tml> Relatório Reservado Nº1511 - 06/11/2000
 

Jereissati dá empurrão fiscal para deslanchar refinaria da Thyssen

O governador Tasso Jereissati acredita ter, finalmente, encontrado uma solução para viabilizar a construção da refinaria do Ceará, um antigo e empacado projeto conduzido pela Thyssen Krupp. De mágica, a fórmula nada tem. Trata-se do bom e velho expediente utilizado por nove entre cada dez governadores na hora de atrair indústrias: um providencial pacote de incentivos fiscais. A idéia de Jereissati é oferecer ao investidor que tocar o projeto a redução do ICMS da gasolina importada que for vendida no Ceará. A proposta tem algumas condições. Os investidores teriam esta vantagem somente durante o período de construção da refinaria. Além disso, precisariam respeitar o prazo previamente estipulado em contrato. Um dia de atraso nas obras e bye-bye incentivo fiscal. Como a operação envolve a importação de derivados, depende ainda da autorização da ANP. Neste caso, não deve haver maior dificuldade. A Agência já teria sinalizado que dá sinal verde para a operação. Verdade seja dita. Tasso Jereissati até que vem se empenhando para levar o projeto adiante, mas até agora suas tentativas têm batido na trave. Recentemente, reivindicou ao ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o ingresso da Petrobras no negócio. Não teve resposta. Chegou a receber sinais positivos da venezuelana PDVSA e da espanhola Repsol, que entrariam no capital e ainda seriam as operadoras da refinaria. Mas não passou disso. Agora, os benefícios fiscais surgem como a mais viável e concreta solução. O projeto, no entanto, tem alguns contratempos à vista. Um deles gira em torno da hipótese de atraso na construção da refinaria. Haveria o risco da nova lei sobre os combustíveis ser aprovada e entrar em vigor em 2001, antes da conclusão do projeto, Com isso, a partir de janeiro do ano seguinte, estaria totalmente liberada a importação de derivados de petróleo. Resultado: provavelmente o aumento da oferta de combustíveis no mercado interno acabaria reduzindo o interesse de investidores na construção de refinarias. Por isso, Jereissati está correndo contra o tempo para finalizar sua proposta e começar a conversar com os candidatos. Até porque, existe um temor velado dentro do governo de que, se durante a construção da refinaria, a lei for aprovada, o investidor possa até mesmo desistir e abandonar o projeto no meio do caminho. Neste caso, então, Jereissati ficaria sem parte da arrecadação do ICMS e, o que é pior, sem refinaria.


MetroRed estica seus cabos até a Banda C

A MetroRed foi apenas o antipasti. O prato principal dos fundos americanos Fidelity Investment e Boston Venture Capital no Brasil ainda está para sair. A dupla vem costurando um acordo para participar dos leilões da Banda C. Controladores da MetroRed, uma das maiores empresas de cabos ópticos do país, os dois fundos planejam, posteriormente, juntar a operação da companhia com a concessão de telefonia celular. A dobradinha seria uma mão na roda nos planos da Fidelity e do Boston Venture de fazer da MetroRed uma das maiores prestadoras de serviços de transmissão de dados e voz no mercado brasileiro. Que ninguém duvide das intenções dos dois fundos norte-americanos. Juntos, Fidelity e Boston administram mais de US$ 750 bilhões em recursos em todo o mundo, a maioria investimentos em tecnologia e telecomunicações. Não é por acaso que os americanos olham com muito mais carinho para as concessões da Banda C no Rio, São Paulo e Minas Gerais. Afinal, é justamente nestes estados que se concentra a maior parte da rede óptica da MetroRed. Através do projeto Megavia, a empresa espalhou cabos interligando as capitais dos três estados e ainda algumas cidades do interior paulista.


 

Revista Brasil Sempre

 

 

 

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1511 - 06/11/2000

De passagem
O presidente da VBC, Marcelo de Azevedo Corrêa, estaria cumprindo apenas um mandato-tampão. A empresa ainda procura um executivo com maior trânsito entre grupos e bancos internacionais.


Doce sabor
Fato raro: nos últimos dias, o presidente da Telefónica, Fernando Xavier, vem sentindo o gostinho de ser, para valer, o no 1 no Brasil. Ele estaria conduzindo diretamente as negociações para a participação da empresa no leilão da Companhia de Transmissão de São Paulo.


•O empresário Eggon João da Silva, da Weg, está decidido a vender sua participação de 10% na Perdigão.


Travel check
O presidente da Usiminas, Rinaldo Soares, estaria de passagem marcada para a Av. Chile. O motivo seria um pedido de financiamento ao BNDES para o projeto de ampliação da Cosipa.


Parada dura
Ieda Gomes, presidenta da British Petroleum no Brasil, recebeu uma missão espinhosa da matriz: até o final de 2001, colocar o grupo, que hoje não tem absolutamente nada no país, nos setores de refino, distribuição e revenda.


ü A onipresente Bell South já mandou um recado para a Algar: gostaria de conversar sobre a compra de um pedaço da CTBC.


Atrás da porta
O fundo americano Newbridge Andean Partners está com um pé em uma empresa de laticínios do eixo Rio-São Paulo. O negócio deve chegar a US$ 30 milhões.


• A pedido da Agip, o Barclays Capital vem elaborando um minucioso mapa dos ativos que estão à venda nos setores de gás e energia elétrica.


• O cordão das seguradoras americanas no país cada vez aumenta mais. Agora, seria a Columbus Life que estaria se preparando para abrir um escritório no país.


O Submarino.com tem se revelado um contumaz sugadouro de recursos. Jorge Paulo Lemann estuda uma nova capitalização da empresa.

 

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