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Ripasa
escreve ampliação de fábrica pelas linhas do BNDES
É
bem verdade que não dá para a Ripasa se aventurar em saltos muito longos,
como, por exemplo, encarar a renhida disputa pelos ativos de papel e
celulose da Vale. Mas, depois de reduzir sua dívida de R$ 220 milhões
para cerca de R$ 80 milhões, a empresa já pode pensar em desengavetar
um projeto que, devido a problemas de caixa, esteve ameaçado de acabar
no arquivo-morto: a ampliação da fábrica de Limeira, em São Paulo. Na
última quinta-feira, o Conselho de Administração da Ripasa se reuniu
para acertar os detalhes da operação. Nos planos, aumentar a produção
anual de celulose de 305 mil para 420 mil toneladas, e, de papel, de
330 mil para 380 mil toneladas. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas
de onde virão os US$ 200 milhões necessários para a empreitada? Acertou
na mosca quem pensou no BNDES. O caminho é mais do que natural. A Ripasa
tem relações consangüíneas com o banco - a BNDESPar é acionista da companhia.
As negociações para o financiamento já durariam mais de dois meses e
é provável que nas próximas semanas a empresa oficialize o pedido através
de uma carta-consulta. O BNDES deve bancar 50% do projeto. Há pouco
mais de dois anos, a dívida líquida da Ripasa chegou a R$ 220 milhões.
Mas, no meio do caminho, havia uma desvalorização cambial, suficiente
para dar fôlego financeiro à companhia e, consequentemente, ressuscitar
o projeto de expansão da fábrica de Limeira. Em 1998, a empresa faturou
pouco mais de R$ 400 milhões. Neste ano, deve passar dos R$ 700 milhões.
Com isso, a dívida caiu para R$ 80 milhões - 10% do patrimônio. O balanço
do terceiro trimestre já deverá trazer uma receita acumulada no ano
acima dos R$ 500 milhões e um lucro próximo dos R$ 100 milhões.
Uma
tríplice aliança nos campos da Petrobras
Os
planos dos japoneses da Mitsui e Mitsubishi para o Brasil vão muito
além do financiamento de áreas de exploração e produção da Petrobras.
A dupla agora vai ser sócia da estatal. O presidente da companhia, Henri
Philippe Reichstul, já se reuniu, em Tóquio, com o board das duas empresas
para tratar da questão. Pelo acordo que está sendo costurado, Mitsui
e Mitsubishi entrarão no capital de alguns blocos da Petrobras. No cardápio,
campos ainda inexplorados, outros com reservas já comprovadas, além
de áreas em início de produção. A idéia é formar uma joint venture,
que entraria na operação. Com este modelo, as duas tradings deixariam
de ser meras repassadoras de recursos do Japan Bank for International
Cooperation - o exim japonês - para efetivamente se tornarem investidoras
e acionistas dos blocos. No recente encontro no Japão, Reichstul conversou
ainda sobre a possibilidade de Petrobras, Mitsui e Mitsubishi formarem
uma parceria para a construção de gasodutos, oleodutos e ramais na Região
Nordeste. O acordo poderá ser estendido ainda para outros países da
América do Sul. No swap de ações que a Petrobras está fazendo com a
Repsol, a venezuelana PDVSA e a chilena Enap, as tradings japonesas
financiariam parte da operação, levando para casa pequenas participações
nos ativos envolvidos no troca-troca.
Dom
Antônio quer deixar a
Belgo na saudade
A
Belgo-Mineira que se cuide! Em idílio com o setor siderúrgico, Antônio
Ermírio de Moraes teria sondado a quantas anda a situação jurídica da
mineira Itaunense. Embora esteja arrendada pela Belgo, a situação da
empresa não é definitiva. A Justiça mineira ainda está analisando o
caso e nada impede que a Itaunense seja vendida a outra companhia, sobretudo
se o candidato demonstrar interesse em assumir parte do passivo de R$
100 milhões, algo que a Belgo não quer nem ouvir falar. Justamente por
isso crescem as chances da Barra Mansa, braço siderúrgico do grupo Votorantim.
Com a aquisição da Itaunense, a empresa de Antônio Ermírio somaria mais
120 mil toneladas/ano e chegaria a quase 15% do mercado doméstico de
longos. Além disso, o negócio seria um golpe e tanto para a Belgo, que
acertou o arrendamento da Itaunense com a idéia fixa de incorporá-la
mais à frente.



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relatório
nº 1516 - 13/11/2000
Livro-caixa
Nada de livros. Em breve, o que poderá repousar sobre a mesa de Jorge
Eduardo Saraiva, controlador da Saraiva, é uma polpuda proposta da franco-americana
Hachette-Filipacchi que já estaria indo para o prelo.
• Pouco afeito a pitacos de terceiros, José de Alencar, da Coteminas,
estaria cada vez mais incomodado com as tentativas de interferência
da Previ na empresa.
Pára-quedas
Nada de cair para cima. O presidente da Degrémont no Brasil, Pedro Mozevit,
vai mesmo é descer alguns degraus. Prestes a ser "saído" da empresa,
vai ficar apenas com a presidência da subsidiária argentina, bem menos
importante dentro do grupo.
Lipoaspiração
O regime continua. A Esso deve enxugar ainda mais sua rede de postos,
com uma liquidação na Bahia, Pernambuco e Goiás.
• A Bell South cruzou o caminho da Telefónica e negocia seu ingresso
na Sercomtel Celular, de Londrina.
Alta voltagem
A italiana Enel decidiu comercializar parte da energia gerada na térmica
de Sepetiba, no Rio, no rentável mercado spot.
Aglio e olio
Após o antipasti - a compra da fábrica de massas da Nestlé em Uberlândia
- a goiana MG prepara os talheres para degustar mais duas indústrias
em São Paulo.
• Sem sócio de fora, não dá mais. A CCC - fabricante nacional de vagões
- quer vender 50% do seu capital.
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