Best Buy entra na fila pelo
controle do Ponto Frio

Depois de Pão de Açúcar, leia-se Casino, Carrefour e Printemps, a lista de pretendentes à compra do Ponto Frio acaba de ganhar mais um integrante: a americana Best Buy. Uma das maiores redes de varejo dos Estados Unidos, com mais de 360 lojas em 39 estados, a companhia já teria procurado a Goldman, Sachs, mandatária da venda das ações de Dona Lily Safra na companhia. Com bala na agulha, é provável que o grupo inclua também nas conversações com o banco norte-americano uma oferta para comprar a participação do empresário Simon Alouan, dono de 12% do Ponto Frio. De todos os candidatos até agora cogitados à compra do Ponto Frio, a Best Buy talvez seja quem tem um perfil mais parecido com o da rede varejista. Embora tenha, nos últimos anos, ampliado a venda de equipamentos de informática e de escritório, a companhia atua basicamente na comercialização de eletroeletrônicos em áudio e vídeo, em um total de 5,8 mil produtos. O ímpeto para investir no Brasil vem, em grande parte, dos excelentes resultados dos últimos anos. Desde 1998, sua receita líquida anual cresceu 50%, passando de US$ 8 bilhões para US$ 12 bilhões no último exercício. Esse desempenho, inclusive, levou a Best Buy a investir na abertura de mais 60 lojas nos Estados Unidos até o fim de 2001, que vão se somar às 47 inauguradas neste ano. Quem sabe esta sanha expansionista do grupo americano não inclui também as quase 350 lojas do Ponto Frio?

 

Uma solução salomônica em Angra 3

A longa e renhida disputa entre alemães e franceses em torno da construção da Usina Angra 3 poderá acabar em um diplomático empate. Um consórcio franco-germânico formado pela Framatome e a Siemens é o mais novo e - pode até se dizer - mais forte candidato ao negócio. Ao contrário de velhos pretendentes à operação, como EDF e o banco KFW, a dobradinha deixou de lado os "entretanto" e foi direto aos "finalmente". Já teria mantido conversações com o Ministério de Minas e Energia e apresentado suas credenciais. Como principal trunfo, a garantia firme de financiamento de um pool de bancos europeus, entre eles o Crédit Agricole. Nos contatos com o ministério, Framatome e Siemens também gostaram do que ouviram. O governo propôs que o investimento dos grupos privados seja ressarcido através da exploração da energia gerada em Angra 3 durante um período entre 15 e 20 anos. O nome da Siemens já foi até cogitado como provável candidato à construção e operação de Angra 3, porém a francesa Framatome entrou de maneira repentina na disputa. Mas, é bom não encará-la como um azarão. Um dos principais grupos do setor na Europa, a companhia participa de projetos de usinas nucleares em países como Rússia, Ucrânia, Eslováquia, República Tcheca e África do Sul. No ano passado, faturou mais de US$ 3 bilhões.

Agip lança sua própria versão do
Pró-Álcool

Depois de comprar mais de mil postos em São Paulo e no Centro-Oeste, a Agip está dando uma nova tacada relacionada à área de distribuição. O grupo vai partir para a comercialização de álcool no mercado futuro, operação praticamente inédita no país, mas costumeiramente utilizada pelas grandes distribuidoras mundiais de combustíveis. O negócio consiste na compra de Cédulas do Produto Rural (CPRs) emitidas pelo BB relativas à venda futura de açúcar de usinas da Copersucar. A transação vai funcionar como um hedge contra as flutuações do preço da commodity no mercado interno. Com isso, a Agip acredita que conseguirá recuperar as quedas de margem que, por ventura, venha a ter no mercado retalista. Esta operação não quer dizer, no entanto, que a Agip tenha perdido momentaneamente o apetite pela aquisição de postos. Ao mesmo tempo em que coloca as últimas vírgulas neste projeto, está vasculhando novas oportunidades de aquisição nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

 

 

Revista Brasil Sempre    Revista Case Studies

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1525 - 27/11/2000

Injeção eletrônica
A matriz da Ford mandou um recado para Antônio Maciel, presidente da empresa no país: vai dar um reforço de caixa na empresa durante a construção da fábrica na Bahia. Depois, a filial terá que andar pelas próprias rodas.


José Antônio Muniz, presidente da Eletronorte, está preparando a empresa para a sua privatização ainda no primeiro semestre de 2001.



Blitz, documento!
Rinaldo Soares anda preocupado e não é para menos. Justo agora que a CVM está aceitando queixas de tudo quanto é lado, pipocam na mesa de José Luís Osório dossiês de minoritários da Usiminas contestando sua incorporação pela Cosipa.


A Telefónica está cansada de esperar o anúncio da venda da empresa paulista de transmissão. Qualquer hora, pula fora do negócio.


Primeiro de abril
Animada pelo anúncio de venda integral da Cemig, a Southern estava preparando uma oferta. Com o desmentido, ficou com cara de boba e jogou a proposta no lixo.


Após o leilão da Copene, o BNDES vai mergulhar na reestruturação acionária das distribuidoras de energia.


Pela culatra
Foi em vão o fuzuê da TBG. A ANP teria comunicado ao diretor da empresa, André Cordeiro, que não haverá preço único nos próximos contratos para transporte de gás pelo Bolívia-Brasil.


A MPE já admite vender sua parte na Ferropar para a ALL.

 

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