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Canhedo
reserva para o BNDES
um assento no fundo da Brata
Wagner
Canhedo não desiste. Apesar de viver às voltas com as crônicas moléstias
financeiras da Vasp, está empenhado em uma nova empreitada aérea. O
empresário quer porque quer transformar a Brata - hoje uma modesta subsidiária
do grupo, concentrada, sobretudo, na oferta de vôos fretados - em uma
companhia de aviação regional. Nem mesmo o alto custo da metamorfose
operacional parece demovê-lo da idéia. Atualmente, a Brata tem apenas
cinco aeronaves. A Vasp já teria feito um estudo e concluído que precisará
comprar de oito a dez novos aviões - o modelo escolhido é o EMB 145,
da Embraer. É aí que mora o grande complicador. Este é um projeto que
envolveria algo entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões, recursos que,
como se sabe, o grupo está longe de ter em caixa. A solução? Acertou
quem pensou no nome do bom e velho BNDES. Canhedo deve tentar junto
ao banco o financiamento de parte da operação. O restante dos recursos
viria de outras instituições financeiras. Neste caso, tudo seria feito
em nome da própria Brata, que praticamente não tem dívidas, e não da
Vasp, esta sim um potencial afugentador de credores. Se Wagner Canhedo
encontrará respaldo financeiro para levar o projeto adiante são outros
quinhentos, mas não resta dúvida de que a operação seria das mais interessantes
para o grupo. A aviação regional no Brasil vem se mostrando cada vez
mais rentável. Inicialmente, a Brata tem interesse em explorar rotas
especialmente no cone sul, como de Porto Alegre para cidades como Buenos
Aires, Montevidéu e Mar del Plata. Na mira estariam ainda linhas domésticas,
como Rio-Pampulha.
GVT
dança ao som da Banda C
Recomenda-se
uma boa dose de atenção em torno dos passos da americana Global Village
Telecom (GVT). Depois de comprar a licença para operar em telefonia
fixa no Centro-Sul do país, vai participar do leilão da Banda C. A empresa
vem conversando com alguns grupos europeus e deve fechar, até o início
de dezembro, um acordo para disputar a Região 2. A escolha não é aleatória:
esta concessão coincide com a sua área de operação. O mais provável
é que os americanos fiquem com uma fatia minoritária do consórcio. Para
se ter uma idéia da dimensão dos planos da Global Village para o Brasil,
basta dizer que a empresa deverá trocar de presidente no país. O atual,
o israelense Amos Genish, daria lugar a um executivo brasileiro com
trânsito junto à Anatel e outras entidades governamentais. Adquirida
a licença para a Banda C, a Global Village pretende oferecer um pacote
tecnológico que inclui o Wireless Local Loop e o Wireless Aplication
Protocol, sistemas sem fio para transmissão de dados, voz e imagens,
misturando telefonia fixa e celular. Inicialmente, seriam atendidas
somente as cidades com mais de 200 mil habitantes. Para viabilizar este
projeto, já foram fechados todos os contratos de interconexão com as
operadoras de longa distância e de telefonia fixa local. Em dois anos,
a Global Village planeja investir cerca de US$ 900 milhões no país.
Os recursos vão sair do caixa da israelense GVT, sua homônima, e das
americanas RSL e Comtec, todas suas acionistas.
France
Telecom não arreda pé da Global One
O country
manager da France Telecom para a América Latina, Denis Giannini, procurou
o RR para esclarecer que não há conversações com a National Grid para
a venda da Global One. Segundo ele, o grupo francês "não só não tem
intenção alguma em vender a Global One, como está investindo em novas
aquisições no segmento, como é o caso da Equant e outras empresas do
mercado que vêm sendo analisadas". Com relação à dívida de meio bilhão
de dólares da companhia, assumida pela France Telecom, Giannini afirma
que "não são nada mais nada menos que os investimentos naturais de uma
empresa que tem menos de cinco anos de existência e investe tremendamente
em equipamentos de infra-estrutura". O executivo afirma ainda que a
Global One transporta mais de um terço de todo o tráfego Internet da
América Latina para os Estados Unidos, faturou aproximadamente US$ 1,1
bilhão em 1999 e se trata de uma empresa rentável.


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relatório
nº 1519 - 17/11/2000
Tarefa
final
Antes de voltar para Londres, David Pirret, presidente da Shell no Brasil,
tem uma missão espinhosa: dobrar a participação de 4% da empresa na
TBG - lado brasileiro do Gasoduto Bolívia-Brasil.
Se vai conseguir, só Deus sabe. Mas José Guimarães Monforte, diretor
da Bell Canada no Brasil, vem tentando insistentemente comprar a parte
dos fundos de pensão na Telet.
No páreo
Apesar da notória repulsa a pagar ágio, a Tractebel vai entrar no leilão
da Cesp Paraná. Maurício Bähr, presidente da Gerasul, controlada do
grupo, já comunicou a decisão à sua diretoria.
A porção banqueiro de Antônio Ermírio de Moraes festejou
como poucos a recente alta do dólar. O Banco Votorantim teria saído
desse bafafá cambial com uma pequena bolada no caixa.
Tiro n'água
Teriam fracassado as tentativas do empresário Fábio Gouvêa de passar
adiante o espólio creditício da antiga Rede Manchete. Para piorar, o
BB e o Itaú decidiram adotar uma marcação sob pressão.
Em vias de se aposentar, o ex-presidente do CCF no Brasil,
Bernard Mencier, estaria sendo assediado por uma outra casa bancária
francesa, repleta de planos expansionistas para o país.
Livre acesso
Para deslanchar a venda da Bahiagás, o governo do estado está tentando
convencer a Enron e a Gaspetro, acionistas da empresa, a abrir mão do
seu direito de preferência sobre a parte do estado.
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