Carrefour chama a concorrência para uma encarniçada guerra de descontosEm tempos de inflação em alta, os supermercados repetiam o mantra de uma palavra só: floating, floating... Como a fonte secou, a ladainha da vez é outra: discount, discount... O desconto, em bom português, ascendeu ao podium de principal estratégia para os grupos internacionais de varejo que atuam no Brasil. Primeiro, foi o Wal Mart que começou a estudar o assunto. Agora, chegou a vez do Carrefour descobrir que a pechincha pode ser a alma do negócio. O grupo vai trazer para o Brasil a bandeira Dia, tradicional rede da Europa, que funciona no conceito do discount hard. A idéia é construir pequenas lojas que abrigariam a nova operação. A preferência por colocar a mão na massa em vez de comprar uma rede de supermercados tem duas motivações. A primeira de ordem financeira: em média, cada loja deste porte custa cerca de US$ 200 mil. Ou seja: para implementar uma rede de mais ou menos 100 lojas, um número considerado cabalístico para que o negócio se torne rentável, o Carrefour gastaria em torno de US$ 20 milhões. Para comprar uma cadeia de supermercados com uma centena de pontos-de-venda, gastaria pelo menos o triplo. Além disso, a construção própria garante que as lojas tenham o tamanho adequado para este tipo de operação, algo entre 300 e 400 metros quadrados. A decisão do Carrefour de trazer a rede Dia para o Brasil é uma aposta de risco, de quem tem estômago de sobra para suportar alguns prejuízos operacionais. Até hoje, o conceito das redes de desconto não colou no Brasil. Os longos períodos de inflação, as sucessivas trocas de moeda e outros fatores macroeconômicos sempre inibiram o aparecimento de empresas deste tipo. O que surgiu não vingou. Há alguns anos, o Pão de Açúcar chegou a ter mais de 300 lojas com a bandeira Minibox, porém a baixa rentabilidade da operação falou mais alto e, aos poucos, o grupo foi se desfazendo do negócio. Hoje, dentro da empresa de Abílio Diniz, o que há mais perto disso é o Barateiro, que não chega a ser propriamente uma rede de descontos. Porém, o Carrefour confia no seu taco e principalmente no êxito da bandeira Dia na Europa. A empresa é líder do setor em vários setores, sobretudo na Espanha, onde tem mais de 600 lojas. Além disso, os franceses vão tocando outros projetos no país. Neste momento, estão transformando as redes compradas no ano passado - como Dallas, Rainha e Continente, no Rio de Janeiro, Planalto, no Distrito Federal, a capixaba Roncetti e o Mineirão - na bandeira Champion. Ressalte-se que, no caso do hard discount, muito comum no mercado europeu, há uma grande diferença, não apenas de nomenclatura, em relação ao modelo de discount stores, adotado nos Estados Unidos. As redes de desconto da Europa se notabilizaram por trabalhar com um sortimento de mercadorias e, sobretudo, de marcas bem menor, o que, na prática, permite oferecer preços mais baixos. Além disso, perto das lojas americanas, os supermercados de hard discount no Velho Continente mais se parecem com maquetes. Nos Estados Unidos, uma discount store pode ter até 1,4 mil metros quadrados, como algumas lojas da Smart Final, uma das mais tradicionais do país.
|
relatório
nº 1473 -11/09/2000< /font>
|
|
|
Segundo turnoA EDP não desiste jamais. A empresa voltou a negociar a compra da participação dos fundos de pensão na Escelsa. Desta vez, a carta na manga dos portugueses seria um bid ainda mais generoso. |
|||
UsucapiãoO presidente da Belgo-Mineira, Antônio Polanczyk, pode até dissimular, mas todos os indícios levam a crer que a companhia vai comprar definitivamente a Itaunense, recentemente arrendada. A siderúrgica já estaria debruçada sobre um projeto para aumentar a capacidade de produção da empresa. |
|||
| A CVM estaria analisando uma operação que pode modificar todos os rumos do fechamento de capital da Bombril. | |||
|
A Itambé respondeu de bate-pronto à proposta que a Cotochés fez para comprá-la. Avisou que se for para fechar algum negócio, é ela quem leva a concorrente. |
|||
Questão de honraO empresário Ivan Botelho que a desculpe, mas Alliant está decidida: participará do leilão de privatização da Celg - a distribuidora de energia elétrica de Goiás. Com ou sem a presença da Cataguazes-Leopoldina, de quem é acionista. |
|||
|
Quando o assunto são os leilões da Banda C, pensou Sistel, pensou Funcef. As duas fundações costuram um acordo para a operação. |
|||
Milanta PlusAo que tudo indica, a mexicana ECE já se curou da gastrite provocada pela operação do Planet Holywood no Brasil. O grupo saiu em busca de investidores que ajudem a cacifar o projeto de outra rede de restaurantes temáticos no Brasil: o All Star Office Café, marca controlada em parceria com o mega-astro do basquete, Shaquille O'Neal. |
|||
|
A venda pulverizada do capital de Furnas recolocou a GE Capital no páreo das privatizações de geradoras. O fundo tem planos de beliscar um lote no mercado interno e outro em Nova York. |
|||
Codinome L.O.G.R.O.Henri Phillipe Reichstul tem vontade de chamar a Swat ou os boinas-verdes quando ouve o nome da Marítima. Nos últimos dias, ele recebeu a informação de que a empresa não só atrasará a entrega das plataformas P-37, P-38 e P-40, como ainda não estaria respeitando algumas especificações técnicas previstas em contrato. Reichstul já avisou que, se a encomenda não for entregue no prazo e dentro das características estabelecidas, aplicará uma baita multa na Marítima ou até mesmo rescindirá o contrato. |
Mão abertaPelo jeito, o governador Tasso Jereissati não tem o menor problema de caixa. O modelo para o leilão da Cagece - a companhia de saneamento do Ceará - não deverá privilegiar o lance mais alto, mas sim a maior proposta de investimentos na empresa. |
||
|
A Societé BIC está dando os primeiros rabiscos no projeto de construir uma nova fábrica no Brasil. |
|||