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Transbrasil
não decola
nem com o combustível financeiro da União
Durante
anos, a Transbrasil apregoou que tinha um elixir milagroso para a sua
situação financeira: a ação que movia contra a União por perdas causadas
por planos econômicos. Pois a empresa, enfim, ganhou a batalha jurídica,
o dinheiro - cerca de R$ 725 milhões - já entrou no seu caixa, mas,
ainda assim, tudo segue praticamente como dantes no quartel de Omar
Fontana. As complicações fi-nanceiras não cedem de jeito nenhum. Neste
momento, a empresa estaria encontrando sérias dificuldades para renegociar
sua dívida com a Infraero, que está na casa dos R$ 300 milhões. E não
pára por aí. A Transbrasil precisou devolver, recentemente, seis aviões
à GE Capital, por não conseguir arcar com os compromissos referentes
ao leasing das aeronaves. Além disso, continua mantendo, bem discretamente,
é verdade, o enxugamento do seu pessoal - desde 1998, as demissões já
chegariam a 1,5 mil funcionários. Uma das mais sintomáticas evidências
de que os ventos continuam soprando contra a companhia é o fato de que
pode não passar de um sonho a pretensão já alardeada pelo presidente
da Transbrasil, Celso Cipriani, de retornar à ponte aérea Rio-São Paulo
em janeiro. A empresa não está conseguindo alugar aviões modelo 737,
com turbina especial B-2, exigidos para a operação na rota Rio-São Paulo.
São necessárias, pelo menos, três aeronaves para se fazer 20 freqüências
diárias e tornar o negócio minimamente rentável. O problema é que a
locação dos aviões exige até US$ 300 mil mensais. Um investimento de
risco, sobretudo porque a Transbrasil não tem a menor noção se vai ter
lucro. Alçado à presidência da Transbrasil pelo sogro Omar Fontana -
muito mais por ser uma solução à mão do que propriamente por qualquer
outro critério de eficiência - Cipriani até conseguiu aumentar o faturamento
da companhia. Nos primeiros seis meses do ano, a receita passou dos
R$ 400 milhões, acima dos R$ 330 milhões registrados entre janeiro e
junho de 1999. Em compensação, comparando-se os dois períodos, as despesas
operacionais saltaram de R$ 57 milhões para quase R$ 158 milhões e o
prejuízo, de R$ 80 milhões, para mais de R$ 113 milhões. Outro problema
sério da Transbrasil é o seu pa-trimônio líquido, negativo em R$ 56
milhões, situação que fica ainda mais delicada pelo fato da empresa
não ter nenhum avião próprio.
Força-tarefa
multinacional
vem combater a Raytheon
na batalha do São Paulo
O porta-aviões
Foch, comprado da Marinha francesa, ainda nem aportou em terra
brasileira e já está provocando uma intensa guerra de bastidor para
saber quem vai reequipar o sistema eletrônico do navio, um negócio de
algumas dezenas de milhões de dólares. A European Aeronautics Defense
Space (EADS), uma megaempresa de material de defesa, sistemas de comunicações
e aeronáutica, com capital francês, alemão e espanhol, está saindo na
frente para levar o contrato, que ainda será disputado pela Raytheon
e outras companhias americanas. A EADS negocia com o comando da Marinha
um acordo que envolveria não só a modernização do sistema eletrônico
do São Paulo, mas também o financiamento da compra de equipamentos.
E não é só. Quem acertar com a Marinha, estará com um pé dentro de outros
negócios de sistemas de comunicações de segurança envolvendo as Forças
Armadas e abrirá as portas de um mercado que chegará a cerca de US$
10 bilhões em todo o cone sul no próximo ano. Para fortalecer ainda
mais a sua resistência à investida da Raytheon, a EADS está trazendo
para o consórcio a italiana Finmecanica, que se juntará às francesas
Aerospatiale e Matra, à alemã Dasa e à espanhola Casa. Os europeus não
querem ficar assistindo de novo a uma vitória americana devidamente
chancelada pela Casa Branca.



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relatório
nº 1530 -4/12/2000 font>
Instituto
"Serjão"
Voltou a se falar em FMI no governo. Mas, calma lá, os
defensores da luminosa sugestão não são da equipe econômica. A idéia
é mais ou menos a seguinte: FHC entra com seu prestígio internacional
e uma conversa-fiada de sucessão e o Fundo com um confortável colchão
de liquidez.
Estranho? Informações vazadas da própria Casa
Civil da Presidência dão conta de que Pedro Parente será substituído
por Euclides Scalco, presidente de Itaipu Binacional.
Mapeado
A Vodafone decidiu se concentrar na disputa de licenças
de celular na região 1, que inclui o Nordeste e parte do Sudeste.
A
PDVSA, da Venezuela, escolheu o Nordeste para estrear na distribuição
de combustíveis. Vai junto com a Repsol.
PTzzalato
A corrente Articulação do PT anda com os nervos à flor
da pele devido às informações de que alguns dos dirigentes de fundos
de pensão, filiados ao partido, estão se tornando demasiadamente prósperos.
Eliezerianas
Eliezer Batista se encontrou reservadamente com Franciso
Gros e Armínio Fraga na sede do BNDES nesta última sexta-feira. Foi
apresentar o desenho final de um programa de desenvolvimento econômico
encomendado por FHC.
A
Shell está com um pé dentro do mercado futuro de álcool
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