O dia em que os dois Pedros salvaram os fundos de pensãoQuebrou o pau no Palácio do Planalto entre Pedro Malan, Pedro Parente e Everardo Maciel. Bem, quebrou o pau é um modo de dizer. Os dois primeiros fecharam-se em quatro paredes com FHC e o demoveram da idéia de tributação em 6% sobre o ganho de capital dos fundos de pensão. A proposta, talvez a enésima vez que Maciel tentou taxar as fundações, seria sua singela contribuição ao pires no qual estão sendo recolhidos os caraminguás para o aumento do salário mínimo. A Receita estima que a medida permitiria uma arrecadação entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões em 2001. Para amaciar a fúria das fundações, que prometiam recorrer ao Supremo, Maciel já tinha um coelho na cartola: proporia a retirada dos diversos questionamentos dos atos administrativos dos fundos de pensão que correm na Justiça, no valor de R$ 8 bilhões. Em suma: venderia com deságio processos de sentença duvidosa. Malan e Parente bateram o pé, afirmando que era pragmatismo demais tributar poupança. Um deles teria dito: "Isso nem o Lula faria". O precedente permitiria que, no futuro, em uma nova rodada de aumento do salário mínimo, se taxasse, por exemplo, os fundos de capital estrangeiro. Não se entenda, porém, a providencial interferência dos dois Pedros como uma intervenção definitiva no afã de Maciel em sua escalada tributária. O Leão já tem uma alternativa no bolso do colete para o caso de sua contraproposta de suspensão do sigilo bancário ser recusada: pretende que a CPMF seja aumentada em 0,08 ponto percentual.
Alstom deixa seus sócios no serenoCaiu uma batata fervente no colo das espanholas Abengoa, Inabensa e Elecnor. A Alstom decidiu pular fora do consórcio que venceu a disputa para expandir a linha de transmissão Norte-Sul. Antes mesmo do leilão, a companhia francesa já tinha sinalizado aos seus sócios que sairia da operação por não querer dividir o risco do negócio. Ainda assim, ficou, dando a entender que a crise existencial tinha passado. Não passou, e, agora, o trio hispânico que se prepare para cobrir os investimentos que caberiam ao sócio desertor. A Alstom, no entanto, vai manter um pé no negócio, atuando no fornecimento, instalação e financiamento da compra de equipamentos. Além disso, vai montar subestações e torres. A armada espanhola, porém, não se deu por vencida. Vai tentar uma última cartada para manter a Alstom: a empresa ficaria no capital pelo menos até a linha entrar em operação. Não custa tentar. BC
faz hedge a luz do dia
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relatório nº 1524 - 24/11/2000 Gaviões
da Fiel
A Previ já viu tudo. Com o "não" do BNDES ao pedido de
financiamento da Ferronorte, é provável que a fundação faça um emergencial
aporte na empresa.
Mão dupla
O BC teria encontrado escorpiões
e lacraias nas contas do Banco do Maranhão.
Meia-bomba
Mal comprou a Gradiente Telecom,
a Nokia estaria de olho nas unidades de fabricação de celulares da Hyundai
no Brasil.
Porta de saída |
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