêa. A proposta carrega
a assinatura de José Said de Brito, diretor da Votorantim Energia, que
recebeu carta-branca de Antônio Ermírio de Moraes para acertar os ponteiros
societários da VBC. O desenho já teria, inclusive, recebido o imprimatur
de Raphael Antônio Nogueira de Freitas, presidente da construtora, e
Roger Agnelli, nº 1 da Bradespar. A primeira etapa da operação seria
uma emissão de debêntures da VBC conversíveis em ações. Por mais contraditório
que possa parecer, a Camargo Corrêa ficaria com os papéis, que, posteriormente,
poderiam ser repassados à Bradespar e à Votorantim - ambas terão uma
opção de compra - ou a um forasteiro. Mas por que a empreiteira levaria
os títulos se está de saída? Este é o elo perdido que teria posto um
fim ao impasse societário. Desta forma, a Camargo não deixará o negócio
de mãos abanando. Se não atendesse à chamada de capital, diluiria sua
participação e nada receberia pelas suas ações. Sobretudo porque, em
um segundo ato, está previsto um aporte de capital de Bradespar e Votorantim,
esta sim uma operação da qual a Camargo Corrêa não participará e, portanto,
sofrerá uma diluição em seu naco societário. Este aporte é inevitável,
uma vez que servirá para financiar a incorporação pela VBC da Serra
da Mesa Energia, controladora da CPFL, da RGE e da Hidrelétrica de Serra
da Mesa. Como grand finale, a construtora venderia, então, as
ações mantidas após o aumento de capital, colocando mais algum no bolso.
Apesar desta solução harmonizar gregos e troianos, ainda existe um filete
de discórdia entre os sócios da VBC: o timing da retirada da
Camargo Corrêa. A construtora não tem pressa até porque sabe que, se
permanecer no grupo por mais algum tempo, ganhará uma batelada de contratos.
Trata-se das hidrelétricas e térmicas que serão construídas pela CPFL
e pela RGE. Por isso, prefere postergar um pouco mais o seu adeus. O
problema é que tanto a Votorantim quanto a Bradespar andam, faz tempo,
insatisfeitas com a relutância da Camargo em investir na VBC. Além disso,
há outras complicações. A falta de um acordo entre os só-cios estaria
atrapalhando a estratégia da VBC de vender suas ações na RGE e na Bandeirante
para capitalizar a CPFL. Os arquitetos da negociação acreditam que o
desenlace não ultrapassará o primeiro trimestre de 2001. Para a Votorantim
e Bradespar, contudo, o negócio seria para ontem.
Nörsk
Hydro faz novo
plantio no caixa da Trevo
Já
virou rotina. Diga-se de passagem, uma desagradável rotina para a
Nörsk Hydro. O grupo estaria se preparando para fazer o enésimo aporte
de capital na Adubos Trevo. O novo S.O.S. financeiro, que poderia
chegar aos R$ 30 milhões, se somariam aos mais de R$ 100 milhões que
os noruegueses já injetaram na empresa. Os recursos teriam duas finalidades.
A primeira delas é a razão de sempre: saldar as dívidas da Adubos
Trevo, uma dízima periódica. Recentemente, a Nörsk Hydro e os demais
acionistas da empresa aprovaram uma reestruturação do patrimônio líquido
da companhia para cobrir prejuízos de quase R$ 170 milhões. A capitalização
da hora seria para quitar antigos passivos fiscais. O segundo fator
que levaria a Nörsk Hydro a assinar o cheque e colocar mais dinheiro
no negócio é a recompra de ações da companhia. Os noruegueses têm
planos de adquirir papéis em mercado e parte do que está nas mãos
dos credores, aumentando sua parcela na Trevo para 99% das ações ordinárias
ou 58% do total. No caso da recompra de ações, a história talvez não
pare nesta operação. Pelo acordo estabelecido com os credores da Adubos
Trevo, um pool de bancos encabeçado pelo BB - acerto, inclusive,
que via-bilizou a própria venda da empresa para o grupo norueguês
- as instituições financeiras permanecerão com algo em torno de 38%
do capital total da companhia. Ocorre que a Nörsk Hydro teria intenção
de ampliar ainda mais sua participação na fabricante de fertilizantes
e estaria estudando uma maneira de, mais à frente, comprar aos poucos
a parte dos bancos no negócio.


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Relatório
nº 1543
-21/12/2000
Quente
e frio
Samuel Klein teria feito uma
oferta preto no branco de aproximadamente R$ 400 milhões pelos 25% do
Ponto Frio que Dona Lily Safra colocou na vitrine.
Enquanto
um candidato mostra a cara, outro vira as costas. O Carrefour estaria
desistindo da idéia de entrar no capital do Ponto Frio.
Geraldo Quintão deve deixar
o Ministério da Defesa até março de 2001. Seu destino mais provável
é o Supremo Tribunal Federal.
Gota
d'água
A paciência da distribuidora
Frannel se esgotou. Depois de esperar, em vão, por uma oferta da Repsol/YPF
pela sua rede de 50 postos no Nordeste, a empresa decidiu abrir negociações
com outros pretendentes.
São grandes as chances
da Portugal Telecom chegar ao leilão da Banda C tra-vestida de Telesp
Celular.
Refletores
Não que o RR
morra de amores pelo personagem, mas o diretor de investimento da Previ,
Gilberto Audelino, está na berlinda. Em tempos de intervenção na fundação,
ele estaria a caminho do escritório do BB em Nova York.
Os planos da Philip
Morris para a Fleischmann/Nabisco no Brasil incluem a venda da Leite
Glória, uma de suas marcas mais tradicionais, e de algumas unidades.
Canto do cisne
Como seu
derradeiro ato, Pedro Mozevit, que está deixando a presidência da Degrémont
no Brasil, deverá fazer um lance para levar a Aquamec Enfil, de São Paulo.
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