Bell South entra na fila pelo
controle da Global Telecom

Portugal Telecom e Telefónica de España não estão sozinhas. Mais um candidato entrou para valer na disputa pela compra de uma participação na Global Telecom: a Bell South. Os norte-americanos já teriam iniciado entendimentos com os controladores da operadora da Banda B - Motorola, DDI, Inepar e Nissho Iwai. Seu ingresso na companhia se daria, muito provavelmente, pela aquisição de uma parte das ações da DDI, maior acionista individual, com 47,8%. A princípio, a própria Bell South é quem desembarcaria diretamente na Global Telecom e não a BCP, sua subsidiária no Brasil. Porém, seus planos incluiriam, desde já, uma futura fusão entre as duas empresas. O fato de ambas operarem em estados contíguos - São Paulo, Paraná e Santa Catarina - e na mesma freqüência, a Banda B, facilitaria a associação. Nasceria, então, uma companhia com faturamento superior a R$ 2 bilhões anuais e com cerca de dois milhões de clientes. Para viabilizar esta operação, a Bell South poderia oferecer aos acionistas da Global Telecom uma participação proporcional na nova empresa. Mas, afinal, qual a razão de tanto xodó pela Global Telecom? Trata-se de uma empresa enxuta, que opera em uma das regiões com maior poder aquisitivo do Brasil. Se a companhia ainda não embalou de vez é porque sente a falta de um operador. Além disso, no caso da Bell South e da Portugal Telecom, a motivação é muito similar. Os portugueses também teriam interesse de juntar as antenas da Global Telecom com as da Telesp Celular, sua controlada. Neste momento, contudo, Bell South e Portugal Telecom estão juntas em uma espécie de corrente para trás. Ambas torcem para que a negociação mundial entre Telefónica e Motorola fique só na intenção. Caso os espanhóis acertem a compra das participações dos americanos em empresas celulares de seis países, incluindo a Global Telecom, fechariam qualquer possibilidade de um outro sócio na empresa. Afinal, a Telefónica assumiria a operação da companhia, posição que, dificilmente, dividiria com um concorrente.

relatório nº 1494 - 10/10/2000

 

 

 

Tira-gosto

O empresário Abram Szajman teria sido procurado recentemente por duas multinacionais dispostas a dar uma pequena mordida no capital da Vale-Refeição.

Corpo fora

Já não é tão certa como parecia a presença da Duke Energy no leilão da Cesp Paraná. Aos quarenta do segundo tempo, a empresa decidiu contratar um banco americano para dar uma derradeira e decisiva olhada no passivo da empresa.

Banheira do Gugu

O apresentador Gugu Liberato vai bem, obrigado. Já o empresário... Pelo menos no que diz respeito ao setor de parques temáticos, que, nos últimos meses, teria voltado a registrar baixos índices de ibope no quesito financeiro.
Ainda assim, Gugu estaria envolvido no projeto de construção de novos parques na Região Nordeste.

• Mudanças à vista na CEG. A Gas Natural estaria disposta a vender parte de suas ações na empresa.

Especulobrás

Um banco norte-americana, identificado no Brasil com um ex-ministro da Fazenda, tem comprado vários lotes de ações da Petrobras. Por coincidência, a mesma instituição vem propalando aos quatro ventos a informação de que a estatal anuncia, em novembro, a descoberta de petróleo em um bloco no Sudeste.

Primeira estação

São Paulo abrigará a primeira investida do grupo hoteleiro Four Seasons no país. Os canadenses vão fincar sua bandeira no Palácio Tangará, hotel seis estrelas que entra em operação em 2001.

• Foi em vão o périplo de Olacyr de Moraes em busca de um sócio para os leilões das Bandas C, D e E de telefonia celular.
• Com pouco fôlego para acompanhar os investimentos de eventuais parceiros, ficou pelo meio do caminho nas negociações.
• Com as negativas, o mais provável é que a Itatel e a Skytel, controladas pelo empresário, fiquem fora dos próximos leilões.

 

 

Repsol completa o tanque no Brasil

Quem viver verá. A Repsol vai deflagrar, em breve, um grande projeto de expansão na distribuição e revenda de combustíveis. O grupo espanhol estaria negociando a compra de postos da Shell nas regiões Nordeste e Sudeste. Deverá fechar ainda a aquisição da rede Frannel, com cerca de 50 postos concentrados em Pernambuco e Espírito Santo. Além disso, teria também interesse na Satélite, que tem cerca de 100 postos no Nordeste. Em todas estas operações, seria hasteada a bandeira da argentina YPF, controlada pelo grupo. A mudança de marca deverá ser estendida também para a rede de postos Wal, controlada pela Repsol e pelo grupo Peixoto de Castro. Hoje, a Repsol controla 125 postos no Brasil, entre estabelecimentos que operam com as bandeiras Wal e YPF. Com esta modesta atuação, fica atrás de diversas redes regionais, como a Equatorial, concentrada na Região Norte, a Fox, forte nos estados do Sul, e a São Paulo, leia-se Agip. Mas esta modéstia operacional vai virar antigüidade. Já com este primeiro pacote de aquisições, a empresa terá um significativo salto no ranking do setor. Mas os espanhóis querem mais. A política de compra de outros postos será mantida até que a companhia atinja um número cabalístico: cerca de 2,5 mil postos em pouco mais de dois anos, o que a tornaria uma das cinco maiores distribuidoras do Brasil. Para dar suporte a esta expansão, a Repsol já iniciou, inclusive, uma nova negociação com a Petrobras: quer uma participação na Refinaria Landulfo Alves, na Bahia. O acordo seria nos mesmos moldes da parceria já fechada em torno da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul.