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Telecom
Italia reúne operadoras na mesma
área de cobertura
O
recente acordo para a compra das participações da Globopar, Bradesco
e Vicunha na Maxitel não foi um ato isolado da Telecom Italia para simplesmente
adquirir o controle da operadora da Banda B em Minas Gerais, Bahia e
Sergipe. Os italianos estão olhando para muito mais longe e com uma
só intenção: promover uma fusão entre a Maxitel e as outras duas empresas
de telefonia celular que controla no país, a Tele Nordeste (Banda A
em seis estados do Nordeste) e a Tele Celular Sul (Banda A em Santa
Catarina, Paraná e Pelotas, no Rio Grande do Sul). A cirurgia deverá
ser feita tão logo a Anatel anuncie a nova regulamentação do setor,
que moderniza as já caducas normas estabelecidas ainda por conta do
leilão da Telebrás. Existe ainda uma segunda intenção por trás de toda
esta estratégia: entrar firme na disputa da Região 1 - que engloba o
equivalente à área de concessão da Telemar na telefonia fixa - para
arrematar licenças das Bandas D ou E nos estados onde ainda não atua
nessa região. Para evitar sobreposição de licenças e para reduzir o
preço que vai apresentar na disputa, a Telecom Italia devolverá para
a Anatel as licenças de D ou E nos estados de Minas Gerais, Bahia e
Sergipe se conseguir arrematar a Região 1. Em contrapartida, conseguiria
um desconto da Agência de aproximadamente R$ 470 milhões no preço que
será ofertado por toda a região. Para a Telecom Italia, transformar
as três empresas em irmãs xifópagas é projeto para ontem. A razão de
tanta pressa é exatamente a situação financeira da Maxitel. A empresa
carrega um passivo na casa de R$ 2 bilhões, entre dívidas com instituições
financeiras e fornecedores de equipamentos, como Ericsson. Está certo
que a Tele Sul e Tele Nordeste não são nenhuma Coca-Cola, mas, pelo
menos, são empresas que dão lucro ano a ano, e não têm um décimo dos
problemas financeiros da Maxitel. Ao colocar tudo em um só pacote, a
Telecom Italia poderia diluir a dívida da Maxitel, aumentaria o seu
valor e ainda teria uma grande companhia, com atuação em 12 estados.
Uma espécie de Telemar do celular, só que bem maior.
Florida
Power apaga
o Brasil do seu mapa
A americana
Florida Power entrou na fila do check in para fazer o vôo de
volta para os Estados Unidos. Decidiu se juntar ao grupo que parte sem
deixar vestígios, que inclui a inglesa PowerGen e também a americana
Reliant. A companhia está fechando a filial brasileira ainda este mês
e não deixará nem um escritório para contar a história. O diretor da
Florida Power no Brasil, Olavo Batista, inclusive já avisou a todos
os parceiros sobre a debandada. A decisão da matriz americana coloca
na gaveta, pelo menos, dois projetos de termelétricas que já estavam
acertados no Brasil, empreendimentos da casa de US$ 700 milhões. Uma
reviravolta e tanto, já que a usina do Pólo Gas-Sal do Rio Grande do
Norte e a de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, já estavam com o financiamento
a meio caminho andado com o BNDES e bancos estrangeiros. Seriam liberados
US$ 170 milhões para a termelétrica do Pólo capixaba e US$ 350 milhões
para a de Três Lagoas. A diferença nesta saída está no motivo. A Florida
Power, que já estava insatisfeita com os rumos do programa prioritário
de termelétricas - sem uma decisão sobre o hedge do risco cambial
das usinas a gás - estremeceu com a reviravolta portenha. Risco cambial
para construir térmicas com o peso argentino sob pressão seria um salto
largo demais para os americanos, já que a companhia pretendia investir
exclusivamente em geração térmica no mercado brasileiro. E mesmo assim
energia nova através da construção de usinas a gás. A decisão do alto-comando
da Florida Power não deixa dúvidas sobre a sua decisão. O Brasil foi
riscado do mapa dos negócios internacionais do grupo, pelo menos, nos
próximos três anos.



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relatório
nº 1531 -5/12/2000 font>
A
estrela sobe
O governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, vai estimular a formação
de uma SPE com participação de expressiva parcela do PIB empresarial.
O objetivo é a construção de diversos projetos de infra-estrutura.
Voltou à estaca zero a negociação entre a Inepar Energia e a
CSW para a venda das ações do grupo paranaense nas distribuidoras Celpa
e Cemat.
Minifúndio
Ricardo Gehrke, presidente da Esso, insiste em ficar com uma lasca do
campo de Albacora Leste, controlado pela Petrobras e Repsol/YPF. O grupo
teria feito uma oferta por, pelo menos, 10% do negócio.
Pagando
o pato
A reviravolta no capital da CEG deverá carimbar o retorno para a Espanha
do presidente da companhia, José Antônio Guillen. A saída seria para
facilitar um novo arranjo entre os sócios.
A venda da Cagece, companhia de água do Ceará, foi empurrada para o
início de 2002.
Dodeskasden
O grupo japonês Kyocera estaria negociando parceria com a conterrânea
NTT para a fabricação e comercialização de aparelhos celulares no país.
A unidade seria construída em São Paulo.
Cartão
de visita
A espanhola Ondagua será a porta de entrada da Endesa na disputa dos
leilões de empresas de saneamento. O grupo negocia parceria com o BB
Investimentos.
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