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Petrobras
acende o fogo
e prepara uma fritada na Gaspetro
Por
onde quer que ande, o presidente da Gaspetro, Rodolfo Landim, tem sentido
um insuportável cheiro de fritura no ar. E já sabe muito bem onde o
óleo está sendo esquentado. Alçado recentemente à condição de homem
forte da Petrobras na área de gás, Delcídio do Amaral Gomez não tolera
mais as constantes chorumelas de Landim, notadamente em relação ao uso
do Gasoduto Bolívia-Brasil, e deu um ultimato ao executivo. O presidente
da Gaspetro teria não mais do que um mês para apresentar um planejamento
financeiro que envolva, de uma só tacada, a redução dos custos da estatal,
a entrada em consórcios para a construção de térmicas ao longo do traçado
do Bolívia-Brasil e, sobretudo, a compra das ações da Enron na CEG.
Caso contrário, a porta é a serventia da casa. Nas duas primeiras determinações,
a tarefa não é tão árdua. Mas é na última exigência que Landim corre
os maiores riscos de tropeçar. A Enron não está nem um pouco disposta
a negociar sua participação na distribuidora de gás do Rio para a Petrobras.
O próprio presidente do grupo no Brasil, James Bannantine, já teria
alertado a matriz sobre os riscos que o grupo correria ao entregar parte
do controle da empresa para a estatal, que já tem plenos poderes sobre
o transporte da commodity. Landim vai ter que usar muita lábia para
dobrar os norte-americanos. Delcídio Gomez já avisou a Landim que não
quer mais ouvir as reclamações sobre a decisão da ANP de liberar a passagem
de gás pelo Bolívia-Brasil, trazido pela Enron e outras concorrentes
da Gaspetro, que embutem no cálculo do preço do transporte a distância
percorrida. O discurso de defesa da chamada tarifa postal, com preço
único independente da distância, tão propalado pelo presidente da Gaspetro,
será substituído por uma guerra comer-cial. Landim está autorizado a
baixar os preços aos níveis oferecidos por Enron, El Paso e Pan American
Energy. O alvo é o mercado paulista. Como a British Gas jogou uma ducha
de água gélida nas negociações para o ingresso da Gaspetro no capital
da Comgás, resta à Petrobras crescer em São Paulo através da oferta
de preços competitivos. Em troca, a Gaspetro ganharia contratos de longo
prazo, garantindo o fluxo de suas reservas na Bolívia.
Um
refresco panamenho na balança comercial
A
balança comercial, penhoradamente, agradece. O governo está trabalhando
em um grande acordo diplomático-comercial para aumentar a colocação
de produtos nacionais na costa oeste dos Estados Unidos através da utilização
do Canal do Panamá. Não é nada, não é nada, mas segundo cálculos preliminares,
a operação poderá representar um reforço de US$ 300 milhões nas exportações
já em 2001. As negociações estão sendo articuladas pelo Itamaraty e
o Ministério das Relações Exteriores junto ao governo panamenho. Segundo
um diplomata do primeiro escalão, que participa diretamente das gestões
entre os dois países, haveria estudos também para a criação de mecanismos
de crédito que viabilizariam as exportações feitas através do Canal.
Inicialmente, o governo brasileiro privilegiaria o comércio de manufaturados,
como aço e até mesmo aviões, que impactaria diretamente a já robusta
carteira de vendas da Embraer. Com o acordo, o Brasil contará com algumas
facilidades de logística. Empresas do Panamá ajudarão nos transporte
dos produtos. É provável que até a Companhia Panamenha de Aviação, representada
no mercado brasileiro por uma consultoria, abra um escritório no país,
e coloque aviões de carga à disposição do projeto. Em contrapartida,
o governo brasileiro vai trabalhar pela ampliação do comércio entre
o país central-americano e os integrantes do Mercosul.
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Relatório
nº 1541
-19/12/2000
Do jeito que a prosa vai,
não demora muito e a Cooper Cameron e a Shell entram juntas na exploração
e produção de petróleo.
O DEG financiará a construção
de redes de telefonia móvel no país por empresas alemãs. A Sie-mens
já está na fila do gargarejo.
A Sistel quer fechar
até meados de janeiro uma parceria para disputar a Banda C. A fundação
ficaria com 10% do consórcio..
Data
marcada
De viva-voz, Francisco
Gros já teria passado o bastão a Eleazar de Carvalho. A orientação é
para que logo após a licitação das Bandas C, D e E, seja dada a partida
na venda dos 25% que a BNDESPar tem na Telemar.
Ponte
aérea
Foram necessárias
cenas de denúncia explícita por parte do governo de São Paulo, acionista
da Vasp, para que José Luís Osório e a sempre atenta e vigilante CVM
despertassem para os salamaleques no balanço da empresa.
A
fila cada vez aumenta mais. Agora, seria a vez do ING dar a sua espiadela
nos números do Besc.
Um
dossiê sobre as dívidas junto ao BB de um integrante do governo, ligado
à pasta do Desenvolvimento, anda perambulando por vários gabinetes em
Brasília.
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Polícia
montada
Uma coisa não tem
a ver com outra. Indiferente às possíveis retaliações do governo canadense
ao Brasil, a Hidro Quebec já avisou à Aneel que participará da próxima
rodada de licitações de hidrelétricas.
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Leite
A
A parceria com a conterrânea
Sancor não é o único trunfo da argentina Milkaut para o mercado brasileiro.
O presidente da companhia, Luis Jullier, vai fazer uma baita oferta para
comprar 20% do capital da Itambé.
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Ancoradouro
Mal encerrou a disputa
pelo terminal de contêineres de Suape, o diretor da Wilson Sons, Cláudio
Martins Marote, já negocia parcerias para levar outros terminais no eixo
Rio-São Paulo. |