BC sorteia alguns felizardos e cria a facção dos indigentes do CCRParece até uma trama assinada por Glória Magadan. O arrastado folhetim da suspensão da concessão de CCRs pelo Banco Central está apresentando agora o seu mais novo e talvez mais tenso capítulo: um grupo de empresas, entre elas Siemens, a trading Silex e Andrade Gutierrez, bateu na porta do BC, furioso, querendo saber quais foram os critérios utilizados pelo banco para liberar alguns contratos em detrimento de outros. A autoridade monetária, mesmo que na base do conta-gotas, decidiu autorizar a concessão de crédito para exportações fechadas até o dia 3 de maio. Ocorre que este seleto time de corporações assinou um grande volume de contratos exatamente nesta data e acreditou que a limitação dos CCRs a operações de, no máximo, US$ 100 mil valeria apenas a partir de 4 de maio. Para se ter uma idéia do rebuliço, na maioria dos casos, é o alto-comando das empresas envolvidas que vem conduzindo diretamente as gestões com o BC. Executivos da matriz da Siemens estariam tentando uma conversa, face to face, com Armínio Fraga ou Daniel Gleizer, diretor da área internacional do banco. O empresário Sérgio Andrade também teria tomado à frente do imbroglio, na tentativa de salvar algumas exportações fechadas pela Andrade Gutierrez. Por apenas um único dia, todas as empresas que tinham contratos de CCR fechados em 3 de maio podem ver uma dinheirama escorrer pelo ralo abaixo. A Andrade Gutierrez teria acertado com países da América Latina um pacote de quase US$ 100 milhões em exportações de equipamentos e serviços, todas devidamente impulsionadas pelas cartas de crédito. A Siemens, por sua vez, corre o risco de perder algo em torno de US$ 80 milhões. No total, os contratos oficializados no fatídico 3 de maio chegariam a US$ 400 milhões. E não se pense que a vida das empresas que tiveram suas operações liberadas vem sendo um mar-de-rosas. Apesar do sinal verde do BC, os créditos estão saindo em mirradas prestações. Molière
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Relatório
nº 1542 Divergências entre os controladores da Wind - Enel, Deutsche Telekom e France Telecom - estão tirando a operadora italiana do leilão da Banda C. Se as vendas do Classe C não decolarem, a Mercedes-Benz deverá realizar um tesourada na unidade de Juiz de Fora no segundo semestre de 2001. Para atender, digamos assim, a um pedido do presidente da Caixa, Emílio Carazzai, a Funcef vai passar um pente-fino em sua carteira mobiliária. Divergências entre os controladores da Wind - Enel, Deutsche Telekom e France Telecom - estão tirando a operadora italiana do leilão da Banda C. Manda-chuva A Vale do Rio Doce e o Banco do Brasil estão semeando em campo fértil cibernético. A parceria pode sair em breve. O setor de agribusiness agradece. Agip
news I Agip
news II Nos últimos dias, o presidente da Trans-petro, Mauro Campos, não fala de outra coisa: está perto de fechar um swap de ações em terminais marítimos com a mexicana Pemex. Copo
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