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Trem-pagador passa ao largo dos credores da CobrasmaSe já era complicado para os credores da Cobrasma receber um tostão sequer, agora, então, é que dificilmente verão a cor do dinheiro. A Justiça decidiu entregar definitivamente a fábrica de Hortolândia, em São Paulo, aos funcionários da empresa, como pagamento das dívidas trabalhistas de R$ 43 milhões. Ou seja: depois de muitos anos, o trem-pagador até partiu, mas não passou nem perto dos credores da companhia - Receita Federal, INSS e um pool de bancos liderado pelo Sudameris - que tentam receber mais de R$ 750 milhões. Com isso, aquela que era uma das últimas esperanças dos credores virou fumaça. A idéia era encontrar um comprador para a unidade de Hortolândia. A operação não cobriria, nem de longe, o passivo total da Cobrasma. Mas, ao menos, já serviria para que ninguém saísse de mãos abanando. Agora, resta aos credores apertar o cerco sobre o empresário Luís Eulálio Bueno Vidigal Filho, dono da Cobrasma. Ou, então, rezar para que Vidigal não esteja lançando uma bravata quando diz que pretende processar a União por eventuais perdas decorrentes do Plano Cruzado. Pelos cálculos do empresário - baseados em que critérios não se sabe - a ação poderia lhe render quase R$ 1 bilhão. Daria para pagar tudo com sobras. Levar é muito difícil, mas não custa tentar. Enquanto isso, os credores da Cobrasma vão gastar mais um cartucho: deverão entrar na Justiça com um pedido de falência da empresa. O objetivo é conseguir vender o que restou do patrimônio. Não é nada, não é nada, mas, para quem não recebeu um único níquel, daria para angariar cerca de R$ 70 milhões. A história recente da Cobrasma é tão cheia de infortúnios que nem mesmo os empregados têm motivos para comemorar a decisão da Justiça. Por determinação do seu novo controlador - a Bombardier, a ADTranz deverá rescindir o contrato de arrendamento de parte da fábrica de Hortolândia. Os canadenses não admitem nem negociar com os empregados a compra da unidade. A planta precisa de muitos investimentos para ser modernizada e ampliada e a Bombardier não está nem um pouco interessada em pagar esta conta. CAF e Renfe cruzam o Nordeste de metrôDepois de avaliar e reavaliar as propostas de todos os candidatos à construção e operação do metrô de Salvador, o governo baiano já teria batido o martelo. O projeto deverá ficar a cargo do consórcio formado pelas espanholas CAF, Renfe e Dimetronics. A armada hispânica teria apresentado as melhores condições de preço e de capacidade de investimento. Uma vez confirmado o resultado, este seria o ponto de partida dos espanhóis no Nordeste, pelo menos da dobradinha CAF e Renfe. Ambas já se preparam para disputar a construção e a operação dos metrôs de Recife e de Fortaleza. A intenção é investir cerca de US$ 200 milhões na região. Diferente da Supervia, no Rio de Janeiro, na qual a CAF é minoritária e a Renfe é responsável apenas pela operação, os espanhóis não pretendem abrir o consórcio para a participação de bancos de investimento nacionais. O máximo que deverão fazer é trazer fundos de private equity estrangeiros para reforçar o caixa. A razão da medida é uma só: a dupla ibérica não quer dividir a cabine de comando da operação com mais ninguém. Revoluções por minuto na FuncefNos últimos dias, o presidente da Funcef, Edo Antônio Ferreira de Freitas, vem enfrentando, provavelmente, um dos mais agitados períodos desde que assumiu o cargo, há pouco mais de um ano. A razão de tanta efervescência foi a decisão tomada, na última sexta-feira, pelo Conselho de Administração da fundação. Em uma discreta reunião, foi autorizada a contratação de profissionais de fora da CEF para alguns cargos da área financeira - diretor, gerente de investimento, gerente técnico e analista. A proposta teria causado um racha na diretoria. Temerosa de que, no futuro, a Funcef siga os passos da Petros e estenda a mudança para outras funções, inclusive a própria presidência, uma corrente teria trabalhado até a última hora contra a sua aprovação. Entre os integrantes do bloco da resistência, estariam aliados do atual diretor financeiro da entidade, Luís Carlos Cazetta. Entende-se o rebuliço. Ao que tudo indica, dificilmente Cazetta conseguirá se sustentar no cargo. Já não é de hoje que ele seria questionado dentro da Funcef. Cazetta estaria, na verdade, pagando o preço de ter tocado em um questão particularmente delicada dentro da fundação: a terceirização da gestão. Gradativamente, ele teria aumentado a parcela de recursos entregues a administradores profissionais. Para entender o problema que teria arrumado, basta recordar a contratação da primeira leva de instituições financeiras. O conturbado processo, realizado no primeiro semestre do ano passado, teria custado a cabeça do seu antecessor, Humberto José Magalhães.
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relatório nº 1509 - 01/11/2000 Voz
ativa
Fechado em copas
• A alta direção do BNP teria levado, recentemente, ao presidente do
BC, Armínio Fraga, a sua intenção de comprar um banco no país.
Aufwiedersehen
Latifúndio
Bilhete duplo
Está sendo criada uma área no Ministério de Minas e Energia para
cuidar da privatização das geradoras. Firmino Sampaio é pule de dez
para comandá-la.
A portuguesa Companhia Geral de Distribuição de Energia Elétrica
negocia com a Copel a construção de termelétricas a biomassa no Paraná.
Sócia da Embraer, a francesa Matra está fechando um pacote de financiamentos externos para abocanhar parte dos contratos de modernização da Força Aérea.
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