Relatório Reservado de Hoje

 Há muito quebra-mola e pouco asfalto no caminho da Yamaha

O presidente da Yamaha no Brasil, Shigeo Hayakawa, sente-se como um motociclista trancafiado em um globo da morte. A julgar pelo desempenho da companhia, o executivo terá de acelerar, mas acelerar mesmo, caso queira evitar uma duríssima queda. De janeiro a março deste ano, as vendas da Yamaha recuaram 35% em relação ao mesmo período em 2012. Entre seus concorrentes, a empresa só não teve uma performance pior do que a Traxx (60%) e a Kasinski (76%), duas motocas que custam a se manter (...)

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 Quem veste a carapuça da vilania?

O PSDB sabe muito bem o que vem pela frente. A boataria sobre a extinção do Bolsa Família, que se irradiou por mais de uma dezena de estados no último fim de semana, vai colocar ainda mais lenha na fogueira eleitoral. A presidente Dilma Rousseff ganhou de bandeja um prato cheio, que pode ser saboreado tanto agora quanto lá na frente, no auge da campanha. Os tucanos terão de conviver até a boca da urna com a pecha de suspeitos número 1, 2 e 3 pelo destampatório de rumores sobre a finitude da maior de todas as bandeiras (...)

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Notícias já publicadas em dias anteriores na edição dos assinantes

Helibras

A promessa da Helibras de montar um helicóptero 100% made in Brazil está voando em baixíssima altitude. A EADS, controladora da empresa, não tem conseguido driblar o alto custo da produção local, combinado à dificuldade de trazer outros fabricantes para o país. Procurada, a empresa garante que o cronograma está mantido e a produção será iniciada em 2020. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria Helibras, o projeto será postergado em pelo menos três anos.
 

Energia eólica

A paulista Tecsis fechou acordo com o governo baiano para construir uma fábrica de pás para usinas eólicas no estado. Deve desembolsar US$ 100 milhões no negócio.
 

Sowitec

O grupo alemão Sowitec vai investir na construção de usinas eólicas no Nordeste. Executivos da empresa teriam mantido contatos com governadores da Região, entre eles Jaques Wagner - diga-se de passagem, os alemães já têm um escritório em Salvador. A Sowitec traz a tiracolo linhas de financiamento do DEG, banco de fomento alemão.
 

Duke Energy

A Duke Energy está penando para domar os custos operacionais da Geração Paranapanema. A variável mais dolorosa é o aumento dos custos da energia no mercado livre.
 

Chesf.

No Ministério de Minas e Energia, há um crescente temor em relação à decisão da Aneel de restringir a participação de grupos do setor na próxima rodada de leilões na área de transmissão. Estão fora, por exemplo, a colombiana Isa, dona da CTEEP, e a própria Chesf. E se a licitação for um fracasso de bilheteria, quem pagará a conta?
 

Paraná Banco

O Paraná Banco, da família Malucelli, estaria ceifando ainda mais a operação de crédito consignado em nome do aumento da carteira de empréstimos para médias empresas.
 

Lubrizol

A norte-americana Lubrizol vai instalar uma fábrica de lubrificantes e aditivos para motores no Brasil, provavelmente em São Paulo. Os estudos de viabilidade deverão ser concluídos ao longo do segundo trimestre. A ideia é iniciar as obras no raiar de 2014.
 

Ministra do pré-sal

No que depender da vontade de Maria das Graças Foster - e a vontade de Graça costuma valer muito -, a Petrobras não participará de todos os leilões de blocos do pré-sal previstos ainda para este ano. Como, por lei, a estatal terá de ficar com 30% de todas as áreas, na prática significa dizer que Graça quer ditar qual bloco será ou não licitado. Ou mudar a lei, o que é muito mais grave.
 

Gafisa

O chão está trepidando sob os pés do presidente da Gafisa, Duílio Calciolari, nomeado há um ano para tocar uma reestruturação que nunca termina.
 

Sinopec

A chinesa Sinopec é forte candidata à compra das participações dos fundos Riverstone e First Reserve na Barra Energia, consórcio que controla o bloco BM-S-8, na Bacia de Campos. O apetite dos chineses, aliás, vai além dos 10% pertencentes à dupla norte-americana. A Sinopec quer fisgar também os 14% da portuguesa Petrogal. O restante do consórcio está nas mãos da Petrobras e da Queiroz Galvão.
 
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