tml> Relatório Reservado Nº1514 - 09/11/2000
 

Iberdrola cobra pedágio sem deixar a Previ passar

FH propõe fazer metrô Rio-Niterói Berenice Seara e Paulo Marqueiro O sonho da travessia Rio-Niterói sob a Baía de Guanabara, acalentado desde os tempos do Império, está desde ontem bem mais próximo de se tornar realidade. O presidente Fernando Henrique Cardoso telefonou para o governador Anthony Garotinho e garantiu que o Governo federal quer investir a maior parte dos R$ 800 milhões necessários para a construção do túnel submerso que ligará as duas cidades. Segundo a assessoria da Presidência da República, numa conversa de dez minutos com o governador, Fernando Henrique propôs uma parceria para concluir a Linha Três do metrô fluminense (Praça Quinze-Niterói-São Gonçalo). A conversa de Fernando Henrique com Garotinho foi intermediada pelo deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), que apresentou o projeto ontem ao presidente. Depois de obter o apoio de Fernando Henrique, Ronaldo pediu-lhe que ligasse para o governador. - Pelas minhas estimativas, de seis a oito grupos internacionais participariam desta concorrência. E o concessionário poderia pagar no mínimo 50% do valor da obra - afirmou Ronaldo. Garotinho disse ter gostado muito da oferta do presidente. Mas, com um olho na promessa e outro na realidade, fez uma ressalva: - Respondi que, se a proposta for para valer, ele pode contar comigo. Mas, se for um factóide, já temos muito disso no Rio. Espero que não aconteça o que aconteceu com a expansão do metrô até a Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Há 11 meses me prometeram o dinheiro para a obra, o estado já investiu lá R$ 60 milhões e até hoje os recursos não saíram. Projeto foi aprovado pelo BNDES O projeto de expansão do metrô até a Siqueira Campos - obra orçada em R$ 220 milhões - foi aprovado em junho pelo BNDES. Mas o contrato não foi assinado, segundo o banco, porque o estado não se enquadra na Lei do Endividamento Público (tem mais dívidas do que a legislação permite). Garotinho garante que, apesar das pendências legais, o presidente já lhe prometeu, por três vezes, liberar os recursos. - Existem mais mistérios entre o Gabinete da Presidência e a Secretaria do Tesouro Nacional do que pode supor a nossa vã filosofia - ironizou o governador. O estado já lançou edital para o trecho Niterói-São Gonçalo. A ligação Rio-Niterói não entrou na concorrência, segundo o estado, porque não havia garantia de que a União poria os R$ 800 milhões na obra.


PLE estréia com todo o gás no Brasil

Quando chegar ao Brasil no fim do mês, o vice-presidente da PLE, Bernd Pirschtat, estará dando a partida nas primeiras investidas do grupo alemão no país. Pirschtat vem sacramentar a entrada da companhia no gasoduto que ligará Araraquara, em São Paulo, a Brasília, do qual será a operadora. De quebra, deverá ainda concluir as negociações para o ingresso de um novo sócio no capital do gasoduto. A agenda do executivo inclui também uma negociação com a Gasmig para construção de um outro gasoduto em Minas Gerais em parceria com a Shell e a também alemã Steag. O acordo passaria pela formação de uma Sociedade de Propósito Especial, que receberia financiamento do BNDES, do EDC - o banco de desenvolvimento alemão - e de bancos privados europeus. Uma parte dos recursos sairia do caixa da própria PLE. A companhia alemã receberia, em troca, a receita futura do transporte do gás.


Schiphol reserva assento na privatização da Infraero

Bastou o governo dar um leve aceno de que pretende retomar a privatização da Infraero para um dos principais candidatos desembarcar de mala e cuia na porta do Ministério da Defesa. A holandesa Schiphol teria levado oficialmente ao governo o seu interesse na operação. O grupo é um dos maiores do mundo no setor, com receita anual de US$ 1 bilhão. Administra, entre outros, os aeroportos de Amsterdã, Eindhoven e Roterdã, na Holanda, Brisbaine, na Austrália, e o JFK, de Nova York. A Schiphol deverá disputar as concessões dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e do Internacional do Rio de Janeiro, que, juntos, registram um movimento anual de 20 milhões de passageiros. O grupo teria chegado também a sobrevoar os números do terminal de Confins, mas não gostou do que viu e, muito provavelmente, ficará a milhas de distância da licitação para a capital mineira.

 

Revista Brasil Sempre

 

 

 

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1514 - 09/11/2000

Folhetim de aço
Mais um capítulo na venda das ações de Ângelo Calmon de Sá na Açominas para a Gerdau. O ex-banqueiro até aceita reduzir a sua pedida, mas só se receber em troca ações da própria Gerdau como parte do pagamento.


• Dr. Aloysio de Faria estaria envolvido na criação de um megasite de investimentos e notícias, que ficaria abrigado no portal do Banco Alfa.


Beque de roça
A incômoda CPI da Câmara já está mudando os planos da Nike no Brasil. A multinacional chutou para escanteio a construção de uma fábrica no país. A empresa já estava até negociando a compra de um terreno no interior paulista.


O presidente de uma operadora de telefonia celular do eixo Rio-São Paulo está madurinho para cair do cargo.


Volta por cima
Depois de ficar de fora da segunda rodada de leilões da ANP, a canadense Kerr-McGee se prepara para voltar com a corda toda na próxima licitação.


•A chilena Trangas já mandou o recado para o governador capixaba, José Ignácio: é só marcar a data, que comparece ao leilão da distribuidora de gás do estado.


Barra beach
A Suez Lyonnaise definiu o seu próximo alvo no país: a concessão de saneamento da Barra e Recreio, no Rio.


Os candidatos à parte da DDI na Global Telecom podem procurar o executivo Kazuo Inamori, que virá ao Brasil para tratar do negócio.

 

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