VBC sofre do complexo de ElektroA VBC está perto de sofrer mais um duro golpe. Como se já não bastasse a conturbada saída da RGE, o grupo corre o risco de ver a sua pretensa hegemonia no mercado paulista ser sumariamente eletrocutada. O fato é que a Duke Energy e a AES estão disputando palmo a palmo a compra da Elektro, distribuidora controlada pela Enron. Para a VBC, saber quem será o vencedor do embate é apenas um sutil detalhe. O problema é que, de antemão, a empresa já conhece quem sairá como o grande derrotado da operação: ela própria. Seja quem for, o grupo que arrematar a Elektro estará levando muito mais do que uma companhia. Na verdade, o que está em jogo é um plus sobre o negócio: a supremacia da distribuição de energia no mais importante mercado do país. Senão, vejamos. A AES já é controladora da Eletropaulo Metropolitana, ao lado da EDF e da Reliant. Porém, iniciou entendimentos para comprar a parte dos dois sócios. Levando também a Elektro, o grupo americano controlaria sozinho duas das maiores distribuidoras de São Paulo. Com isso, dominaria a comercialização de 45 mil gigawatts/hora/ano, atendendo a quase 20 milhões de clientes. Nada demais se a VBC não estivesse negociando com a EDP uma cisão da Bandeirante. Se o acordo for fechado, a CPFL, controlada pelo grupo, perderá, de uma só tacada, as áreas do Vale do Paraíba, do Alto do Tietê e da Baixada Santista. Ficaria apenas com a Região Oeste, ou, em eletricitês claro, com a distribuição de cerca de 26 mil gigawatts/hora/ano. Praticamente a metade da capacidade da AES. Há até quem diga que é "menos ruim" para a VBC que a Duke Energy ganhe a parada e fique com a Elektro. Afinal, o grupo ainda não controla uma distribuidora no estado. Trata-se de uma meia-verdade. Os americanos têm um outro trunfo: a geradora Cesp Paranapanema. Com o fim das restrições à livre negociação de energia elétrica, através do Mercado Atacadista de Energia, a partir de 2003, a Duke usaria o poder de fogo turbinado com uma geradora e uma distribuidora para dominar o mercado paulista. Ou seja: para a VBC, não há muitas possibilidades de escolha: se der AES, o bicho eletrocuta; se der Duke, o bicho curto-circuita. Além da disputa entre Duke Energy e AES, não se pode descartar uma terceira via, neste caso, um adversário que a VBC conhece muito bem. Trata-se da EDP, sua sócia na Bandeirante. Os portugueses não vêem com bons olhos a possibilidade de surgimento de um gigante no mapa energético de São Paulo e também estariam dispostos a entrar na briga pela Elektro. Como uma tentativa de vencer a parada, a empresa aceitaria até mesmo levar de contrapeso outros negócios da Enron, como uma térmica no Rio e outra em Cuiabá, no Mato Grosso. Neste caso, com a Bandeirante e a nova aquisição, a EDP também superaria a capacidade de distribuição da VBC e do que seria, então, seu filho único em São Paulo: a CPFL.
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relatório
nº 1475 -13/09/2000< /font>
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Super-BonderQualquer hora, a Repsol/YPF e a Petrobras acabam se tornando empresas xifópagas. A cada dia surge uma nova parceria societária. Agora, as duas companhias costuram um acordo de acionistas através do qual os espanhóis terão direito de preferência caso a estatal venda o controle da Refinaria Alberto Pasqualini. |
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Ganha cada vez mais força entre os Setúbal a idéia de um aumento de capital na Itautec. A razão não poderia ser outra: suturar os sucessivos prejuízos da Philco. |
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Também queroOs controladores da Novoeste - Constran, Funcef, Previ e BNDESPar - não pagaram, nem vão pagar tão cedo, as parcelas pela concessão da ferrovia. O ministro Eliseu Padilha já deu o sinal de que acatará a choradeira. São 12 anos de perdão. |
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AçogateMais um inquérito no mercado de capitais está tirando o sono do presidente da CVM, José Luís Osório. O qüiproquó da vez - aleluia! - não tem nada a ver com fechamento de capital, mas sim com uma siderúrgica troca de ações. |
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A Coelce pode trocar de controlador, mas não de idioma. A Endesa estaria negociando a venda da empresa para a também espanhola Hidrocantábrico. |
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Olho no olhoUma conversa tête-à-tête entre Francisco Gros e Armínio Fraga foi decisiva para que o BC autorizasse o BNDES a retomar a concessão de financiamentos através de CCRs, que estavam há algum tempo empacados. Por trás dos panos, fala-se que o lobby do ex-Gustavo Franco ajudou um pouquinho. |
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A Merrill Lynch não está sozinha no seu afã de elevar o rating da Petrobras no exterior. O Credit Suisse vem distribuindo sucessivos papers aos seus clientes recomendando insistentemente a compra do papel. Conselho, aliás, que o próprio banco vem seguindo. Nos últimos dias, o Credit Suisse recheou a sua tesouraria com ações da estatal. |
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As espanholas Elecnor e Abengoa vão liderar um consórcio para o leilão da linha de transmissão Curitiba-São Paulo. |
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BC torra o churrasco na BVRJA Previ vai virar de ponta-cabeça os atuais critérios de nomeação de representantes para Conselhos de Administração. A intenção é evitar algumas cenas de marajanato explícito. Haveria casos de funcionários que acumulariam até três assentos e rendimentos mensais acima de R$ 20 mil. Além disso, a Previ pensa em copiar a idéia da Petros e criar um fundo para o qual seria recolhida boa parte dos proventos dos seus representantes. Idéia que, diga-se de passagem, dentro da nova áurea petista que agora cerca a entidade, não é nenhum absurdo. Afinal, os congressistas do partido não estão habituados a pagar uma espécie de dízimo sobre os seus salários? |
Edmond Jr.Não que o dinheiro faça lá muita falta aos Safra, mas não consta que eles estejam acostumados a perder tanta grana de uma só vez. O abandono do site Super 11 no meio do caminho custou US$ 9 milhões de prejuízo e uma desagradável sensação de que o toque de Midas não foi reproduzido consangüineamente. Tanto papai Moise, quanto o tio Joseph, decidiram não colocar nenhum tostão a mais no negócio. nononnonononononnononono |
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