Vivendi vai com toda a sede ao pote da SaneparÉ, no mínimo, caudalosa a agenda do chairman da Vivendi, Jean-Marie Messier, durante a visita que deverá fazer ao Brasil no início do próximo ano. Para começo de conversa, um papo, tête-à-tête, com o governador Jaime Lerner. Terá também um encontro com Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez. Em ambos os casos, um assunto em comum: Sanepar. A Vivendi cansou de ser minoritária na companhia, na qual detém quase 40% do capital votante ao lado da Andrade Gutierrez. Messier quer saber do governador paranaense quando a empresa será integralmente privatizada e confirmar que a Vivendi é candidata à operação. Mais ainda: vai apresentar uma proposta para aumentar a participação do grupo antes do leilão. A Vivendi está disposta a liderar um aumento de capital na Sanepar, através do qual chegaria a 45% do capital votante. Nesta empreitada, Messier espera contar com a parceria de Sérgio Andrade. Como se não bastasse, vai negociar com o empresário a criação de uma joint venture. O grupo francês ficaria com cerca de 60% do capital da nova empresa e o restante seria repartido entre a construtora, fundos de pensão e de private equity. Messier também trará na bagagem um projeto que deverá ser encarado pela direção do grupo no país quase como um mandamento. A ordem é arrematar uma distribuidora de água e tratamento de esgoto nos próximos seis meses. Dinheiro, é bom ressaltar, nunca foi problema. A companhia reservou cerca de US$ 1 bilhão para o Brasil. No entanto, será necessário bem mais do que um cofre abarrotado. A Vivendi precisará contar com a boa vontade dos governos da Bahia e de Pernambuco e da Prefeitura do Rio. Isso porque, nos próximos seis meses, só mesmo a Embasa, a Compesa e a concessão da Zona Oeste do Rio poderão ser colocadas à venda. No mais, a privatização de todas as outras empresas estaduais de saneamento desaguam em um indecifrável ponto de interrogação. Portanto, é nesta trinca que a Vivendi vai apostar todas as suas fichas - já destacou um mutirão para revirar todos os números financeiros das empresas. E, se por acaso, estes três leilões atrasarem ainda mais? O mais provável é que os franceses partam para a disputa de concessões municipais em cidades acima de 200 mil habitantes em São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Short cuts: cenas da CoelceDepois da saída de Car- los de Carvalho da presidência da Coelce - substituído pelo espanhol Manoel Camacho - quem estaria na corda bamba agora é o diretor financeiro, Marcelo Salinas. A tendência, inclusive, é que quase todos os integrantes do primeiro escalão da companhia sejam gradativamente guilhotinados. Seriam substituídos por executivos brasileiros, que formariam uma diretoria de transição até a venda da distribuidora pela Endesa.Não foi só para cumprir as regras da Aneel que a Endesa, depois de muita resistência, resolveu quitar todas as multas aplicadas pela agência na Coelce. Na verdade, seria uma profilaxia para evitar problemas na venda da empresa. Como represália ao não-pagamento das sanções, a agência já teria dado sinais de que a Endesa só poderia sair da distribuidora após cumprir todas as metas previamente estabelecidas. Sem choro nem vela. Por falar em venda da Coelce, estariam cada vez mais adiantadas as conversas entre a Endesa e a também espanhola Hidrocantábrico. A conclusão do negócio, contudo, está atrelada a dois fatores. Em primeiro lugar, só deve sair após a fusão entre Endesa e Iberdrola. Além disso, há uma outra condição: a Hidrocantábrico só aceita assumir a distribuidora cearense depois que a Endesa investir parte dos R$ 600 milhões necessários para modernizar a empresa.
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relatório nº 1523 - 23/11/2000 General
Leão
• Alcides Tápias está quase batendo o martelo em relação ao seu futuro
endereço: vai presidir uma ex-estatal.
Contágio
Esculhambação
•Não
é só o UBS que anda bem impressionado com o Fator.
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