Covas tira água de pedra
para privatizar a Sabesp

O governador Mário Covas já fala em deixar o leilão de venda da Sabesp para o seu sucessor. Leilão do controle, que fique bem claro. Isto porque Covas encontrou um caminho capaz de unir os prós e os contras na diretoria da empresa e no alto tucanato paulista, tendo à frente o ministro da Saúde, José Serra, que tem pressionado o governador para esquecer a privatização da empresa. O governo venderá 38% dos 88% que o Tesouro paulista detém no capital ordinário da Sabesp - o restante está nas mãos de investidores e prefeituras. As ações deverão ser todas colocadas em um bloco só para que o governo consiga atrair um sócio estratégico. O novo parceiro capitalizaria a empresa e agregaria tecnologia para reduzir o desperdício e facilitar a integração da captação, distribuição e tratamento de água e esgoto. Será contratado nos próximos meses um adviser para fazer a avaliação do valor das ações que serão ofertadas. Ainda está programado um road show voltado especialmente para operadoras internacionais. O motivo da ênfase aos grupos que ainda não se encontram no Brasil é a quase certeza do governo paulista de que as gigantes francesas Vivendi e Lyonnaise des Eaux, a portuguesa EDP, os alemães da RWE e as construtoras Andrade Gutierrez, Cowan, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Carioca estão no páreo para a aquisição da Sabesp. Ressalte-se que o grande interesse não se deve apenas ao puro e simples investimento em ações da maior companhia de saneamento do Brasil e que está entre as dez maiores do mundo. Quem comprar os 38% naturalmente leva, de lambuja, uma posição privilegiadíssima para adquirir o controle quando a empresa for privatizada. Mas nem tudo está alinhavado. Preocupado com o efeito Cemig - em que o governador Itamar Franco mandou para o espaço o contrato assinado com as americanas AES e Southern - Mario Covas estuda estabelecer um acordo de acionistas sem qualquer preferência na venda do controle para o novo sócio. Pretende também determinar um direito de veto do futuro acionista restrito aos investimentos da empresa em que fosse necessário aporte ou aumento de capital. A pergunta que não quer calar é: quem faria esse lance no escurinho da sucessão de Covas em 2003? Dois Mercantis separam o BBVA do Safra Depois de assistir ao Santander dar duas tacadas seguidas no Brasil - Bozano/Meridional e Banespa - chegou a hora do BBVA tentar mostrar sinal de vida. Não faz mais do que a obrigação. Para começar, já destacou um pequeno pelotão para fazer uma tomografia completa nos números do Besc. Até aí, convenhamos, nenhuma novidade. A torcida do Flamengo toda vai estar no data-room do banco catarinense. A principal tacada mesmo viria através de uma dupla de homônimos da banca nacional: Mercantil Finasa e Mercantil do Brasil. O BBVA reabriu, nas últimas semanas, as negociações para comprar a casa bancária do Dr. Gastão Bueno de Vidigal. A informação não foi colhida junto a curiosos ou aventureiros de plantão, mas sim um integrante da família Vidigal, que compartilha dos mais viscerais segredos do clã. Neste caso, porém, sutil ironia, adivinhem quem estava no caminho dos espanhóis? Bingo! O Santander também vinha mantendo conversações com o Dr. Gastão até alguns dias antes do leilão do Banespa. A dúvida é se, depois de participar de tão pantagruélico banquete, ainda terá apetite para mais uma dispendiosa refeição em tão curto espaço de tempo. No caso, do Mercantil do Brasil (BMB), pelo menos, em teoria, a investida é bem mais simples. O banco mineiro perdeu muito fôlego nos últimos anos e não é de hoje que a família Araújo, sua controladora, pensa em negociá-lo. Embora sua operação não seja nenhuma maravilha, o BMB poderia agregar valor ao BBVA na rede de atendimento. Hoje, os espanhóis têm aproximadamente 300 agências no país. Com a aquisição, chegariam a quase 500. Mas um Mercantil só não faz verão. O ideal para o Bilbao seria mesmo colocar tanto o mineiro como o paulista, do Dr. Gastão, no bolso. Dessa forma, alcançaria mais de 700 agências. E mais: passaria dos R$ 21 bilhões em ativos, encostando no Safra na sexta posição do ranking.

 

Dois Mercantis separam o BBVA do Safra

Depois de assistir ao Santander dar duas tacadas seguidas no Brasil - Bozano/Meridional e Banespa - chegou a hora do BBVA tentar mostrar sinal de vida. Não faz mais do que a obrigação. Para começar, já destacou um pequeno pelotão para fazer uma tomografia completa nos números do Besc. Até aí, convenhamos, nenhuma novidade. A torcida do Flamengo toda vai estar no data-room do banco catarinense. A principal tacada mesmo viria através de uma dupla de homônimos da banca nacional: Mercantil Finasa e Mercantil do Brasil. O BBVA reabriu, nas últimas semanas, as negociações para comprar a casa bancária do Dr. Gastão Bueno de Vidigal. A informação não foi colhida junto a curiosos ou aventureiros de plantão, mas sim um integrante da família Vidigal, que compartilha dos mais viscerais segredos do clã. Neste caso, porém, sutil ironia, adivinhem quem estava no caminho dos espanhóis? Bingo! O Santander também vinha mantendo conversações com o Dr. Gastão até alguns dias antes do leilão do Banespa. A dúvida é se, depois de participar de tão pantagruélico banquete, ainda terá apetite para mais uma dispendiosa refeição em tão curto espaço de tempo. No caso, do Mercantil do Brasil (BMB), pelo menos, em teoria, a investida é bem mais simples. O banco mineiro perdeu muito fôlego nos últimos anos e não é de hoje que a família Araújo, sua controladora, pensa em negociá-lo. Embora sua operação não seja nenhuma maravilha, o BMB poderia agregar valor ao BBVA na rede de atendimento. Hoje, os espanhóis têm aproximadamente 300 agências no país. Com a aquisição, chegariam a quase 500. Mas um Mercantil só não faz verão. O ideal para o Bilbao seria mesmo colocar tanto o mineiro como o paulista, do Dr. Gastão, no bolso. Dessa forma, alcançaria mais de 700 agências. E mais: passaria dos R$ 21 bilhões em ativos, encostando no Safra na sexta posição do ranking.

 

 

Revista Brasil Sempre    Revista Case Studies

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1529 - 1/12/2000< /font>

Frente única
O ágio da Cesp Paraná está virando pó. A Duke Energy e a AES estão fechando um superconsórcio que incluiria ainda a VBC, a EDP e os franceses da EDF. Todos seriam agrupados em uma SPC e a participação de cada um seria proporcional ao montante de energia elétrica contratado a futuro com a própria SPC, que seria a controladora da Cesp Paraná.


O grupo hoteleiro americano Hyatt não está sozinho no Brasil. O seu diretor Mylies McGarty conta com o caixa abarrotado da conterrânea OPIC.


Buraco negro
A Lehman Brothers andou sondando o setor petroquímico para ver se havia alguém interessado em dar um firme nas ações da Unipar pertencentes à Odebrecht. Ninguém se habilitou.


Feira livre
A presidenta da BP do Brasil, Ieda Gomes, negocia a compra de blocos de petróleo da Petrobras que ainda não foram explorados.


A contabilidade das verbas de campanha de FHC ainda vai dar muita dor de cabeça para o Presidente. E é para breve.


Sem anéis
Albert Blum ainda tenta uma última cartada para ficar no comando da ADTranz no país. Assumiria o grupo no Mercosul, mas sem interferir na operação brasileira.


O alemão Hypovereins-bank está de olho nas participações de gás da Enron no Brasil.

 

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