Lix da Cunha faz obras no capital
para receber sócio estratégico

A construtora paulista Lix da Cunha está, aos poucos, pavimentando o caminho para a entrada de um parceiro estratégico. Devagar com o andor. Ainda não seria agora que a família Cunha Penteado, controladora da empresa, venderia parte de suas ações. Por enquanto, a chegada de um novo acionista se dará por outro caminho: pelo menos dois candidatos, um investidor institucional e uma construtora internacional, estão de olho nos 8% da Lix que pertencem à White Martins. Ambas teriam interesse também em outro lote de 8%, nas mãos da BNDESPar. Porém, é pouco provável que o banco faça negócio. O preço que vem sendo discutido - um pouco acima do valor patrimonial (R$ 3,27) - está abaixo das pretensões da instituição. Pelos lados da White, porém, as conversações estariam bem adiantadas. O acerto com um dos pretendentes deve ser facilitado pela postura da Praxair - controladora da White - que já teria decidido se desfazer da participação. A operação funcionaria como uma espécie de sessão preview. Se a convivência com o parceiro der certo, seria então a vez da família Cunha Penteado negociar uma fatia das suas ações. O candidato natural ao negócio seria o próprio comprador das ações da White Martins. A eventual entrada de um novo sócio coincide com outra importante negociação em curso na Lix da Cunha. A empreiteira estaria perto de finalmente fechar um acordo com o governo federal para receber parte dos créditos decorrentes de obras públicas realizadas nos últimos anos. A empresa receberia certificados de securitização de créditos, títulos que poderiam ser utilizados no pagamento de impostos ou negociados no mercado secundário - no caso da companhia precisar de liquidez imediata. Com isso, a construtora espera colocar em caixa pelo menos uns R$ 80 milhões. Esta é a parte que cabe ao governo federal do total de créditos de aproximadamente R$ 250 milhões que a Lix da Cunha carrega em contratos públicos.


British Gas busca um
atalho longe da Gaspetro

As últimas semanas têm sido particularmente desagradáveis para o presidente da Gaspetro, Rodolfo Landim. Primeiro, vieram os estafantes desentendimentos com a Enron em torno da utilização do Gasoduto Bolívia-Brasil. Agora, Landim está prestes a enfrentar um problema de proporção muito maior: a perda de uma considerável fatia do faturamento da companhia. A British Gas (BG), um dos maiores clientes da estatal, percebeu que pode viver muito bem no mercado brasileiro sem comprar tanto gás da Gaspetro. A idéia é reduzir gradativamente a dependência da empresa. O grupo solicitou à Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), controlada pela própria estatal, o open acess para passar três milhões de metros cúbicos diários de gás vindos das suas reservas na Bolívia. E mais: já negocia contratos com outras empresas que possuem reservas na Bolívia. O motivo do troca-troca é o custo do gás da subsidiária da Petrobras, considerado elevado pelos ingleses. Resumo da ópera: a cada acordo fechado pela BG, uma parcela da receita da Gaspetro vai se evaporar. A British Gas tem pressa em fechar os acordos. A Comgás, sua controlada, se prepara para uma competição acirrada em São Paulo com a Gas Natural, que atua na região sul do estado, e a Agip, detentora da concessão na área noroeste. Ambas também estão negociando a compra de gás junto a concorrentes da Gaspetro. Para não perder mercado, a Comgás pretende ainda importar gás da Argentina através do gasoduto de Uruguaiana, assim que concluída a segunda etapa do Bolívia-Brasil, que vai de São Paulo a Porto Alegre.

 

Revista Brasil Sempre

 

 

 

Revista Insight Inteligência

relatório nº 1507 - 30/10/2000

Preço de ocasião
O Sonae incluiu os Supermercados ABC na sua lista de compras. Desde que Jorge Paulo Lemann não seja muito exigente na pedida.


"X" da questão
Uma dúvida cruel estaria perturbando Paulo Setúbal. O motivo do tormento seria o lance de uma empresa americana, um gigante da área de tecnologia de sistemas, por uma fatia da Itautec.

Porém, o pretendente estaria, digamos assim, reivindicando um spin off entre Itautec e Philco. O problema é que, sozinha, a Philco volta a ser, contabilmente, a deficitária empresa de outros tempos.


A Wind, leia-se Enel, já traçou o seu roteiro no Brasil: disputar as Bandas D e E, ao lado da Intelig.


Efeito Rexona
Sempre cabe mais um na SPE que vai construir a expansão da linha de transmissão Norte-Sul. Depois da Alstom e das espanholas Abengoa, Inabensa, Cobra e Elecnor, chegou a vez da Eletrobrás levar 10% do negócio.


Ponte aérea
A Pemex está enviando ao Brasil o seu diretor-geral, Rogelio Montemayor Seguy. Sua missão é negociar acordos de exploração e produção de petróleo na Bacia de Campos.


A BB DTVM já conversa com a Endesa sobre a venda de sua parte na Coelba.


Saindo da toca
Não é que depois de uma longa ausência, o BNDES voltou a dar o ar da graça na Bolsa de Valores. Na última semana, entupiu sua carteira com ações da Petrobras e da Eletrobrás.


Dono das Lojas Colombo, Adelino Colombo, está empenhadíssimo em provar que a empresa, volta e meia cortejada por concorrentes, é compradora...


Depois de adquirir 20 estabelecimentos da rede Taurus, de Campinas, estaria de olho gordo para cima das Lojas JB, com sede em Jacareí, São Paulo...


E o apetite aquisitivo não se restringe ao interior paulista. Até o início do próximo ano, a rede gaúcha pretende colocar os pés em Pernambuco.

 

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