Banespinha de Santa Catarina é promessa
de um leilão de verdade

O Banespa está morto! Viva o Besc! Depois do resultado do leilão do banco paulista, a instituição catarinense transformou-se praticamente em uma espécie de pocket Banespa. Uma versão em miniatura é verdade, porém, com poder para determinar quem é quem no ranking do setor. Com uma grande diferença: tudo indica que o Banespinha de Santa Catarina conseguirá o que nem mesmo o original foi capaz de fazer: reunir na mesma hora e no mesmo local Bradesco, Itaú, Santander, Unibanco, HSBC, Citibank, dentre outros. O fato é que todos estes bancos, embora alguns ainda adotem a tática da dissimulação, já destacaram equipes para revirar os números do Besc. Tanto que, horas depois da venda do Banespa, o Banco Central trabalhava com a hipótese de um ágio ainda mais espetacular pelo banco catarinense. Além disso, o BC está enxergando mais à frente. O sucesso de bilheteria na privatização do Banespa e, como tudo leva a crer, um overprice também fabuloso no leilão do Besc amoleceriam os ideais estatizantes de Olívio Dutra e forçariam a venda do Banrisul, este sim capaz de "bagunçar" todo o ranking bancário, com os seus quase R$ 7 bilhões em ativos. Cada qual com suas motivações particulares, quem entrou e quem ficou de fora do Banespa vai bater ponto no leilão do Besc. O Unibanco, que perdeu a terceira posição no ranking, se aproximará do Santander se levar o banco catarinense. Com o Banrisul, então, chegaria a um empate técnico com os espanhóis - cerca de R$ 86 bilhões em ativos contra R$ 56,6 do Santander/Banespa. Depois seria só engolir um dos bancos estaduais menos votado para reconquistar o terceiro posto. O HSBC é outro que vem estudando com afinco os números do Besc, remetendo inclusive reports periódicos para a matriz. No seu caso específico, a questão não é nem o ranking bancário, mas a perda de espaço que teve na Região Sul, antigo grotão do velho Bamerindus, depois que o Itaú laçou o Banestado. Hoje, o HSBC tem pouco mais de 270 agências na região. A casa bancária dos Setúbal possui quase 600 agências. Se levar o Besc e o Banrisul chega perto de 1,2 mil pontos de atendimento e aí para o HSBC pegar o Itaú só mesmo com motor turbinado. O próprio Santander não deve sossegar com o Banespa. Ficando com o Besc e o Banrisul alcançaria cerca de R$ 64,2 bilhões em ativos, ejetando o Itaú (R$ 63,9 bilhões) da sua cômoda posição de segundo do ranking. O Bradesco entra firme até para atrapalhar a estratégia do Itausur. Além do mais, tem hoje, aproximadamente, apenas 360 agências no Sul, o que o deixa desconfortavelmente bem atrás do seu maior concorrente. Já o BBVA trava uma batalha de vida e morte no mercado brasileiro. Tudo que cair na rede para ele é peixe, aliás, é lucro.


Previ deserda todas as distribuidoras e elege a CPFL como jóia da sua carteira

A decisão, como sempre, será de todo o colegiado. Mas, quem tem se empenhado na revisão das participações da Previ nas distribuidoras de energia elétrica é o seu próprio presidente, Luiz Tarquínio. Já contaria, inclusive, com o apoio dos diretores Sérgio Rosa, de Participações, e Erik Persson, de Planejamento. A reestruturação passaria pela venda das ações da Previ nas distribuidoras RGE, Coelba, Celpe e Cosern. O fundo de pensão permaneceria somente no capital da paulista CPFL, onde tem 38% de participação. O passo seguinte seria negociar com a VBC, controladora da CPFL, um aumento de capital sob medida, de forma a elevar um pouco a participação do fundo de pensão na distribuidora. A Previ não pretende repetir o erro que cometeu na siderurgia, participando do capital de empresas concorrentes entre si. Cabe lembrar que as distribuidoras de energia elétrica, a partir de 2003, escolherão a geradora que lhes venderá a commodity. Em princípio, foram basicamente dois os motivos que levaram a Previ a escolher a CPFL: o bom relacionamento societário entre o fundo de pensão e a VBC e os seus recorrentes lucros. O encanto de Tarquínio pela distribuidora ajudou com o resto.

 

Revista Brasil Sempre

 

Revista Case Sttudies

 

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1532 - 06/12/2000

Rodada de fogo
O Itaú vai lutar até o último minuto contra a sua exclusão do edital de venda das ações da Funcef na Caixa Seguros. Sabe que o concorrente nº1 pretende detoná-lo pelos flancos da sua operação de seguros. E que ainda teria um outro trunfo na manga. A entrada na Caixa equilibraria a contenda.


Philippe Reichstul não descansará enquanto não tirar da Petrobras os coniventes com as manobras contratuais da Marítima.


Double page
A associação entre a Souza Cruz e a Ambev em um portal de comércio eletrônico é só a ponta do iceberg. O passo seguinte vem sob a forma de uma nova empresa. No caso, a criatura passa a ser maior que os criadores.


A americana Earth Tech entrará na disputa pela linha de transmissão Curitiba-São Paulo.


Xeque-mate
Sérgio Kano, presidente do Porto de Suape, em Pernambuco, ganhou uma batalha na guerra com o Porto de Pecém, no Ceará. Está trazendo a construção de um terminal marítimo que iria para o adversário.


A Perez Companc está entrando no data room da Copene como mosca de padaria. Pousa mas não come.


Juiz de paz
Cláudio Muller, diretor da Pan American, pediu que a ANP arbitre o impasse entre a companhia americana e a Petrobras. Motivo: passagem de gás pelo Bolívia-Brasil.

 

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